Metrô Moments
October 14, 2008Como ainda não preciso reclamar no trabalho, vou começar a reclamar de algo que muito me irrita: o metrô. Eu diria que o metrô molda o caráter. Te transforma numa pessoa extremamente hostil. Com uma faca ou uma serra elétrica na mão é possível interpretar Jason e outros personagens de terror sem esforço.
Com todo esse tempo usando o infernal transporte que alguns chamam carinhosamente de metrô, notei alguns padrões nos imbecis que utilizam o serviço e vou compartilhá-los para que quando vocês virem tosquice igual, sintam a mesma raiva que eu.
Vamos aos momentos do metrô:
O porta cu:
Cada vagão possui bancos laterais que ficam perto da porta. Estes bancos são protegidos por uma grade, que sustenta os canos de ferro para que a galera possa segurar para tentar se manter em pé. Essas grades laterais servem apenas para evitar que os imbecis caiam sobre você, provavelmente. Mas elas são utilizadas para fins depravados: As pessoas entram no vagão e apoiam seus cus sujos nessa grade. Literalmente sentam no ferro!
E o pior é que você, pobre vítima do destino, escolheu justamente aquele banco para sentar. E provavelmente vai ter que aguentar a bunda de uma bicha ou uma gorda tarada apoiada no seu ombro até o fim da viagem. Ombreira com espinhos, NOW!

Veja a cara de tristeza da velhinha.
Logo o ombro dela será um porta cu.
O inseguro:
Na hora de descer na estação, sempre tem um filhodaputa que vai ficar na tua frente. Isso não é o problema, aliás, na verdade é, mas não nesse caso, pois tem um problema maior. Esse corno que está na sua frente, especificamente, pode ser o caso do passageiro inseguro.
O passageiro inseguro é o viadinho que vai ficar segurando no cano de ferro e não vai soltar POR NADA. O trem acaba de parar na estação, as pessoas descem apressadas e o puto ainda está lá, segurando firmemente no cano, e muito provavelmente ele só vai soltar quando colocar um pé fora da porta. E se você for a vítima que estiver atrás do agarrador de canos, provavelmente terá de usar seu poder de meditação e recitar um mantra (fazer um ritual para sacrificar inocentes seria mais apropriado) para aturar o medo de sair do vagão que esses miseráveis tem.
A dançarina de cabaré:
Esse é um dos piores tipos do metrô. Geralmente representado por putinhas com falta de rola atenção.
A situação: Você quer descer, então você deve levantar ANTES. Antes, vejam bem, antes de descer. A porta abre e você já está preparado para descer, tranquilo, e nada de ruim acontece (na maioria das vezes). Mas a dançarina de cabaré acha que pode quebrar as regras. Ela levanta DEPOIS de a porta já ter aberto e tumultua todo o processo dos que já haviam levantado antes, porque tenta passar na frente de todos, empurrando geral.
Mas não para por aí, o apelidinho vem do movimento gangorra que a vaca faz com o corpo, segurando na barra vertical de ferro e se impulsionando pra frente, fazendo aquela giratória com o peso. Assim, ela roda, empurra todos e ainda quer sair na frente.

O desgraçado
Juro que não consegui achar outro nome. Um cara que no metrô lotado, continua sentado no banco do corredor só pode ser desgraçado. Imaginem: Metrô cheio, alguém que está sentado no banco da janela levanta. O puto se encolhe, deixa a pessoa sair, mas não ocupa o lugar da janela, continua sentado do lado do corredor. Quem for a pobre vítima que quiser sentar ali, na minúscula lacuna que restou entre a janela e o FDP que está sentado no corredor, terá de encarnar a Daiane dos Santos, dar um duplo twist carpado para cair sentado exatamente no lugar que restou ali.
Depois me perguntam o motivo de tanto stress. Encontre pelo menos dois desses tipos por dia no metrô, na viagem mais lotada do seu dia, e liberte seu serial killer interior.

