Só pode ser macumba

October 14, 2008

Estou com uma dor de cabeça que já dura mais de 7 dias. Sumiu domingo e voltou hoje. Acho que ela tira o domingo de folga para ir a missa e depois volta a trabalhar nos dias de semana. Somado a maldita dor de cabeça (ou talvez um produto dela) estou com insônia. INSÔNIA!

A todos que me conhecem e aos que não me conhecem, saibam que eu costumo dormir 12/14 horas por dia quando consigo. Mas não, agora estou com insônia acordando 4 horas antes do horário que deveria e curtindo cada segundo mágico de sono perdido todos os dias. É lindo, poético. Daria para escrever um livro.

E agora, para fechar com chave de ouro, levo um chute de um maldito aluno novo no treino. No joelho. JOELHO.
Passei o fim de semana mancando, rastejando para todo lado. E desejando que esse infeliz fosse atropelado por uma carreta.
Ficaria realmente triste se eu não tivesse usado todo meu stress da semana para estragar o fim de semana do coitado, visto que na metade da luta o infeliz já estava fazendo cara de choro e pedindo para maneirar a força na luta. OWNED.

Agora o que realmente interessa, vejamos um breve relato sobre a patologia do meu joelho, segundo deus Google:

Luxação Recidivante de Patela
Esta patologia é muito comum na prática ortopédica. É uma patologia progressiva, logo a patela tende a luxar cada vez com mais freqüência. Acomete mais o sexo feminino, e geralmente o primeiro episódio só ocorre após os doze anos de idade.
Uma luxação é considerada como recidivante quando já ocorreram pelo menos três episódios. São fatores etiológicos:

- Patela alta – que permite, ao fletir-se o joelho, que a patela saia fora. <<< HERE!
… blá blá blá…

Geralmente quando o paciente chega ao consultório ele já apresentou o primeiro episódio e se mostra com sinovite em joelho aos esforços, sensação de que vai cair, falta de força ou bloqueio articular. Ao exame físico verifica-se a força muscular e a presença de atrofias musculares (tenta-se luxá-la manualmente).
Ao estudo radiográfico A-P / P Axiais 45 e 90 graus. A evolução desta patologia é para a artrose, devido ao estresse intenso com desgaste da cartilagem hialina, associado aos casos de sinovite onde o processo inflamatório destrói a cartilagem. Recomenda-se o estudo nos dois joelhos de forma comparativa. Preconiza-se sempre o tratamento cirúrgico, uma vez que medidas conservadoras, como próteses, não apresentam o menor resultado.

Isso porque havia pensando em ir ao médico ver se havia alguma possibilidade de não ter mais dor no joelho, já que essa merda nunca está recuperada 100%. Cirúrgia ou nada. Muito motivador.
Costuraram meu nome na boca do sapo, enfiaram num pote de farofa e despacharam numa encruzilhada na esquina da rua Inferno com a rua Maldição. É muita zica.

Metrô Moments

Como ainda não preciso reclamar no trabalho, vou começar a reclamar de algo que muito me irrita: o metrô. Eu diria que o metrô molda o caráter. Te transforma numa pessoa extremamente hostil. Com uma faca ou uma serra elétrica na mão é possível interpretar Jason e outros personagens de terror sem esforço.

Com todo esse tempo usando o infernal transporte que alguns chamam carinhosamente de metrô, notei alguns padrões nos imbecis que utilizam o serviço e vou compartilhá-los para que quando vocês virem tosquice igual, sintam a mesma raiva que eu.

Vamos aos momentos do metrô:

O porta cu:
Cada vagão possui bancos laterais que ficam perto da porta. Estes bancos são protegidos por uma grade, que sustenta os canos de ferro para que a galera possa segurar para tentar se manter em pé. Essas grades laterais servem apenas para evitar que os imbecis caiam sobre você, provavelmente. Mas elas são utilizadas para fins depravados: As pessoas entram no vagão e apoiam seus cus sujos nessa grade. Literalmente sentam no ferro!
E o pior é que você, pobre vítima do destino, escolheu justamente aquele banco para sentar. E provavelmente vai ter que aguentar a bunda de uma bicha ou uma gorda tarada apoiada no seu ombro até o fim da viagem. Ombreira com espinhos, NOW!


Veja a cara de tristeza da velhinha.
Logo o ombro dela será um porta cu.

O inseguro:
Na hora de descer na estação, sempre tem um filhodaputa que vai ficar na tua frente. Isso não é o problema, aliás, na verdade é, mas não nesse caso, pois tem um problema maior. Esse corno que está na sua frente, especificamente, pode ser o caso do passageiro inseguro.
O passageiro inseguro é o viadinho que vai ficar segurando no cano de ferro e não vai soltar POR NADA. O trem acaba de parar na estação, as pessoas descem apressadas e o puto ainda está lá, segurando firmemente no cano, e muito provavelmente ele só vai soltar quando colocar um pé fora da porta. E se você for a vítima que estiver atrás do agarrador de canos, provavelmente terá de usar seu poder de meditação e recitar um mantra (fazer um ritual para sacrificar inocentes seria mais apropriado) para aturar o medo de sair do vagão que esses miseráveis tem.

A dançarina de cabaré:
Esse é um dos piores tipos do metrô. Geralmente representado por putinhas com falta de rola atenção.
A situação: Você quer descer, então você deve levantar ANTES. Antes, vejam bem, antes de descer. A porta abre e você já está preparado para descer, tranquilo, e nada de ruim acontece (na maioria das vezes). Mas a dançarina de cabaré acha que pode quebrar as regras. Ela levanta DEPOIS de a porta já ter aberto e tumultua todo o processo dos que já haviam levantado antes, porque tenta passar na frente de todos, empurrando geral.
Mas não para por aí, o apelidinho vem do movimento gangorra que a vaca faz com o corpo, segurando na barra vertical de ferro e se impulsionando pra frente, fazendo aquela giratória com o peso. Assim, ela roda, empurra todos e ainda quer sair na frente.

O desgraçado
Juro que não consegui achar outro nome. Um cara que no metrô lotado, continua sentado no banco do corredor só pode ser desgraçado. Imaginem: Metrô cheio, alguém que está sentado no banco da janela levanta. O puto se encolhe, deixa a pessoa sair, mas não ocupa o lugar da janela, continua sentado do lado do corredor. Quem for a pobre vítima que quiser sentar ali, na minúscula lacuna que restou entre a janela e o FDP que está sentado no corredor, terá de encarnar a Daiane dos Santos, dar um duplo twist carpado para cair sentado exatamente no lugar que restou ali.

Depois me perguntam o motivo de tanto stress. Encontre pelo menos dois desses tipos por dia no metrô, na viagem mais lotada do seu dia, e liberte seu serial killer interior.