Curtas #2

October 29, 2008

Estou com um bloqueio mental terrível. Se me pedissem pra criar um desenho de palitinhos eu certamente não conseguiria. Nem escrever posts eu estou conseguindo. Preciso de uma semana de ócio numa ilha deserta.

Aceito passagens para Ilhas Pitcairn.

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Estou aprendendo Action Script. Seria perfeito se o curso ensinasse ao menos um pouco do AS 2.0, já que 90% dos sistemas que tenho aqui são programados em AS 2.0. O lado bom é que vou manjar absurdamente de AS 3.0, coisa que atualmente poucos sabem. Ótimo.

Agora, para alimentar a minha onda de sorte e azar, tive um bônus +5 com sorte, tirei um crítico com certeza. Achei um site que dá curso de Action Script 2.0 grátis. Fiz uma parte do curso e achei bem legal. Segue o link: http://www.aprendofacil.com.br/index.php

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Aparentemente o Marlin Azul virou referência nas comunidades de Engenharia Social. Estou recebendo muitas visitas vindas delas. Isso é engraçado porque reforça minha teoria (e me inclui nela) de que qualquer idiota que escreve merda na internet vira referência.

Se continuar assim, daqui uns meses vou dar palestras e falar sobre o assunto como se fosse algo realmente muito sério. No segundo convite para algum evento que reúne blogueiros que escrevem merda eu vou escrever um livro - num papel higiênico - e ainda vou vender, porque o mundo ainda é recheado de pessoas que não estão no controle de suas faculdades mentais.

Agradeço a todas elas! Obrigada, obrigada!

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Acho que na faculdade a gente deveria ter matérias de como matar clientes de forma eficiente e prática. Imaginem uma reunião com 48 pessoas. Todas aprovam o layout do site, mas apenas uma - a doença infecciosa - decide que o site está "muito frio, que tal umas cores mais… quentes?".

E graças a isso uma legião de smiles sorridentes concorda com o filhodaputa que teve essa maldita idéia sem sentido algum, apenas por querer um site "colorido" e o designer em questão, no caso EU, leva um nabo de uma semana tentando fazer o site ficar mais "alegre" para o cliente imbecil.

Por que todo maldito cliente acha que os sites devem ser alegres?  A internet na visão deles é um circo. E o designer é o palhaço.

Um post sobre nada

October 16, 2008

Eu estava numa sala branca, sentada num sofá e o lugar era muito claro. A luz era meio… difusa, confundia e desfocava o resto do ambiente. Era algo parecido com um teste, suponho. O lance era simples: Alguém vinha, tocava um instrumento com várias pecinhas estranhas de metal e este produzia um som agudo e engraçado. Um trim-lim-tim-tim muito engraçado. Então, me entregavam o tal instrumento e eu teria que tocar, repetindo a sequência. Fácil.

Toquei os tri-lim-tim-tins inúmeras vezes, e cada vez a sequência ficava mais complicada. A cada acerto, eu ganhava uma generosa quantia em dinheiro. Fiquei quase horas tocando o instrumento bizarro, achando engraçados os sons agudos, enquanto meu bolso e o sofá transbordavam dinheiro. Podia até sentir o sorriso no meu rosto. Muita grana para fazer porra nenhuma, já estava pensando sériamente em viver só tocando aqueles sons bizarros.

Notei uma coisa estranha: Eu estava sentido um sorriso em meu rosto. Mas como assim? Teria eu perdido a noção corporal a ponto de ter que raciocinar e compreender que estava sorrindo? Muito estranho.

Os barulhos começaram a ficar difusos assim como a luz, tudo começou a ficar extremamente distorcido e eu notei que estava flutuando acima do sofá. Mas… peraí: FLUTUANDO? Porra, eu to sonhando!

Se tem algo que me irrita mais que esses sonhos bizarros, é acordar e notar que ao invés de ter configurado o despertador, na verdade eu havia configurado o cronômetro. E se tem algo que me irrita mais que isso, é ver que eu estava absolutamente atrasada e que, segundo o cronômetro, eu havia dormido 5 horas e 17 minutos.

Incrível.

 

Só pode ser macumba

October 14, 2008

Estou com uma dor de cabeça que já dura mais de 7 dias. Sumiu domingo e voltou hoje. Acho que ela tira o domingo de folga para ir a missa e depois volta a trabalhar nos dias de semana. Somado a maldita dor de cabeça (ou talvez um produto dela) estou com insônia. INSÔNIA!

A todos que me conhecem e aos que não me conhecem, saibam que eu costumo dormir 12/14 horas por dia quando consigo. Mas não, agora estou com insônia acordando 4 horas antes do horário que deveria e curtindo cada segundo mágico de sono perdido todos os dias. É lindo, poético. Daria para escrever um livro.

E agora, para fechar com chave de ouro, levo um chute de um maldito aluno novo no treino. No joelho. JOELHO.
Passei o fim de semana mancando, rastejando para todo lado. E desejando que esse infeliz fosse atropelado por uma carreta.
Ficaria realmente triste se eu não tivesse usado todo meu stress da semana para estragar o fim de semana do coitado, visto que na metade da luta o infeliz já estava fazendo cara de choro e pedindo para maneirar a força na luta. OWNED.

Agora o que realmente interessa, vejamos um breve relato sobre a patologia do meu joelho, segundo deus Google:

Luxação Recidivante de Patela
Esta patologia é muito comum na prática ortopédica. É uma patologia progressiva, logo a patela tende a luxar cada vez com mais freqüência. Acomete mais o sexo feminino, e geralmente o primeiro episódio só ocorre após os doze anos de idade.
Uma luxação é considerada como recidivante quando já ocorreram pelo menos três episódios. São fatores etiológicos:

- Patela alta – que permite, ao fletir-se o joelho, que a patela saia fora. <<< HERE!
… blá blá blá…

Geralmente quando o paciente chega ao consultório ele já apresentou o primeiro episódio e se mostra com sinovite em joelho aos esforços, sensação de que vai cair, falta de força ou bloqueio articular. Ao exame físico verifica-se a força muscular e a presença de atrofias musculares (tenta-se luxá-la manualmente).
Ao estudo radiográfico A-P / P Axiais 45 e 90 graus. A evolução desta patologia é para a artrose, devido ao estresse intenso com desgaste da cartilagem hialina, associado aos casos de sinovite onde o processo inflamatório destrói a cartilagem. Recomenda-se o estudo nos dois joelhos de forma comparativa. Preconiza-se sempre o tratamento cirúrgico, uma vez que medidas conservadoras, como próteses, não apresentam o menor resultado.

Isso porque havia pensando em ir ao médico ver se havia alguma possibilidade de não ter mais dor no joelho, já que essa merda nunca está recuperada 100%. Cirúrgia ou nada. Muito motivador.
Costuraram meu nome na boca do sapo, enfiaram num pote de farofa e despacharam numa encruzilhada na esquina da rua Inferno com a rua Maldição. É muita zica.

Metrô Moments

Como ainda não preciso reclamar no trabalho, vou começar a reclamar de algo que muito me irrita: o metrô. Eu diria que o metrô molda o caráter. Te transforma numa pessoa extremamente hostil. Com uma faca ou uma serra elétrica na mão é possível interpretar Jason e outros personagens de terror sem esforço.

Com todo esse tempo usando o infernal transporte que alguns chamam carinhosamente de metrô, notei alguns padrões nos imbecis que utilizam o serviço e vou compartilhá-los para que quando vocês virem tosquice igual, sintam a mesma raiva que eu.

Vamos aos momentos do metrô:

O porta cu:
Cada vagão possui bancos laterais que ficam perto da porta. Estes bancos são protegidos por uma grade, que sustenta os canos de ferro para que a galera possa segurar para tentar se manter em pé. Essas grades laterais servem apenas para evitar que os imbecis caiam sobre você, provavelmente. Mas elas são utilizadas para fins depravados: As pessoas entram no vagão e apoiam seus cus sujos nessa grade. Literalmente sentam no ferro!
E o pior é que você, pobre vítima do destino, escolheu justamente aquele banco para sentar. E provavelmente vai ter que aguentar a bunda de uma bicha ou uma gorda tarada apoiada no seu ombro até o fim da viagem. Ombreira com espinhos, NOW!


Veja a cara de tristeza da velhinha.
Logo o ombro dela será um porta cu.

O inseguro:
Na hora de descer na estação, sempre tem um filhodaputa que vai ficar na tua frente. Isso não é o problema, aliás, na verdade é, mas não nesse caso, pois tem um problema maior. Esse corno que está na sua frente, especificamente, pode ser o caso do passageiro inseguro.
O passageiro inseguro é o viadinho que vai ficar segurando no cano de ferro e não vai soltar POR NADA. O trem acaba de parar na estação, as pessoas descem apressadas e o puto ainda está lá, segurando firmemente no cano, e muito provavelmente ele só vai soltar quando colocar um pé fora da porta. E se você for a vítima que estiver atrás do agarrador de canos, provavelmente terá de usar seu poder de meditação e recitar um mantra (fazer um ritual para sacrificar inocentes seria mais apropriado) para aturar o medo de sair do vagão que esses miseráveis tem.

A dançarina de cabaré:
Esse é um dos piores tipos do metrô. Geralmente representado por putinhas com falta de rola atenção.
A situação: Você quer descer, então você deve levantar ANTES. Antes, vejam bem, antes de descer. A porta abre e você já está preparado para descer, tranquilo, e nada de ruim acontece (na maioria das vezes). Mas a dançarina de cabaré acha que pode quebrar as regras. Ela levanta DEPOIS de a porta já ter aberto e tumultua todo o processo dos que já haviam levantado antes, porque tenta passar na frente de todos, empurrando geral.
Mas não para por aí, o apelidinho vem do movimento gangorra que a vaca faz com o corpo, segurando na barra vertical de ferro e se impulsionando pra frente, fazendo aquela giratória com o peso. Assim, ela roda, empurra todos e ainda quer sair na frente.

O desgraçado
Juro que não consegui achar outro nome. Um cara que no metrô lotado, continua sentado no banco do corredor só pode ser desgraçado. Imaginem: Metrô cheio, alguém que está sentado no banco da janela levanta. O puto se encolhe, deixa a pessoa sair, mas não ocupa o lugar da janela, continua sentado do lado do corredor. Quem for a pobre vítima que quiser sentar ali, na minúscula lacuna que restou entre a janela e o FDP que está sentado no corredor, terá de encarnar a Daiane dos Santos, dar um duplo twist carpado para cair sentado exatamente no lugar que restou ali.

Depois me perguntam o motivo de tanto stress. Encontre pelo menos dois desses tipos por dia no metrô, na viagem mais lotada do seu dia, e liberte seu serial killer interior.

Metrô Fight!

October 5, 2008

Gosto tanto do transporte público, mas TANTO que fiz uma categoria especialmente para narrar minhas aventuras no inferno que chamamos de transporte.

Como já falei aqui, mudei de emprego, e agora não tenho (ainda) tanto mau humor para falar mal de chefes, porque eles são bacanas comigo, os outros funcionários também e naquela agência dourada especificamente as pessoas evitam ao máximo pedir refações de trabalhos, costumam organizar-se para que o designer possa fazer o trabalho com todas informações possíveis. Perfeito. Mas não é esse o assunto do post, e sim COMO eu chego no trabalho.

Pois bem, hoje contarei uma história bem peculiar sobre minhas aventuras no Metrô.
Trabalho na Zona Oeste agora, e para tanto, preciso pegar o metrô linha vermelha sentido Barra Funda. Aos que não conhecem, essa linha leva para as estações do centro (Anhangabaú, República, Sé) e isso já é motivo para que ela fique duas vezes mais cheia que o lado contrário.

Incrívelmente eu estou chegando exatamente no horário todos os dias, e naquele dia especificamente eu havia chegado até 10 minutos mais cedo que o de costume no metrô e estava muito feliz porque tinha conseguido um lugar para sentar, o que é um milagre para quem pega o metrô de manhã no horário de pico.

Como é de costume, nas estações mais cheias SEMPRE um viado vai colocar o seu cu largo na porta, e naquele dia não foi diferente. Na estação Luz, conhecida por trazer a cambada que vem de trem para o metrô, lotada como sempre, um viado colocou seu orifício anal largo na porta, e a porta travou. O operador do metrô avisou para que as pessoas não segurassem a porta, mas ainda assim as portas continuavam abrindo e fechando. E o operador avisando. E as portas abrindo e fechando. E enfim, isso durou 10 minutos. DEZ minutos. Foram minutos infernais, pois cada vez mais gente entrava no vagão, e as portas apitavam sem parar, abriam e fechavam, foi infinito enquanto durou.

Provavelmente aconteceu algum tipo de bug, e as portas continuavam reconhecendo alguém preso na porta mesmo quando não havia ninguém ali. Então, decidiram que seria mais viável pedir para que o trem fosse evacuado, e que um novo trem chegaria. E foi aí que começou meu martírio.

Imaginem que havia duas vezes mais gente dentro do vagão, devido ao tempo de demora e as pessoas que foram entrando. E que haviam duas vezes mais pessoas do outro lado da plataforma, que pretendiam entrar no vagão, que já estava duplamente cheio. Então, pelas contas, eu diria que tinha 4 vezes mais gente que o de costume. CAOS.


Aeee tão distribuindo pão com ovo de graça!

Chegou um novo trem vazio, e as pessoas entraram nos vagões como se o próprio diabo estivesse espetando elas para entrarem, e quem ficasse na plataforma seria levado ao inferno. Eu não conseguia pisar com os dois pés no chão, fiquei presa entre 423423 pessoas com um dos pés que tocava o chão apenas em situações de milagre. Era impossível se mover, para respirar, tinha que virar o rosto pra cima, senão teria de respirar o ar quente de suor fétido alheio, péssimo.

Na estação seguinte, mais gente entrou, e provavelmente duas vezes mais do que o padrão, já que o atraso gerou acúmulo de pobres em todas as estações. E na tão almejada estação Sé, conhecida pelo acúmulo de pessoas, foi que eu pude tentar desafiar a física. Eu precisava dar mais ou menos cinco passos até a porta e sair. Mas isso era inviável. Absolutamente inviável, as pessoas mal conseguiam se mexer. Eu, com um esforço herculeo, consegui dar no máximo três passos, antes de minha mochila ficar presa na cabeça de uma mulher tosca. Eu mal conseguia puxar a mochila de volta, e a velha, não sei como, conseguia enroscar mais sua cabeça de jaca nas alças da minha mochila. Puxei a mochila na intenção de arrancar a cabeça da infeliz, mas infelizmente isso não deu certo. Quando finalmente desprendi a mochila da diaba, a porta fechou. Sim, eu havia perdido a estação que teria de descer. Isso me deixou deveras raivosa.

Então, que para eu descer na próxima estação, eu teria de ir até a outra porta, do lado contrário da que eu - quase - havia conseguido chegar. E para tanto, eu precisaria fazer outro esforço herculeo. Aí que eu tive a idéia de fazer um motim. Gritei: AE, NA PRÓXIMA ESTAÇÃO, GERAL SEGURANDO AS PORTAS!!!!!1

Os outros que não haviam conseguido descer também entraram em frenesi. Geral gritando: SEGURA A PORTA! SEGURA A PORTA! e um deles ainda deu uma idéia mais genial: "…Na próxima estação, vamo descer igual show de rock, bate cabeça PORRA!!!". Excelente.

Consegui, num método de alavanca, me puxar para perto da outra porta, segurando nos canos e passando pelas pessoas, que já estavam deveras emputecidas. Quando chegou na estação seguinte, começou o bate cabeça definitivo. Desci como se estivesse lutando contra uma horda de bárbaros, literalmente espancando todos que eu via na frente. Logo atrás, os outros faziam o mesmo. Pareciam que tentavam fugir de raios lasers que vinham de dentro do vagão.

As pessoas que entravam no vagão ficaram loucas e começaram a gritar "CAAALMA, CAAAAAAAALMA!" e ao mesmo tempo que gritavam isso, me espancavam de volta. Enquanto elas entrava, empurravam quem queria sair de volta para dentro. Elas realmente não queriam que eu saísse. Cheguei a pensar que ficaria presa num vortex de tempo ali, para sempre, no metrô. E acho que nem nas aulas de Ju Jitsu eu fui tão espancada quanto aquele dia.


O inferno começa aqui

Corri para pegar o trem de volta para a Sé, e no processo, adentrei um vagão qualquer com brutalidade extrema. Quase derrubei um imbecil que estava com o cu na porta e dessa vez, não havia motivo para eu ter feito isso. Mas a adrenalina deve ter consumido parte da minha razão, e discuti com o infeliz também, que estava na porta obviamente para ser encoxado.

Por fim, cheguei na estação para ir sentido Barra Funda. Mas provavelmente estava com tanto rancor nos olhos que as pessoas fugiam. Entrei empurrando geral, dando mochilada na cabeça dos inocentes e consegui descer com maestria, na frente de todos. As pessoas abriam caminho para mim, era perfeito!

Depois desse episódio, decidi que vou fazer uma série de posts entitulados "Manual de Sobrevivência no Transporte Público". Começando com a primeira lição básica: Quanto mais hostil você for, mais rápido você consegue entrar e sair dos coletivos.


LOL

Brasil, o país da cirrose

Acabei de ler essa notícia sobre a lei seca ter sido suspensa no dia das eleições. Vejam, segundo a notícia "Na eleição de 2006, a SSP proibiu a venda e o consumo de bebidas alcoólicas no dia da votação das 8h às 17h". Das 8 as 17, apenas. E ainda assim, a associação de bares e restaurantes conseguiu tirar a proibição, alegando que isso não interfere no voto. Para ser bem sincera, não me importo se isso interfere ou não no voto, quero que se foda, já que tem nego que vota no Clodovil, Maluf e afins estando consciente mesmo.

O que me irrita de fato é essa loucura contra lei seca. Não consigo sequer imaginar como um infeliz pode ficar incomodado se só puder beber depois das 17. Ou melhor, o cara pode beber em casa mesmo, se for o jeito, mas isso pra mim é dependência química grave.

Os donos de bar querem mais é que se foda, o lance é lucrar no vício alheio, claro. Não há inocência.

Aí que nego fica emputecido com a "outra" lei seca, a de não poder dirigir bêbado. Acham que é um absurdo não poder tomar "só 3 latinhas" e sair por aí dirigindo. Queria que cada idiota desses tivesse o parente mais próximo e mais querido vítima de um motorista bêbado, com falta de reflexo e que ainda fugisse do local, sem prestar socorro. Acho que só assim pra essa nação de cachaceiros notar que é realmente grave a situação.

O pior é que é praticamente a mesma situação da época da lei do cinto de segurança, foi preciso que milhares e milhares morressem grosseiramente para que o povo notasse que era realmente necessário.

E a luta dos bares contra a lei seca continua, não duvido que a lei mais cedo ou mais tarde caia em esquecimento pelo simples fato de que o egoísmo de uns, fode a vida de outros, e ninguém liga pra isso. Aliás, ninguém liga desde que isso não afete diretamente os bêbados em questão ou os descoladinhos que falam mal da lei aleatóriamente, já que ainda não tiveram nenhum parente/amigo/afins afetado por um ébrio filho da puta.
Que uma latinha de cerveja atrapalhe o reflexo de um motorista, e que este atropele sei lá, o cachorro de cada um que reclama da lei. As pessoas só aprendem as coisas na base da porrada mesmo, imbecis.

 Desejo para cada maldito desses uma cirrose fudida. Uma cirrose mutada, uma cirrose dolorosa e uma morte lenta, sem uma gota de álcool. Sofreriam sóbrios e cientes das merdas que fizeram.

Reclamam das leis boas, ignoram as ruins. Desde que não tirem a dose diária de álcool na veia, tudo bem, não é mesmo? País de cachaceiros.

Momento Resenhas

October 1, 2008

Filmes do Mês de Setembro:

O Procurado: Nota 7.
Dormi no cinema vendo o filme. Tenho certeza que se fosse realmente bom, eu não teria dormido. E tenho dito.

 

Ensaio Sobre a Cegueira: Nota 6.
É Chato. Chato mesmo, muito chato. Enfadonho. Prolixo eu diria. Tudo bem que o filme mostra o lado podre das pessoas, etc, etc. mas acredito que seria um filme melhor se fosse de terror. Seria perfeito se fosse um terror. Mas não foi um terror, foi um drama. Um drama infinito, um drama no sentido de que ver o filme até o final sem morrer de tédio no processo é em si o drama.

A parte realmente legal do filme é ver como a protagonista (que enxerga) deixa o marido surtado (e cego) falando sozinho toda vez que ele decide encher o saco dela. É um sonho de toda humanidade fazer isso, certamente.