No dos outros é refresco - I

August 29, 2008

Farei uma série entitulada "No dos outros é refresco" para contar as alegrias de sacanear os outros. Hoje contarei um causo da época da escola e que foi sem dúvida uma das melhores aloprações que já fizemos.

Ocorre que eu e meus amigos em geral tinhamos um hobbie bem… peculiar. O lance era xingar a mãe um do outro até a exaustão - ou até alguém se irritar e tentar matar o coleguinha - e rir muito com as idéias ridículas de situações em que sua mãe poderia estar envolvida.

Coisas como "sua mãe chupa bife", "sua mãe tem um pinto na testa", "sua mãe senta no extintor" eram engraçadas, mas foram se tornando comuns e nós decidimos nos aprofundar na arte de infernizar. Para tanto, era necessário que nós conhecessemos as mães uns dos outros para que a alopração fosse bem feita.
Aí que nós descobrimos as profissões de cada mãe e isso virou enredo para as aloprações. Tinha a mãe policial, que passava o dia pegando na metranca. Tinha a mãe mecânica que passava o dia pegando na chave de fenda. A mãe dançarina que assaltava bancos levantando a saia e libertando morcegos, a mãe jardineira que criava trepadeiras, a mãe caipira, a mãe bêbada… enfim, tinha até a clássica mãe gorda que… bem… só era gorda mesmo.

De todas as mães havia uma especial, a mãe do gordinho bobo da sala e que por uma incrível traquinagem do destino veio trabalhar de merendeira na escola. Perfeito! O cara já não era bem quisto entre os amigos por ser um tremendo mala sem alça e ainda tinha a mamãe pegando na colher de pau o dia todo servindo os amiguinhos no intervalo.


Haha! *aponta*

Pois bem, o tal gordo bobo era trazido pela mamãe na porta da escola até o 1º colegial. O cara era um tremendo mala sem alça, xingava os outros aleatóriamente e ainda tentava colar sem permissão. Não bastasse tudo isso, eventualmente ele tentava roubar nosso material e achava que podia nos enganar escondendo canetas, lápis e outras coisas nas meias. Enfim, era um gordo detestável e folgado, merecia ser ownado. Ainda mais porque tinha roubado um dos meus tazos raros.

No terceiro colegial nossa sala infelizmente foi separada e o gorducho foi parar na sala da frente. Isso de certa forma foi bom pois além de fazermos amizade com as outras duas salas, podíamos espalhar os podres dos outros para muito mais gente, além de padronizar o esquema de infernizar professores por todas as salas.

Obviamente as salas tinham aulas diferentes no mesmo horário e naquele dia tínhamos uma aula de educação física, enquanto a sala da frente (a do gordão) tinha aula de português com uma das professoras mais chatas da escola. Já devo ter dito aqui que eu cabulava todas as aulas de educação física, nesse dia estava frio e decidimos ficar na sala fazendo porra nenhuma.

Ficamos eu, um amigo e uma amiga na sala. Bom, 3 adolescentes sozinhos na sala de aula e entediados, já dá para concluir que fariamos merda. Primeiro meu amigo sugeriu que a gente escondesse o material de alguém, mas seria muito fácil de achar e não teria graça. Depois decidimos que seria legal pular de carteira em carteira, só pra deixar a marca de tênis na mesa alheia. Foi sem graça também. Então sugeri que a gente passasse trote para alguém, mas eles ficaram com medinho de ligar para números aleatórios e alguém ver o número no bina.

Então tivemos uma idéia brilhante: Que tal ligar para a casa do gordão?
Ótimo! Ele estava em aula, poderia não ter bina e a mãe dele era paranóica e superprotetora. Vítima perfeita.

Inventamos uma briga, ligamos lá e a velha atendeu. Nossa amiga gritava ao telefone dizendo que ele estava apanhando de um maloqueiro e eu e meu amigo faziamos o som de fundo com cadeiras caíndo e gritos de incentivo a brigas. A mãe do gorducho ficou desesperada como já era de se esperar e pediu pra gente tentar apartar a briga, pediu pra gente chamar a diretoria e enfim, depois de muito tumulto forjado ao telefone a velha falou que já estava vindo para a escola para salvar seu filho da surra.

Poucas vezes na vida eu ri tanto. Choramos de rir imaginando a situação ridícula pela qual ele passaria e depois tivemos um lapso de arrependimento: "Porra, que mancada! Coitada da mãe dele, ficou preocupada de verdade…". Fudeu!

A merda já estava feita e nos restava remoer o arrependimento e evitar rir sem parar, para não dar bandeira. Saímos de fininho para o corredor e nos misturamos as pessoas que vadiavam no pátio. Logo vimos a velha batendo na porta da diretoria desesperada, entrou correndo e foi direto procurar pelo filho. As tias da limpeza indicaram que ele deveria estar na sala de aula e ela correu pra lá e abriu a porta com tudo, gritou o nome dele, puxou ele pelo braço, tirou ele da aula, abraçou ele e ficou sabendo que não tinha acontecido nada.

Não preciso nem dizer que a sala inteira riu da situação e um tumulto foi acontecendo ao redor da sala do gordo mala. Nós nos aproximamos como curiosos e vimos a mulher emputecida, xingando geral, chamando o filho por um apelidinho carinhoso altamente zoável e falando que ia denunciar quem passou o trote, que era um absurdo, uma injustiça, blá blá blá.

Por fim o gordão humilhado veio nos perguntar se a gente sabia quem tinha feito aquilo, obviamente negamos e ainda demos uma zoada de leve nele, como quem está alheio a situação. As pessoas passavam zoando ele a todo instante e infelizmente nunca souberam que fomos nós os heróis anônimos responsáveis pela vingança contra o gorducho. Agora, pelo visto, vão saber hehe.

Histórias do Simpósio

August 28, 2008

Ano passado fiquei sabendo de um simpósio de comunicação que teria a ilustre visita de Pierre Lévy. Os que não são da área de comunicação e mais especificamente ligados a cibercultura perguntariam de bate pronto: QUEM?


Tiozinho simpático

Ok, vou dar uma breve explicação sobre o tal homem e o motivo da empolgação para ir ao Simpósio, by wikipédia: "Pierre Lévy (Tunísia, 1956) é um filósofo da informação que se ocupa em estudar as interações entre a Internet e a sociedade." Pronto, está explicado! O cara é um filósofo da informação, "SÓ" criou o conceito da web como temos hoje e mais: é o maior estudioso da web semântica, e não digo de programação semântica e sim de busca e inteligência interpretativa de palavras na web.

Estudamos ele na faculdade e liamos os livros dele de bom grado, não por obrigação, o que torna a admiração pelo cara ainda maior.

Pois bem, fomos ao tal Simpósio cujo tema era Web 2.0, assunto que estávamos carecas de saber, mas o lance era ir para juntar os amigos da faculdade mais do que para aprender algo. Aprendemos coisas interessantes dentre as milhares que já conhecíamos e foi bastante produtivo.

Mas a idéia não é mostrar o lado bom do simpósio e sim o lado tosco, porque aquilo foi hilário. Vamos aos detalhes que realmente interessam:

1º dia de Simpósio - Tema: Second Life e algo que eu esqueci.
No final de cada palestra era permitido fazer algumas perguntas e como o tema era Second Life e eu tenho uma opinião formada sobre esse maldito jogo/rede social/etc, fui lá fazer uma pergunta simpática.
O que me irritava deveras é que os outros faziam perguntas boazinhas do tipo "gostaria de saber como o Second Life pode ajudar nos estudos", essas perguntas neutras e sem graça, mas eu já tinha a pergunta from hell na ponta da língua.
Chegou minha vez, eu já lasquei o chicote: "Gostaria questionar se essa tal ‘revolução’ feita pelo Second Life se deve a extrema massificação da mídia em cima desse tema, já que é o único ‘jogo’ que permite réplicas de empresas e propagandas por todo o ambiente gráfico de graça ou se você acredita que isso realmente vai revolucionar algo. Porque se tratando de passeatas online e coisas do tipo, outros jogos (MMORPG) que não são redes sociais por natureza já o fizeram e acredito que esse exagero de ações publicitárias no jogo mais afasta do que aproxima usuários…"

O palestrante fez um silêncio peculiar com uma cara de que concordaria, mas não soube o que dizer. Acho que ele pensou se admitiria que o lance era fazer geral usar o tal software para empurrar spams na cabeça das pessoas ou se ele diria algo contrário e  contraditório. Por fim, ele decidiu que todos deveriam fazer perguntas e depois ele responderia todas de uma vez. A situação de desconforto foi visível e por fim ele respondeu só as perguntas neutras, as mais embaraçosas ele "esqueceu". Depois se despediu do público com cara de político que acabou de mentir e foi embora.

Até tentei protestar mas foi em vão, me censuraram na cara dura.


Acredite, eles só querem fazer spam

2º dia de Simpósio - Tema: TV interativa, HDTV e algo que eu também esqueci
Legal, era um tema que eu realmente não conhecia a fundo e foi o dia em que menos zoamos, acredito. Mas esse dia vai ficar marcado para sempre em nossas memórias, pois foi o dia do HOMEM DA FÍSICA!
Era um tiozinho de cabelos brancos aparentemente inofensivo. Na hora das perguntas ele levantou humildemente e perguntou se poderia adicionar algumas observações, a palestrante aceitou empolgada, e aí começou o inferno.
O cara ficou maluco. Levantou e declarou em alto e bom tom que era doutor em física, que dava aula na faculdade e que adicionaria e questionaria coisas que ele concluiu que não faziam sentido. Ele começou a explicar conceitos e a citar Marshal McLuhan, mas a coisa ficou pior quando ele começou a citar Darwin, Newton e estudiosos aleatórios, teorias de átomos e afins. Tudo isso em tom ameaçador e provocativo. A moça palestrante, coitada, ficou boquiaberta boa parte do tempo e mal tinha tempo de responder, pois ele já retrucava alegando que ele sabia mais do que ela. Insano. Foi a pergunta mais longa que eu já vi e foram 40 minutos de espanto e tédio ao mesmo tempo.

3º dia de Simpósio - Tema: Web 2.0 blá blá blá
Já sabíamos o que o cara estava falando e passamos boa parte da palestra falando sem parar e sendo odiados pelos que estavam em volta, que estavam putos com o falatório.
Na hora das perguntas o HOMEM DA FÍSICA atacou novamente. Levantou e correu para ser o primeiro da fila, os outros que estavam atrás dele já fizeram aquela cara de desânimo, porque obviamente ficariam plantados ali uma meia hora ouvindo o velho surtar.
Mas dessa vezes os palestrantes foram mais sagazes. Quando o homem começou a falar foi cortado e recebeu o aviso de que as perguntas só poderiam durar 10 minutos. Ainda assim ele falou sem parar, ultrapassando os 10 minutos e foi brutalmente interrompido e teve sua pergunta respondida parcialmente. OWNED.


Ultraje!

Na volta, eu e minha mania de aloprar os outros na rua, zoei um infeliz qualquer. O problema é que o farol fechou e o cara correu atrás do carro. Obviamente ele não conseguiu nos alcançar, mas tentou por pelo menos alguns quarteirões e a paranóia de ver o imbecil correndo ao longe era ridícula, mas irritante.
Já até imaginava a notícia no jornal do dia seguinte: "Jovens morrem ao bater o carro fugindo de um pedestre" ou "Homem persegue carro a pé e se vinga".

Último dia de Simpósio - O grande dia!
Era o dia da palestra do Pierre Lévy, mas a Lei de Murphy aparentemente estava ao nosso lado.
Na ida pegamos um trânsito infernal, nos atrasamos absurdamente. Para melhorar ao chegar no ponto de encontro havia uma banda estilo fanfarra tocando no metrô (?!) e não conseguiamos contatar um amigo que também iria. Achamos ele e seguimos caminho.
Não bastasse o atraso, eu novamente zoei alguém na rua. E o farol fechou. E esse alguém era um negão 4x4 com cara de bravo. MEDO! Esse, porém, não seguiu o carro, só ficou olhando com cara de cu.

Chegamos no lugar e vimos que o auditório da palestra estava mais lotado que metrô no horário de pico. Ficamos desesperados porque até o lado de fora que tinha cadeiras e um telão estava cheio, e a última coisa que a gente queria era ver a palestra por um telão.
Entramos na fila de identificação e ganhamos uma pulseirinha de RFID no braço. Fiquei o tempo todo pensando que poderiam nos seguir rastreando aquela maldita etiquetinha RFID, paranóia absurda.

Fomos rapidamente para o auditório e começamos a procurar lugar, mas era praticamente impossível. Estava tudo absurdamente cheio, todas as cadeiras ocupadas com exceção das duas primeiras fileiras, provavelmente reservadas a pessoas mais importantes do que meros estudantes curiosos.
Já estava me conformando com a idéia de sentar na escadaria do corredor quando veio uma moça, nos perguntou se estávamos sem lugar e disse que logo arrumaria lugar para nós. Vi que ela desceu e tirou o cordão de isolamento da primeira fileira, depois voltou e falou: "Tão vendo aquelas cadeiras ali na frente? Podem sentar nelas, ninguém liga…"

A alegria era geral. Chegamos atrasadíssimos e ainda sentamos na primeira fileira da palestra mais esperada, sorte +50. A Lei de Murphy recaiu sobre todos do lugar, menos sobre nós.

Começou a palestra e a gente se achando importante por estar na primeira fileira. Sabem como é, pobre não pode levar vantagem em nada que já começa a pensar que é gente. Entra o Pierre Lévy no palco e o povo entusiasmado, esperando sair de lá com o melhor do conhecimento em web, sair já dando palestras e citando o Lévy como amigo.

Não fosse por um "pequeno" problema a palestra seria perfeita: Pierre Lévy não fala português, obvious. A língua natal dele é francês e ele palestrou em inglês. Nada de ruim nisso se o tradutor dele não fosse analfabeto. A palestra demorou o dobro do tempo e ele provavelmente não conseguiu falar metade do que gostaria porque o tradutor não conseguia traduzir tudo o que ele falava. Ele falava pausadamente para que o tradutor não se atrapalhasse, mas por vezes o cara repetia a palavra em inglês ao invés de traduzir para o português, horrível.

Em meio a tudo isso o terrível HOMEM DA FÍSICA levantou na platéia e gritou: "- ANARQUIIIIIAAA!!!"
Ninguém entendeu o que ele quis dizer gritando isso aleatóriamente e a palestra seguiu.


A platéia começou a vaiar o tradutor e traduziam em voz alta mais rápido do que ele. O cara deve ter se sentido o pior verme do mundo naquele momento, humilhado por mais de mil pessoas que o chacoteavam por toda parte. Até o próprio Lévy, irritado com a situação, começou a chacotear o tradutor.

No fim da palestra, o tradutor desesperado interrompeu a frase do palestrante e soltou seu protesto: "po gente, eu to nervoso, eu sei inglês mas to nervoso, dão um tempo aí po…". Risada generalizada, o remendo saiu pior que o rasgo e a palestra acabou em tom de comédia.

Na hora das perguntas o homem da física foi vetado por algum motivo desconhecido. Talvez ele fosse algum subversivo que quisesse fazer um levante anarquista por lá e não pôde fazer suas perguntas enfadonhas. Os alunos perguntavam em inglês direto para o palestrante e o tradutor ficava incrivelmente emputecido a cada pergunta que faziam. Acho que estava com inveja de ser menos competente que um aluno qualquer.

Fim da palestra e fim do Simpósio. Só não narro o desse ano porque até agora foi uma bosta, só serviu para eu dormir ouvindo nego fazendo propaganda de operadora de celular.

Superação

August 25, 2008

Bom, para tudo tem uma primeira vez e este é o primeiro post mimimi desse blog, superem. Espero dramatizar bastante e ao final quero ver todo mundo de lencinho na mão enxugando uma lágrima do olho esquerdo.

Aos que me conhecem sabem que eu tenho os dois joelhos zoados, aos que não conhecem fiquem sabendo agora. No fim de dezembro de 2006 eu tive um maldito acidente - após ficar quase 6 horas em pé e correndo pra lá e pra cá num evento do trabalho - e meu joelho saiu do lugar, voltou para o lugar quando eu tentei levantar e por fim machucou todos os ligamentos e músculos ajacentes. Resultado: 1 ano de recuperação + 6 meses de exercícios para recuperação total.

Isso seria menos ruim se eu estivesse numa fase comum da vida. Mas não, estava no auge do condicionamento físico e praticando um dos únicos esportes que eu me dei bem até agora, afinal na escola eu cabulava aula para jogar jogos de tabuleiro, RPG e passar trote para vítimas aleatórias, mas isso é história para outro post.

Aí que eu passei um ano e meio no limbo absoluto. Imagine fazer um percurso de 10 minutos em 30/40 minutos, graças a dor no joelho. Adicionando aí que se trata de uma pessoa extremamente ansiosa e que sempre anda rápido.

Fora as outras mazelas da situação, como ter que mendigar lugar no metrô, coisa que me fez pegar ódio absoluto de gordas que sentam no banco cinza (reservado). Aliás, nunca entendi qual é a dessas gorduchas, não sei se querem que a gente acredite que elas estão grávidas (de bolovo, só pode) ou se elas são deficientes e precisam do banco cinza para acomodar seu excesso de peso. Enfim, além disso tinha de aturar todo o fardo de ter que fazer a empolgante fisioterapia e outros esportes igualmente chatos como hidroginástica, musculação para fortalecer a parte debilitada e natação de manhã no FRIO.

Mas não para por aí, porque quando você está no limbo tem que ser direito, tem que estar afundado e se afogando no limbo, só estar nele não basta. A pior parte de estar nessa situação escrota era aturar os crentes. Acho que graças a esse período da vida que eu desenvolvi a raiva meticulosa para cada puto que vinha me encher o saco. E ouvir cada vez de um imbecil diferente algo como: "Você está  nessa situação porque é uma provação de deus, ele quer que você passe por ela" era motivador. Motivador para pegar uma arma e atirar na perna de todos eles, só pra ver nego mancando igual eu mancava e rir da cara deles. Infelizmente eu não podia responder a todos os que me disseram isso, ou coisas parecido com isso, algo como: "provação é ver a cara da sua mãe e depois não ter pesadelo".

Mas nesse um ano e meio que eu fiquei de molho, sem poder fazer esportes decentes, passando por todo o sofrimento de ter um joelho zoado e não poder nem correr para pegar o ônibus, foi uma lição. Aprendi muita coisa com isso. Aprendi por exemplo que quando você pode ser folgado, tem que ser. Se você puder ocupar dois bancos do metrô, ocupe, ignore os coitados que precisam sentar. Aprendi que mesmo estando com licença médica você deve trabalhar, afinal, o funcionário não precisa de repouso mesmo. Aprendi também que humildade é para os fracos, o lance é ser arrogante e mandar geral a merda porque assim as pessoas até ficam boazinhas com você. Aprendi que se deus existisse, seguindo a visão dos crentes, ele seria um tremendo filhadaputa que se diverte ceifando a vida das pessoas e limitando-as de alguma forma, por diversão. Ou para te dar mais XP, quem sabe.

E mais inúmeras coisas, dentre elas a única louvável e séria desse post: Determinação.

E digo isso porque depois de um ano e meio na desgraça eu consegui voltar para a academia, voltei para o Morganti - coisa que mais esperei nesse tempo de molho - e agora além de  infernizar as outras artes marciais e falar mal delas, afinal eu tenho que falar mal das coisas, eu posso dizer para todos, incluindo na lista médicos, amigos, crentes, parentes malas e pessoas aleatórias que me disseram que eu nunca mais poderia praticar um esporte na vida: Chupem essa manga!


WINS!

Trava Brasil!

August 21, 2008

Eu estava realmente confiante na vitória da seleção feminina de futebol hoje. Da seleção masculina já não esperava nada, Dunga como técnico já explica o meu pessimismo. E eu em meu desespero para conseguir ver o jogo durante o trabalho, abri o Terra logo cedo e já fiquei de olho na chamada para o jogo ao vivo. Tudo certo, o tempo passou, a chamadinha apareceu e eu corri para botar para carregar logo o vídeo, porque o link do Terra não consegue dar conta de todos os expectadores e o vídeo nem chega a carregar se você tentar assistir depois do início do jogo, tamanha a demanda.

OK, vídeo rolando, expectativa e… começa o jogo!

Não sei porque sempre tenho uma adrenalinazinha mínima, um friozinho no estômago, quando começo a assistir um jogo. E nesse caso eu estava realmente torcendo para que viesse um mísero ouro para esse país de merda. Jogo rolando, transmissão perfeita. Aos 6 minutos de jogo a transmissão começa a falhar, terrível. Voltava ao normal por alguns minutos e depois falhava, estava tosco mas não chegava a incomodar. Aí que quando o jogo começou a ficar bom, começou o caos da transmissão. Por alguns instantes fiquei com um profundo ódio, uma vontade de atear fogo no servidor do Terra, mas a situação estava tão patética que ficou engraçada.

A transmissão ocorria da seguinte forma:

Bola no meio de campo do Brasil… jogadora X cruza, jogadora Y cabeceia e… *trava*
*volta*…bola no ataque Americano, jogadora chuta, goleira pula e… *trava*
*volta*…jogadora do Brasil driblando meio mundo e perdendo a bola grosseiramente. *trava*

Era como se a transmissão travasse exatamente nos pontos cruciais do jogo, naquele momento em que você torcedor conhece muito bem, no qual chegamos até a pressionar os pés no chão e apertar as mãos - evitando gritar gol antes porque dá zica, caralho! - quando o jogador chuta a bola na  cara do gol e… gol? Defesa? Porra! Como assistir um maldito jogo assim? Imaginei que havia um funcionário subersivo que sacaneava a transmissão, só para se divertir imaginando o ódio de 43223432 imbecis que assistiam ao jogo on-line assim como eu.

 


Burn!

Depois de muito resmungar e praguejar mentalmente contra o Terra, alguém me indicou um site gringo com narração em espanhol (melhor que a do Galvão, convenhamos) e eu pude assistir ao que restava do jogo. Incrívelmente minimizei a janela justamente na hora do gol dos EUA, o que me deixou levemente emputecida, já que até o maldito replay eu havia perdido, só pode ser macumba. Enfim, ócios do ofício, porque eu estava trabalhando e assistindo ao mesmo tempo.

Fim de jogo e eu com raiva pela derrota, fiquei abismada com as notícias que vi. É incrível ver o discurso dos brasileiros depois da sova nas competições olímpicas. Sempre é algo como: "A prata está de bom tamanho", "Lutamos pelo ouro mas ficaremos com o bronze mesmo" e coisas do naipe. Povinho acomodado mesmo, sempre naquelas de que é melhor competir do que ganhar. É até explicável isso sabendo que o governo não investe uma palha nos atletas, chegar entre os 5 primeiros já é lucro pra alguém que lutou sozinho boa parte da vida. De qualquer maneira, dá raiva. Perder uma final sempre é mais triste.

 

 
Vamos gritar em alto e bom tom: FAIL!

 

Dharma Day!

August 20, 2008

Para os viciados em Lost, dia 14/9 vai rolar o Dharma Day.
 
Parece ser um evento desses que reunem 3443423 nerds e dos quais não se consegue participar de quase nada, mas aparentemente é limitado somente a 100 primeiras pessoas que chegarem. CEM. Em SP? Isso quer dizer que o barato vai lotar, vai rolar panelaço e, se eu for, terei de aturar milhares de chatos enfurecidos com o tumulto.

Fica aí a divulgação. Já que, embora eu esteja morrendo de vontade de ir e ouvir todos os spoilers e teorias malucas sobre Lost, provavelmente não vou conseguir chegar antes da lotação máxima de 100 pessoas, então vou espalhar a notícia para que lote mais ainda e muito mais gente fique sem ir também. Assim fico menos chateada.

Altruísmo para o mundo

August 18, 2008

De uns tempos pra cá venho notando padrões em entrevistas. Já cheguei em lugares onde nego nem olha o currículo, já vai logo perguntando o que é "realmente" importante. Assim, não sou formada em RH, não conheço muita gente que manja do assunto, mas ao meu ver o importante para um candidato é o seu conhecimento na área, sua experiência e depois suas aspirações de carreira, certo?

Enfim… as perguntas feitas em entrevistas são das mais variadas na escala de tosquice. A última em que eu fui estava na escala 10 de tosquice, pois o cara me perguntou umas 4 vezes: "O que você espera dessa vaga?". Assim, é uma pergunta meio subjetiva. Subjetiva até demais, afinal eu não sabia do que se trata exatamente, sabia apenas que era uma vaga para designer e imaginei que eu faria ofícios de designer. Mas para ele era realmente importante saber. Então respondi o que esperava e o que achava sobre o tipo de vaga. Aparentemente acertei.

Depois vem a pergunta fatal, que eles sempre fazem com cara de triste: "Mas… por que você está saíndo do emprego?".


Ohhh, que terrível!

Os contratadores em geral acham que emprego é uma dádiva divina que você deve amar e respeitar acima de todas as coisas. Algo meio religioso até. Largar o emprego ou desejar outros enquanto está num emprego fixo é equivalente a desejar outra pessoa enquanto se está acompanhado. Enfim, esses caras são mesmo é malucos, workholics e não trepam há pelo menos 6 meses.

Mas aí eu explico, tenho paciência em dizer que quero novas áreas, que estou procurando algo que me dê mais benefícios, etc. Essas coisas neutras que dizemos para não assustar os infelizes. Mas eles não se contentam com isso. Eles querem MAIS.
Querem motivos altruístas, querem motivos belos, que emocionem. Durante a entrevista comecei a me imaginar respondendo:

- Mas… porque você quer sair do emprego?
- Salve a líder de torcida. Salve o mundo.
- Q?
- Estou saíndo para salvar o mundo, eu tenho super poderes! Porque mais eu saíria? Eu adoro aquele lugar!
- Sério?
- Claro. Só não vou usar meu raio laser em você porque gostaria de atuar nessa vaga.
- Po… mas… se você vai salvar o mundo… hmm… aí não dá. Não gostei do motivo. Continue em sua jornada!
- *explode em raios lasers*

Na boa, cansei. 


Save the world!

Raivinha

August 14, 2008

Então domingo estava eu lá no ponto de ônibus envelhecendo. Ônibus e domingo não combinam, mas o assunto de transporte público deixarei para o post seguinte. Aí que nos domingos os crentes saem das tocas e enchem o saco de todos, para arrebatar mais pagadores de impostos divinos. Ok. A raiva que tenho dessa gente é absurda, só não supera a raiva por torcedores de times rivais em dia de jogo.

Aí veio o alemãozinho mórmon viado com uma centena de folhetinhos olhando com aquele olhar voraz de "mais uma vítima" que os crentes fazem ao verem as pessoas de longe, chegou nas pessoas que estavam no ponto e começou a semear a chatice. Começou pelos que estavam sentados nos bancos do ponto, provavelmente para que não tivessem tempo de fugir:

- Oi, eu estou entregando folhetinhos do senhor Jesus…

Folhetinhos do senhor Jesus? Como assim? O magrão mandou uma ordem divina pra ele confeccionar esses folhetos? Enfim. Continuei ouvindo a abordagem:

- …são folhetos feitos do senhor Jesus para você. Nele tem um telefone e você pode ligar, pagar uma pequena taxa, e enviar uma mensagem bíblica para sua família via telefone…

As pessoas pegaram o folheto com educação e o cara insistia:

- Não deixa de ligar viu? O senhor Jesus vai ficar muito contente com você!

A essa hora eu já estava mastigando os dentes de raiva, ativando minha gastrite para ver se conseguia cuspir fogo nele. Tamanha filhadaputagem dessas malditas instituições religiosas em usar argumentos como esse para ganhar grana nas costas dos coitados. Ainda ensinam os macacos voadores a falarem que uma entidade aleatória ficará feliz se eles gastarem essa "graninha". Putos. Esperei com ansiedade o momento em que ele viria me torrar com as "palavras divinas" pra ownar ele. Tipo, já esperava uma discussão, um live flamewar, algo do naipe. E aí veio o mórmon adestrado falar comigo:

Mórmon: - Oi, eu estou entregando folhetinhos do senhor Jesus…
Eu: *olha com raiva*
Mórmon: - E esses folhetos tem um telef…
Eu: NÃO QUERO. Não vou dar grana pra crente.
Mórmon: *assustado* errr… tá…

E foi embora sem discutir e sem entregar folhetos pra mais ninguém. Como assim? Esperava discutir com o infeliz. Essa gente consegue ser chata até na hora de brochar a raiva alheia. Discussão Fail.

Dúvidas cruéis

August 12, 2008

- Por que raios toda empresa (leia-se cliente) acha que seu público é cego?

Assim, esse lance de pedir para aumentar o logo parece piada, jargão, mas é fato! Todos querem que seu logo tenha mais destaque que o conteúdo. 

- Por que cismam que se a chamada principal da peça gráfica/web em questão não estiver num splash horrível vermelho cintilante, não chamará atenção?

Assim, eu, como público alvo, costumo ler tudo que está num cartaz, folheto, enfim. O destaque principal (preços, promoções por exemplo)  pode estar até na mesma cor do resto da peça, eu lerei.

COMPRE!!!1111

E as fotos? Já cheguei ao absurdo de ouvir para não usar uma foto de pessoas felizes na praia porque se alguém do interior visse, não iria entender. Usei o poder do silêncio como protesto. Afinal, qualquer imbecil é capaz de entender que as pessoas numa foto estão felizes, seja na praia, no campo, no inferno que seja.

- E por fim: Por que diabos as lojas pensam que se enfeitarem tudo com algo que soe festivo, atraírão mais clientes?

Sério. Antes uma decoração condizente com os produtos vendidos pela loja do que aquele zilhão de bexigas, laços, fitas, confetes e afins. Acredito que devem pensar que o cliente vai se sentir motivado e atraído pela "armadilha" festiva. Sinto como se um dia passasse na frente de uma loja, visse aquele monte de palhaços falando com um carro de som barulhento, aquele monte de bexiga e aquelas músicas notáveis pela tosquice e pensasse: WOW, uma festa! Só pode ser para mim! E entrasse na loja.

 Das duas uma: Ou as empresas pensam que o público é cego ou pensam que o público é retardado.

Idiota
Onze em cada dez empresas
pensam que você é assim.

Toque de gênio

August 11, 2008

Todo designer conhece o famoso "toque de gênio". Podem até não conhecer por nome, mas sabem exatamente do que se trata. Vou exemplificar para que todos sintam a tristeza de ter seu trabalho previamente planejado para ser uma comunicação visual objetiva e eficaz devastado por um tsunami de pitacos, ditos pelos inúmeros formados na faculdade do Achismo.

Vamos supor que os desgraçados responsáveis por te passar os trabalhos no prazo correto extrapolem esse prazo. Vamos supor que esse prazo seja algo tipo AMANHÃ e que você tenha cerca de meia hora para resolver tudo. Você não pode se atrasar, mas os que deveriam te passar as coisas no tempo certo, podem. Vejam como o mundo é justo e amigável.

Pois bem, em meia hora você resolve todos os problemas, cria a arte, aprova ela, contata algum pobre diabo escravo que vai virar a noite numa gráfica imprimindo seus 10.000 folhetos/folders/afins e por fim, envia a arte para a gráfica que vai confeccionar. Ok! Perfeito! Você resolveu o problema com admirável eficiência, não? NÃO.

Não porque existe o "Toque de gênio". Após 1 segundo do envio da arte para a gráfica, os gênios decidem avaliar ela com mais profundidade. Mas você, assim como todos, sabe que não há tempo para isso. Eles não ligam. Começam a dar seus pitacos:

- "Ah… essa fonte está tão bonita, queria zoar sua arte. Troque para Arial."

ou pior:
- "E essa chamada, está tão simplificada e objetiva. Não gostei. Quero um splash vermelho com uma letra verde neon em cima. Pra destacar, sabe?"

O que nunca vai entrar na minha cabeça é essa mania que os outros tem de se intrometer no ofício do designer. Ninguém chega para o engenheiro e diz: "Porra cara, seu trabalho tá legal mas… que tal acrescentar 3 andares nesse prédio? Ou tirar umas duas colunas, quem sabe…" ou diz para um médico: "Acho que Diporina não resolve esse problema, receita Gadernal, essa dor de cabeça deve ser loucura…". Acho que o que falta é um toque de hostilidade. Uma boa dose de grosseria generalizada acabaria com os "gênios" por aí.

Para concluir esse post, expressarei toda minha revolta mostrando o vídeo abaixo, que mostra como seria a criação de uma placa de "Pare" caso ela fosse criada por uma agência.


 

Filhadaputagem

August 9, 2008

Acho que todo dono de empresa faz um curso livre de como ser filho da puta. Ou algo como "Dissimulação Avançada".

Eis que ontem me ligam oferecendo uma vaga aleatória e perguntam minha pretensão salarial. Eu obviamente não aceito ganhar um salário de imbecil, afinal estudei pra caralho e não estou a beira da maior crise de stress de minha vida em plenos 21 anos a toa. Mereço o mínimo de recompensa pelo esforço. E rolou a conversa:
- Oi, sou a fulana da empresa Escravinhos S/A. Qual sua pretensão salarial?
- R$ X.XXX + benefícios.
- Sério?
- Isso…
- …
- Alô?
- Ok, ok. Agendei a entrevista para as 15:00 ok?
- Certo.

Achei estranha a atitude da secretina que me ligou, mas tudo bem, todas as agências de design costumam abrigar loucos.

Mais tarde, outra ligação:
- Oi, sou a escrava do Escravinhos S/A
- Oi!
- Então, te liguei hoje cedo, mas achei sua pretensão salarial muito alta, a maioria está pedindo menos.
- É o salário que se paga para um profissional da área, verifique a faixa salarial se puder.
- Mas… há propostas menores. Terei que cancelar sua entrevista.
- Ótimo. Não trabalho para ganhar salário de peão. Agradeço o contato.

Aí que me veio a cabeça algumas obviedades que passam despercibidas no dia-a-dia: Trabalhamos 40 horas semanais para encher o cu do dono de grana. Não contentes com a grana decidem pagar absurdamente menos para os profissionais da área, chutando o piso salarial pra casa do caralho. Há 2 anos atrás o salário que exigi era o mínimo. Hoje, se bobear, é o máximo que se pode ganhar.

Atualmente penso que nunca deveria ter vindo para essa área, afinal, cada macaco que aprende a dizer "ah, queria um layout clean" se julga tão instruído quanto o profissional experiente, dando pitacos aleatórios. Os salários oferecidos atualmente não cobrem nem a parcela de uma faculdade boa. A área está saturada e os desesperados aceitam trabalhar 12/14 horas diárias, virar noites nas agências por qualquer salário.

Se eu tivesse pago a faculdade estaria chorando lágrimas de sangue hoje. A opção que me resta é mudar de profissão: tráfico, aí vou eu!


Hora extra até as 6 da matina sem adicional hoje, ok?
Sabe como é, falta verba hihi…

Mais um pra coleção

August 6, 2008

Outro sonho bizarro: Eu jogava um RPG em que as pessoas morriam de verdade, matava geral na facada, depois fazíamos um ritual para invocar jesus (Q?) que era um morto-vivo (imaginável…). Então jesus, o morto-vivo, trabalhava para nós matando meliantes que queriam nos agredir.

Mais um desses e eu me interno num hospital psiquiátrico.


Ahhh é hoje que eu invoco a tia do Bátima!

Sonhos bizarros

August 5, 2008


Muahahaha

Sonhei durante quase 5 anos consecutivos que matava pessoas. Passei minha adolescência matando gente em sonhos e as mortes eram as mais variadas possíveis: nego morria na facada, tesourada, porrada, tiro, paulada, espancamendo, esfolado no chão, atropelado… em todos os sonhos era eu que executava a ação de matar os inocentes (pessoas aleatórias, as vezes conhecidas, as vezes não) e via a cena de sangue Kill Bill style sempre. Por bastante tempo eu fui the best serial killer em meus sonhos. Felizmente (ou não) isso parou há 1 ano e pouco e depois disso quase não sonhava coisas decentes. Sempre eram sonhos aleatórios com partes sem sentido. Até dia desses.

 Eis que atualmente virei xiita na arte de torrar a religião alheia. Tenho lido diversos livros para torrar crentes em meus momentos de ócio. E nesse meio tempo tive um sonho deveras peculiar que segue adiante:


Bailãooo, corujas e pirilampooos

Antes de sonhar que matava geral, morria de medo de lobisomens na infância. E geralmente sonho que estou fugindo de lobisomens e bestas mágicas do gênero. Aí que dessa vez eu fugia de um lobisomem naqueles terríveis sonhos nos quais você não consegue correr. Odeio quando corro em slow motion nos sonhos. Corria, corria, corria e sempre saía na frente da minha casa, estava presa na Matrix. OH SHIT!

Mas eu sou persistente e corri de novo. O lobisomem malvadão adentrou a casa e mordeu geral, os parentes correram para a rua e fugiram, mas eu estava presa na matrix. Corria e sempre voltava para a mesma cena. Algo meio "A hora do pesadelo".

Então que eu tive a brilhante idéia de correr para um bar próximo e atear fogo (WHAT?) no lobisomem. O metamorfo invadiu o lugar e me mordeu. E eu num momento de fúria disse: "Porra, você é um lobisomem?"
E o lobisomem me respondeu: Sim, saí de um portal dimensional (juro que não tinha fumado maconha antes de dormir).
E eu então retruquei: Mas… peraí, não existem portais dimensionais. Então você não existe porra! E abri a boca dele até que ela quebrasse e o monstro sumiu. Incrível. Nunca pensei que o ceticismo me salvaria de pesadelos! Pesadelo FAIL.

Novo blog

Chutei o antigo blog que já estava morto há décadas. Aposto que esse dura 6 meses.

 o/


weeeeeee