Novo blog!
August 27, 2009Finalmente registrei uma URL e fiz o blog num sistema Worpdress. Raros leitores, agora vocês poderão continuar lendo o blog em:
com os RSS: http://feeds.feedburner.com/BlogFailBr
Finalmente registrei uma URL e fiz o blog num sistema Worpdress. Raros leitores, agora vocês poderão continuar lendo o blog em:
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Fiquei mais de um mês sem postar mas não desisti! Ainda estarei aqui para escrever e infernizar vocês com meus textos toscos que eu sei que vocês adoram (cof cof).
Há inúmeros motivos pelos quais deixei de postar. Zicas, stress, paranóia, dedicação aos treinos, sono excessivo e preocupações com as coisas reais da vida estão entre eles.
Existem também algumas versões alternativas para meus dias de sumiço. Uma delas é algo sobre eu ter ganho na loteria. Dizem por aí que passei o último mês viajando por pitcairn ilhas tropicais. Outros dizem que comecei meu próprio stand up comedy e passo o dia fazendo roteiros super elaborados*** para meus shows de comédia ranzinza.
Acreditem na versão que mais agradar, porque todas são verdadeiras… NOT!
Resumirei meu último mês: Fiz 510432 entrevistas, xinguei e praguejei contra RH’s das empresas, mesmo sem grana fui acampar em Boiçucanga e fui atacada por insetos mutantes, arrumei um emprego da hora a 10 minutos do Parque São Jorge (rááá \o/), fui viajar para Monte Verde/MG e hoje completo um mês de trabalho na nova empresa. Ótimo!
Pois bem, to de volta! Comemorem porque o fim de semana será rechado de posts!
…e de memes insanos que só eu acho graça:


Desde que vi Silent Hill no cinema comecei a pensar sobre a vida dos vilões. Durante o filme, ficamos impressionados com a cena em que o protagonista desse post - e um dos vilões do filme - arranca a roupa e a PELE de uma velha histérica que tentava desesperada fugir do mau humor do monstro em questão.
Apresento então a vocês o Pyramid Head:

- Olha, essa arte está boa, mas você não poderia mudar essa cor pra um azul mais… claro? Não tão claro… mas um azulzinho assim, sabe?
- NÃO!!! Não sei, porra! *destrói a pessoa com uma faca gigante*



Então que no fim de semana, após uma pesquisa intensa e declarações de profissionais sobre o Jiu Jitsu, decidimos tentar ficar sem comer carne vermelha por uma semana. Não pelas ideologias ridículas dos vegetarianos toscos sobre matança de animais e o diabo, sinceramente nunca pensei nisso enquanto comia uma suculenta picanha, mas o fato é que precisamos render mais nas aulas e também precisamos de um melhor condicionamento físico. Para tanto, cortar a carne vermelha por alguns dias seria uma ótima opção.
Eis que logo no primeiro dia de abstinência da sagrada carne vermelha, surge alguém me oferecendo um lanche de pão com mortadela. MORTADELA!!! Pão com mortadela deveria figurar no Top 10 de comidas mais gostosas do mundo, é perfeito. Eu tentei mas não pude resistir e aceitei o lanche de bom grado.
Logo fui bombardeada com olhares-laser e veio a dúvida: Calmae, mortadela é carne vermelha?
Lógico que a primeira coisa que disseram foi aquela coisa toda que a Wikipédia insiste em divulgar: "Mortadela é um embutido feito de carnes de diversos animais, especialmente suínos e bovinos, e cubos de gordura, geralmente do pescoço suíno." mas isso óbviamente é uma lenda urbana.
"Lenda urbana? Porra, como assim bátima?" você deve estar se perguntando. Pois eu vou explicar A VERDADE:
A grande verdade é que Mortadelas são animais. Animais daquele tipo que você nunca viu: Chesters, Tenders e… Mortadelas! Claro, Mortadelas, assim como esses bichos, nunca foram vistos por humanos comuns, só os carrascos tem contato com esses bichos.
Para provar minha tese, fiz uma tosca ilustração da vida das Mortadelas livres no pasto:
O triste fim das mortadelas abatidas por malvados caçadores:


Estive sem inspiração ácida suficiente para iniciar outra leva de posts da série "No dos outros é refresco" e decidi contar algo sobre mim. Afinal, aposto que deve ser mais legal ler zicas sobre mim do que sobre os outros que foram sacaneados por mim.
Enfim, hoje contarei algo sobre um lugar que fui há uns 2 anos atrás que tinha um nome não muito convidativo: a DANGER.

Ao ter ouvido o nome pela primeira vez eu já deveria ter me ligado que não se tratava de um bom lugar. Mas como não saía de balada há muito tempo com o pessoal da época de escola, achei que não deveria ligar muito pro nome da balada.
Aconteceu tudo muito rápido. Meu amigo sem noção me ligou durante a tarde e disse algo amistoso:
- Meu, tem uma balada muito legal que eu fui semana passada, vamo aí! Chama seu namorado também! A música é boa, o pessoal da balada é gente boa e pra você ter idéia semana passada o gordão conseguiu pegar uma mina. Tudo bem que era uma véia, mas ainda assim ele desencalhou. Temos que ir pra zoar ele.
Pausa aqui para explicar que o gordão é o amigo virgem do grupo. E ele tinha 20 anos na época. Virgem e encalhado. E de fato, se o gordão ficasse com uma velha na balada, eu não poderia perder a oportunidade de presenciar a cena e zoá-lo até a morte.
Prosseguindo:
Chegou a noite, marcamos de nos encontrar próximo ao metrô porque lá conseguiríamos uma carona. E eis que chega um Fiat Tipo bizarro com 4 pessoas dentro. Estavamos em 3 esperando a carona, então seriam 7 pessoas que tentariam entrar no Fiat. Terminou que tivemos que ir amontoados e ouvindo os protestos bizarros do meu amigo:
- "Oh meu deus, o que é isso na minha bunda???"
- "É a carteira que tá no meu bolso!!!"
- "E agora, o que é isso?"
- "Sei lá, já tirei a carteira…"
Chegamos no Centro, próximo a Anhangabaú/República. Vale lembrar que não é o lugar mais convidativo de se passear durante a noite, visto a quantidade de nóias, putas e travecos que perambulam por ali. O cara que dirigia parou numa das esquinas e um dos que estavam no carro (e até o momento eu não conhecia), o Orelha, abriu o vidro, colocou a cabeça pra fora e chamou uma espécie de traveco-alien para pedir uma informação: "Ae linda (!!!) você tem Flyer pra Danger?" e o traveco apontou bichosamente um outro cara mais a frente. Naquele momento eu tive medo. Pavor. Terror. Putaquepariu estavamos pedindo flyers para TRAVECOS? Já vi que ia dar merda…
Comecei a reclamar e disseram pra eu não me preocupar, que era uma boate GLS mas ninguém mexia com ninguém. Ok, pensei, me fodi. Isso foi seguido de minutos infinitos de alopração ao Gordão e ao meu outro amigo, que eu acusava de terem ficado com travecos na balada.
O próximo cara que o traveco tinha apontado nos deu 423432 flyers e seguimos para o local.
A frente da balada era uma portinha com um luminoso escrito "Danger", passamos de carro rapidamente e vi que tinha uma fila imensa para entrar. Descemos quase em frente e fomos para a fila. Aí que eu comecei a notar: o lugar era lotado de travecos. Muitos travecos. Travecos e gays, apenas.
Nada contra os gays, por mim cada um faz o que quer com a vida, mas de fato uma balada gay não é algo que eu gostaria de frequentar. Como já estava lá, não tinha como fugir e comecei a resmungar. O tal Orelha começou a xavecar os travecos na fila e depois virava para nós e dizia que "era zoeira". Não contente em "zoar" os travecos, ele chamou um outro cara que tava no carro e que até o momento eu também não conhecia, para zoar junto. O tal Claudião ficou meio irritado com o fato de xavecar travecos, e mudou de assunto dizendo que era macho, que era da Mancha Verde, de uma facção da torcida organizada chamada "Hamas". Apesar de hoje o Hamas ser famoso, há uns 2 anos atrás não era tanto. Essa informação será valiosa algumas linhas a frente, no texto.
Entramos no lugar e a música era um tecno padrão com uma quantidade infinita de bizarrices. Realmente tinha velhas por lá, só restava saber se eram travecos. Se fossem, pobre gordão, acho que ele deu seu primeiro beijo num travesti.
Meus amigos começaram a dançar e eu me limitei a dançar com meu namorado enquanto reclamávamos e conversavamos. A galera começou a zoar, o amigo que me convidou sempre reclamando que ia ficar sozinho e que "tinha muito bicha" na casa aquela noite. Não contente em reclamar, eventualmente ele gritava coros pedindo mulher na casa. Imaginei que ele levaria uma surra dos viados e fingi que não o conhecia.
O tempo lá era interminável, eu não via a hora de ir embora e estava ficando abismada com o fato de meus amigos estarem dançando e se divertindo muito até aquele momento. Parecia uma grande pegadinha onde todos de uma hora pra outra decidem fingir que são viados. Assustador.
Para piorar minha situação, um tempo depois surgiram 43432 Gogo boys dançando pra todo lado, as bichas tiraram a camisa e meus amigos, incrívelmente, sumiram na pista e nos deixaram no canto. Eu não podia olhar para nenhum lugar, afinal, se olhasse, certamente ia ter que ouvir uma crise de ciúmes abrupta. Logo, eu me resumi a dançar e olhar para o chão, porque quanto mais eu fugia, mais nego semi nú aparecia.
Ainda não tinha chegado nem duas da matina (balada chata passa em slow motion) quando avistei os dois caras bizarros que estavam no carro - e o tal "macho" da Mancha Verde hahaha - dançando como bichas loucas no meio da viadagem, pareciam funkeiras no cio.
Quando finalmente encontrei meus amigos, implorei humildemente para ir embora daquele INFERNO mas eles me avisaram que teria um "show" no final, que ia começar logo, pra eu esperar. Pronto, agora além de tudo, ia ter que ver um "show" pra piorar.
Como já tive uma péssima experiência envolvendo sair da balada de madrugada, usar camisa de bandas de rock e skinheads irritados com gostos musicais alheios, decidi que era menos pior ficar naquele lugar do que sair e correr o risco de levar uma surra por gostar de The Smiths.
Antes de começar o tal "show" eu me concentrei em notar as bizarrices. Vi por exemplo, um negão mano, estilo 50 cent, que se eu visse na rua atravessava com medo de assalto passando com duas mãos surgindo de trás de seu ombro. Atrás, fazendo trenzinho, vinha um velho estilo baiano risca-faca, encoxando o gangsta. OMFG. Outra bizarrice foi ver um velho de seus 70 anos de idade dançando loucamente, cantando hits da Xuxa com um colar de plumas no pescoço. Além do não menos bizarro trio de viados que andava de coleiras interligadas por correntes.

Para minha felicidade - ou não - o show começou e logo depois eu iria embora, FINALMENTE. Para meu desespero, era um show de desfile de travestis no palco, onde eles andavam como modelos até o meio da platéia no palco e voltavam, mostrando seus modelitos e perucas estranhas. O Traveco Fashion Week rolava e as pessoas aplaudiam e gritavam empolgadas, quando aconteceu algo bom naquela noite horrível:

Infelizmente o resto da platéia não tinha senso de humor e eu recebi centenas de olhares dardejantes e reclamações sobre meu comportamento desrespeitoso com a queda do traveco.
Como tudo que está ruim pode piorar, na hora de ir embora sentei na escadaria da saída para esperar a carona e senti algo… molhado no chão. Vi que era um amontoado de vômitos que quase receberam mais um para coleção. Desgraça pouca é bobagem.
Com isso tudo aprendi 3 coisas: a) Nunca ir para baladas com nomes toscos. b) Se for, sempre tenha dinheiro para voltar de táxi ou de helicóptero e c) Travecos não tem senso de humor.
Uma simples receita de como ter uma semana epic fail:
a) Comece a semana ouvindo respostas evasivas e sem sentido:
Agora além de decidir tudo, tenho que ler mentes. Perfeito. Para ficar completo, só me faltava ouvir um "Sei lá, não sei, é tipo assim… alguma coisa, entende?".- Então?
- Sei lá…
- Mas… porra, diga algo!!
- É que… não sei!
- Sei lá o que caralho? Sim ou não?
- …então… sei lá.
b) Sua semana continua ainda pior…
Vem o chefe incompetente me chamar no dia seguinte:
- Olha… não fui competente para administrar o setor, acabei investido demais no outro e… vou desativar o setor. Nada contra vocês, mas estou deixando vocês de aviso prévio, ok?
c) Termine a semana com uma má notícia
- Alô, mãe? To de aviso prévio!
- Nossa… então… deixa eu te falar… a Tia está no hospital com derrame
- …!

Como nem tudo pode ser tosco, misteriosamente 3 clientes surgiram das cinzas para me pedir freelas essa semana. Pelo menos se não conseguir nenhum emprego em um mês, não vou passar fome \o/.
Pode parecer rabugice da minha parte - e é - mas estou definitivamente de saco cheio de entrar em blogs/sites de tecnologia/afins e ter de ler inevitavelmente algo sobre o Campus Party.
Antes de começar a descer a lenha, quero que fique claro que não odeio o Campus Party, longe disso. Adoro eventos de tecnologia e afins. Eu odeio mesmo são os visitantes dessa porra. Puta gente chata duzinfernos, vão sifudê!
A primeira coisa que não entendo de forma alguma é: Como as pessoas PAGAM para acampar lá por 7 dias? Porra, coisa de vagabundo.

Outra coisa que eu não me conformo: O maior evento de tecnologia da américa latina ter como "patrocinador master" a Telefonica.

A Telefonica é o exemplo de falha na comunicação. É o exemplo perfeito de como uma conexão de 2MB pode se transformar em uma conexão de 22kbps em alguns segundos, graças a toda a tecnologia e a perícia em foder os usuários que só a Telefonica tem. Agora mesmo vou postar isso por uma conexão da telefonica e o upload desses dados vai demorar 32131 anos para ir ao ar.
É o único sistema de conexão ADSL onde sua conexão CAI. Sim, cai assim como naquela época ancestral dos modems. E sim, a Telefonica ainda assim, apesar de todos os 23422432 pesares é patrocinadora do evento. Não me conformo. Não me conformo. Não me conformo…*repete 1000 vezes*
E por último e não menos chato e intragável são os blogueiros chupando rola de leitores e vice-versa. Nos últimos 10 blogs que entrei, 8 deles falavam algo sobre "O que estou fazendo no Campus Party" ou "Meus leitores estão no Campus Party?" ou ainda "Por favor, comentem no meu blog pela conexão do Campus Party".
Qual será o tesão nerd em receber um comentário vindo de uma conexão de 10GB? PQP Bando de virgens!
Em homenagem a isso, farei perguntas pertinentes como essas aqui:
Vou refletir sobre isso.- Quantos dias gastarei na fila do Campus Party se eu for no sábado?
- Quantos dias gastarei para conseguir participar/interagir com qualquer palestra/exposição/game/etc que estiver lá?
E a última e não menos importante:
- Será que meus leitores estão… dando o cu no Campus Party?
Fiquei bastante inspirada com os micro-vídeos do Seu Lili no youtube. EpisÓDIOs engraçadinhos, vocês deveriam ver.
Graças a isso decidi fazer esse post sobre Design. Sim, um assunto pouco falado nesse blog, mas que consta no título da página e chama muitos paraquedistas aqui pelo Google. E que também me deixa terrívelmente emputecida, com vontade de queimar a pessoa que cagou no layout assim que começo a notar os erros.
Hoje darei apenas 3 dicas de meu vasto e incrível conhecimento que é muito valioso, pois vocês lerão algo de uma pessoa pós graduada e atestada com um carimbo dourado vindo de Harvard. Acreditem, apenas metade da frase anterior é real, escolham a parte que mais lhes agrada =). E vamos ao que interessa:

Erro 1: O contraste
Para ler na web o processo é o mesmo que uma leitura de livro, contando com dois agravantes pró livro e contra internet: A) As pessoas lêem as páginas na web em Z e B) O "passar de olho" na página é feito mais rapidamente.
Com isso, temos duas constantes nesse quesito:
A) Cor da fonte:
Sempre, mas sempre tente usar uma cor de fonte que seja menos "dura". A dica é sempre usar algo que não faça um contraste forte para textos longos. Um exemplo é a clássica página de fundo preto com letras brancas. As pessoas lêem, mas se cansam mais rapidamente. O mesmo vale para páginas brancas (lembrando que o branco também faz parte do layout e por vezes deixa o layout até mais bonito do que um lotado de grafismos por todos os lados) com a fonte preta.
O ideal, caso seu blog possua textos longos, é usar uma cor de fonte que crie um contraste menos agressivo como um cinza 70% por exemplo. Isso já é o bastante para auxiliar na leitura do seu usuário. E acreditem, um blog com uma leitura mais prática fideliza os leitores.
B) Respiro no texto
Um texto longo requer um "respiro" entre os parágrafos para que o leitor não se canse com a leitura. O ideal é aplicar uma quebra de linha a cada parágrafo, para que o usuário também não se confunda com partes do texto. Isso vai evitar que o usuário se depare com um bloco denso de texto e certamente vai tornar a leitura mais agradável.
Erro 2: Alinhamento
Vou citar apenas um dos 3242 livros que tratam sobre o assunto, que é o "Livro e o Designer" (esqueci o autor, googleiem). Este livro possui vários dogmas que eu, particularmente, não acho que precisam ser seguidos a risca. Maaaas sempre há aqueles dos quais não podemos fugir, e um deles é o alinhamento.
O alinhamento do texto interfere bastante na leitura do usuário. Os olhos seguem um padrão de leitura baseado no ritmo e na "adivinhação" da próxima linha, para que não se percam na leitura. Ou seja, quando o alinhamento é a esquerda, os olhos já pulam direto para o começo da outra linha, no ponto exato do começo da leitura. No caso de um alinhamento centralizado ou a direita isso é quebrado. Os olhos pulam pra outra linha, não acham o início da frase e tem que buscar o começo dela entre os espaços em branco no começo das linhas o que causa um enorme desconforto visual e cansa o usuário.

Então, façam um favor a si mesmos: A não ser que seja para um texto curto ou uma chamada, não façam textos alinhados a direita ou centralizados porque é tosco demais.
Erro 3: Tipografia - Tamanhos e entrelinhas
Uma vez fui chamada pra um blog que tinha uma fonte num corpo 20, sem zoeira. Tipo conseguem imaginar ler um texto de sei lá, 20/25 linhas num corpo 20? NOOOOOOOOOO!!!
Tanto um entrelinha muito espaçado ou muito espremido dificultam a leitura, então o ideal é formatar no CSS da página o entrelinha personalizado (e fugir do automático).
Espero que aproveitem as dicas. E também espero que morram atropelados por um jumento no cio caso desdenhem delas.
Não tem para mim algo pior que gente subjetiva. Talvez seja porque me sobre objetividade, a ponto de eu só enxergar o que está a minha frente, quando muito. O que não é de tudo ruim, pois não conheço outra pessoa tão cabeça dura persistente nos objetivos quanto eu.
Sinto falta também do disfarce, do lado subversivo. Prova disso é entrar a gerente comercial mala e pirivéia (misto de véia com piriguete) na minha sala do trabalho, dizer "Oi" e eu responder de bate pronto com um "Tchau" e patinar para tentar disfarçar a gafe.
Já perdi as contas de quantas vezes me fodi épicamente por não entender a subjetividade alheia. Por hora penso que todas as relações sociais seriam melhores se as pessoas fossem menos subjetivas e mais claras em suas palavras. E é fato, afinal, ter de ler nas entrelinhas em todas as mensagens jogadas na cabeça durante o cotidiano é um exercício terrível, sujeito a falhas de comunicação.
Para mim, como profissional de comunicação, avalio a subjetividade como um ruído. Um ruído alto e subversivo, capaz de te vencer sem ao menos te dar a chance de ser compreendido conscientemente.
Começo a questionar até quando vou levar nabos astronômicos e ainda ouvirei ecos das falhas do passado graças a essa minha falta de habilidade. Só me restam duas saídas, ou eu faço um curso rápido de leitura de mentes e começo a ler a mente de chefes, amigos, etc. ou eu arranjo um óculos místico para conseguir ler nas entrelinhas de todas as frases.
Se ainda assim nada der certo e eu continuar me fodendo, apelo para um método subjetivo de mandar o mundo inteiro tomar no cu:

Fui assistir ao filme por se tratar de remake de um clássico. Não tive a mesma coragem para assistir Guerra dos Mundos no cinema, que também era um remake, mas me arrependi. Achei Guerra dos Mundos muito mais emocionante, apesar do mesmo enredo "OMFG tamo fudido a Terra vai acabar!!!".

Nota 7 porque não chega a empolgar muito em nenhuma parte do filme, tudo o que acontece é meio previsível (apesar de se tratar de um remake) e enfim, você tem que fazer esforço para se empolgar com as "habilidades" do extra terrestre salvador da Terra. Além de ter um moleque infeliz e filhodaputa, revoltadinho, que é a caricatura da humanidade perdida: Egoísta, egocêntrico, destrutivo. Se eu fosse o alien, quebraria o roteiro e mataria o moleque de verdade. Aí sim teríamos um novo final surpreendente e emocionante para esse filme.
De pensar que o mesmo molequinho mala (filho do Will Smith) vai ser o ator escolhido para o remake de Karatê Kid… começo a repensar meus planos da adolescência de jogar papel molhado na tela do cinema. Em protesto, claro. Tudo pelo protesto!
Enfim, era melhor ter visto o filme em DVD ou na sessão da tarde do que ter visto no cinema. Fato.
Resumão do fim de ano de férias em casa sem fazer nada, aproveitando meu momento no serviço sem fazer nada:
Como sempre, as coisas tem que dar errado. E sempre dão, não adianta rezar, fugir, chorar. A zica é, ao menos para mim, a maior entidade regente deste planeta. Em 2008, tal como nos filmes, os três espíritos de Natal vieram me visitar:

Zica número 1 (O espírito do futuro): O mêcanico filho da puta!
Meu namorado tem uma moto. E a moto estava com algum problema randômico no motor que o mecânico só foi notar nas vésperas do Natal. Só que, além de diagnosticar o problema em cima da hora, o mecânico FDP decide viajar logo após o Natal, sem avisar nenhum cliente, fecha a oficina e tranca todas as motos lá dentro. Ou seja: Planos de viajar entre natal e ano novo FAIL.
Zica número 2 (O espírito do passado): O carro amaldiçoado
Estava me preparando para o grande plano de Ano Novo, já tinha as tintas que ia usar pra jogar nos outros, já tinha combinado os horários e tal. Eis que, na anti-véspera de ano novo, aparece meu amigo dono do carro que usaríamos para infernizar os outros na rua com uma má notícia: O carro estava em curto.
A bizarrice que fizeram no carro foi muito tosca. Coisas do tipo ligar buzina no lugar do farol, fazer a energia superaquecer a ponto de derreter o pisca-alerta, sem contar o barulho de alta voltagem que o carro fazia em qualquer tentativa de uso de sistema elétrico não motivaram a gente a usar o carro para infernizar na rua. Além do que, achar um auto elétrico para arrumar aquela merda toda na véspera de ano novo seria um milagre. E milagres não existem, então plano de sacanear bambis FAIL.
Zica 3 (O espírito do presente): O HD!
Comprei um HD de 500gb e estava feliz em saber que não precisaria mais racionar os 500 MB (!!!) que ainda restam no meu HD atual para fazer downloads e eventuais gravações de CD. Havia comprado também mais 2GB de memória e já começava a pensar em nomear meu PC de "serious business" quando começou a desgraça.
Primeiro o PC não funcionava com os 2GB que eu tinha. Nem com macumba. Com um pente novo sim, mas com os dois, erros bizarros apareciam. Erros de memória, travamentos, tela azul e o escambau. Oh vida, oh azar…
Depois, decidi que o correto seria primeiro eu testar o HD, depois testar as novas memórias. O HD é Sata e na minha cabeça o processo era simples: Colocar o HD, o PC reconhecer e eu instalar o sistema.
Mas o Windows não reconheceu o HD. Aliás, até reconheceu, mas não como um dispositivo válido de dados. Shit!
Enquanto pedia respostas a São Google, algo pior aconteceu: O PC começou a desligar do nada. Curto na placa, gerenciamento de energia péssimo. Depois de descobrir que bastava ligar o conector lentamente no computador que esse problema bizarro parava - até aquele momento - e depois de passar o fim de semana inteiro orbitando nesse problema ridículo, descubro que minha placa mãe não tinha o disquete específico para discos SATA.
Após praguejar muito contra o uso de um disquete (porra, alguém ainda usa isso?) achei uma boa alma que especificava o problema das placas K8V-X SE com os HDs SATA e disponibilizava um link mágico para download do programa para fazer o disquete de reconhecimento do HD. Infelizmente ainda terei de passar hoje fazendo a instalação do SO no HD e a transferência de dados, essas tranqueiras. Chato.
E se você caiu de pára-quedas neste blog e desejar fazer o download dos arquivos para criação do disquete para motherboard K8V-X SE, clique aqui. Para mais informações, consulte este link.
Por fim, tenho a dizer que o ano de 2008 foi bom. Mudei de emprego, consegui um registro em carteira (afinal trabalhar quase 7 anos sem registro é triste), consegui voltar para o Ju Jitsu, ficamos noivos, fui a jogos especiais do Corinthians (jogo 5000, jogo do acesso e o jogo-briga do encerramento do campeonato), gastei menos dinheiro, me livrei da pós graduação. Enfim, saí do lugar e isso deve ser bom \o/.
E em 2009 começo uma nova saga: Tirar carteira de motorista, cömo fas?//
Feliz 2009 para todos.
Incrível como esse ano o Natal caiu para mim como uma data em que eu ficarei dias absolutamente sem dinheiro e onde eu posso dormir até meio dia, apenas. De outras coisas, só fico intrigada com a quantidade de pessoas que passam em casa pedindo "caixinha". Caixinha?

Como Papai Noel é um porco capitalista e não ajuda os pobres, este ano provavelmente eu ganharei um presente só. E se reclamar da quantidade, capaz de passar um caminhão lança chamas e queimar ele. Pobre sofre!
Tava vendo no G1 dia desses a notícia sobre placas alteradas na marginal Pinheiros.

Só senti falta de um modelo de placa, que é aquela que faz alusão ao Morumbicha:

E se depender da empolgação da galera referente a minha idéia brilhante do último post vai dar pra fazer um Flash Mob de alopração pelas ruas de SP no ano novo e teremos o início de ano mais engraçado da história.
Sempre fui fã de programas onde as pessoas infernizam os outros gratuitamente. Mr. Manson é de longe meu ídolo depois de tanta alopração como o boato do Sexkut, o lance do Sílvio Santos, ou a notícia sobre filmes pornôs iraquianos e afins. Programas como o Annoying Devil e o Momento Amy Winehouse são meus inspiradores diários a infernizar os outros sem motivo aparente.
Não me venham com falso moralismo e mimimis do tipo "ahh coitadinhas das pessoas" porque não faz sentido. Lembrem-se sempre do lema adaptado "um dia do ownado, um dia do ownador!"
Vou destinar esse post então a alguns causos de aloprações de vítimas inocentes na rua, começando pela primeira vez que me sacanearam gratuitamente:
Q?
Eu estava voltando de uma festa de halloween na empresa em que eu era monitora escrava trabalhava de graça. Nesse dia o pessoal ia fantasiado para a festa e passava o dia com aquela fantasia, fazendo miquisse, zoando com os alunos (era uma escola de informática) e afins.
Eu que nunca gostei de festas a fantasia e o escambau, arrumei uma fantasia de bruxa das mais simples e uma maquiagem igualmente simples. No final da festa corri para tirar o tal pancake do rosto e zarpei.
Eu, esperta pra caramba, esqueci que estava com a tal fantasia (o vestido cabia por cima da roupa que eu estava por baixo) perambulando pela rua, e me deparei com um carro cheio de gente gritando coisas aleatórias em minha direção.
Parei por alguns instante para tentar definir em meio a tantos palavrões do tipo "aeee filhadaputa, vai se foder, bla bla bla" se alguém dizia meu nome, vai ver eram conhecidos. Mas não. A única coisa que ouvi nitidamente foi algo tipo "Bruuuuxa". Achei estranho, o carro sumiu e eu continuei andando em direção ao ônibus. Só fui lembrar que estava fantasiada quando sentei no ônibus e concluí o óbvio: Os infelizes que me zoaram não eram conhecidos, só fizeram isso de graça mesmo. Legal, uma ótima idéia!

Certa vez, voltando do trabalho (que ficava na Zona Leste) passamos por uma rua residencial lotada de pivetes e malandros, daqueles típicos que com 25 anos nas costas ainda andam de bicicletinha na rua e roubam pipa da molecada.
Aparentemente tava rolando um evento bacana para os maus encarados locais, a rua estava cheia de molequinhos e um maior, aparentando uns 18 anos, andava de bicicleta fazendo truques, pulando, empinando a bike, etc. As crianças viam tudo atentamente, sempre em volta dele como mosquitos na lâmpada.
O carro foi se aproximando e o mala empinando a bicicleta bem no meio da rua. Como não era seguro acelerar no meio de muitas crianças, fomos andando devagar e o malabarista da bicicleta empinou a bicicleta até não poder mais, caíndo de costas no chão, num momento sublime.
Sabem quando você cai e até quica? O cara fez isso. Caiu de bunda da bike e quicou, tipo filme de comédia. Eu ria que não conseguia nem respirar e para alegria geral da nação, paramos o carro ao lado do recém caído. As crianças se afastaram assustadas, eu desci o vidro e comecei a alopração:
- Aeeee troxaaaaaa! Caaiuuu! Toma, filho da puta! Caiu e quicou no asfalto, cu de mola!!!
As crianças começaram a chorar de rir, apontando o malandrão lá, caído no chão e o cara muito puto xingava elas em tom ameaçador.
Saímos xingando o cara, que depois de perder a moral, foi alvo de dezenas de criancinhas que rachavam de rir junto com o resto da rua que havia assistido a cena. Uma pena eu não ter filmado.

Era um trabalho bem artesanal, os jornais geralmente eram unidos em três fileiras e outros cadernos cheios de folhas (classificados, geralmente) eram unidos ao bando e colados com silver tape, formando quase uma espada de jornal, que seria usada posteriormente na batalha nas ruas da zona leste.
Feito isso, saíamos do trabalho a caça de vítimas, geralmente em ruas residenciais, para não correr o risco de parar no trânsito e virar alvo de linchamento.
Coisas tipo jogar o jornal em forma de bumerangue na bunda de infelizes que lavavam a calçada com a bunda virada pra rua, encuralar pessoas no canto do muro com o carro e jogar jornal na cabeça, acertar um bumerangue de jornal na cabeça de um skinhead entre outras maldades eram rotina. Porém nunca haviamos zoado pessoas em avenidas (não com o jornal, pelo menos).
Então, certa vez num dia ensolarado e cheio de putos andando fora da calçada - numa avenida bem movimentada, que fique claro - avistei uma gorda com cara de funkeira que andava longe da calçada, pisando na avenida. Os carros passavam dando fininhas milimétricas nela, mas ela e o resto da numerosa família que estava na calçada não ligavam.
Aquilo era o alvo perfeito. Abri a janela do carro, coloquei o jornal-porrete para fora, o carro estava a uns 40Km/h e a gorducha foi acertada em cheio na bunda. O estalo foi absurdo e o jornal partiu ao meio. A gorda deu um pulo e foi para a calçada, coçando a bunda recém alvejada que com certeza estampava um flamenjante "Estadão" na cor vermelho-pancada.
Novamente uma pena eu não ter filmado.


\o/
Treinei intensamente o último mês e fui fazer o exame no sábado, num ginásio na Vila Maria. Como sempre, cheguei atrasada, mas como todo evento, eles também se atrasaram e eu tive que esperar uns 40 minutos perambulando descalça pelo lugar. Terrível.
Na hora do exame, juntaram todos os faixas brancas em filas arbirtrárias e nos obrigaram a cantar o hino nacional. Eu que já não canto o hino desde 1910, fiquei sem cantar, mas fui alvo de olhares dardejantes do Shihan (mestre do barato) e comecei a cantar por livre e espontânea pressão.
Depois rolou uma apresentação de instrutores quebrando telhas, placas de madeira com a testa e por fim chamaram um menino gordinho para quebrar uma tábua de madeira para a "categoria infantil". O pobre diabo acertou um soco na madeira bem na parte que tinha o tijolo apoiando embaixo e gritou um sonoro "AIII". Para disfarçar a vergonha, disseram que era "falta de treino" mas a verdade é que o gorducho era mais burro que uma porta. Depois colocaram uma telha pro infeliz quebrar, e ele já com medo de não conseguir novamente, acertou um soco torto na telha que se espatifou. Poucos notaram porém, que o coitado saiu com a mão tremendo e completamente mole. Aposto que depois de sábado ele passou de destro para canhoto.
Novamente aglomeraram os faixas brancas todos num tatame e dividiram em grupos de adultos/adolescentes/crianças e eu vi adultos correndo para o tatame de adolescentes e adolescentes permanecendo no tatame de adultos, vai entender…
O Sensei organizou todos em uma fila por ordem de altura e eu comecei a sentir um cheiro terrível de esgoto/azedo vindo de alguém. Como minha cisma com gordos é de longa data, já imaginei que fosse o gordão do meu lado que estivesse fedendo como um porco no cio e me afastei dele. E o cheiro não passou.
No Top 5 de coisas que me irritam muito, cheiros figuram em segundo lugar só perdendo para músicas ruins. Eu já estava com aquele famoso frio no estômago, com medo de fazer alguma merda e me foder no exame e aquele cheiro ainda empestiando o lugar só me fazia ficar mais irritada.
Como zica pouca é bobagem, fui notar que o cheiro vinha da outra mina que estava na fila, ao meu lado, que estava com um creme sem enxague daqueles que cheiram azedo e notei o cheiro de esgoto daqueles típicos de gente que tem problemas graves no estômago quando ela falou o nome dela para o Sensei.
A zica era que ela é que seria a minha dupla para aplicar os golpes no exame. Praguejei contra a décima geração daquele esgoto humano.
Tive que fazer uma concentração absurda para não morrer no meio da luta, ainda mais no final, quando eu só precisava dar um golpe pra infeliz fedorenta cair, mas no processo o cabelo dela soltou da grande massa de cabelos unidos pelo creme azedo, ela passou a mão na cabeça para arrumá-lo e depois voltou a mão - cheia de creme do cabelo - no meu kimono, para concluir o golpe. Morri. Vou lavar o kimono com água benta, sal grosso e ácido.
Por fim, passei no exame e peguei a tão almejada faixa amarela. Poderia concluir esse post dizendo que foi menos terrível do que eu imaginei, mas não. Eu tive que lutar contra um mutante que exalava cheiros do abismo, pelo esforço que fiz merecia passar direto para outra faixa e com medalhas de honra.
