Ignorância Digital
November 19, 2008
O cartaz é tosco mas a causa é boa
Pela primeira vez nesse blog falarei sobre algo útil. Eu acho.
Ontem lendo o Catarro Verde, vi a notícia sobre o projeto de lei do ilustríssimo Senador e Mensaleiro Eduardo Azeredo de literalmente FODER com a internet do Brasil. Este projeto foi aprovado no Senado Federal e ainda está rolando pela Câmara dos Deputados.
No que ele consiste? Serei breve e objetiva:
a) Todo e qualquer conteúdo usado em "sistema informatizado" utilizado sem a autorização do legítimo titular é considerado crime.
Com isso, qualquer citação simples de qualquer texto caíria na ilegalidade. O ato de blogar caíria na ilegalidade, afinal, só o fato de uma foto externa estar no blog, seria ilegal. Todos os blogueiros e produtores/replicadores de conteúdo seriam criminosos e culpados.
Não preciso dizer que isso chuta para o infinito anos e anos de estudos e conceitos baseados na web.
b) A lei transforma todo provedor de acesso num "Big Brother" que terá direito de monitorar seu acesso e determinar se você acessa sites adequados. Punheteiros ficariam na mão, e não digo no sentido literal neste caso.
c) Redes P2P seriam desativadas direto na fonte. Lembram o lance do YouTube e Cicarelli? Então…
d) Conexões Wi-Fi seriam ilegais também.
Pela primeira vez nesse blog falarei sobre algo útil. Eu acho.Ontem lendo o , vi a notícia sobre o projeto de lei do ilustríssimo Senador e Eduardo Azeredo de literalmente FODER com a internet do Brasil. Este projeto foi aprovado no Senado Federal e ainda está rolando pela Câmara dos Deputados.No que ele consiste? Serei breve e objetiva:a) Todo e qualquer conteúdo usado em "sistema informatizado" utilizado sem a autorização do legítimo titular é considerado crime.Com isso, qualquer citação simples de qualquer texto caíria na ilegalidade. O ato de blogar caíria na ilegalidade, afinal, só o fato de uma foto externa estar no blog, seria ilegal. Todos os blogueiros e produtores/replicadores de conteúdo seriam criminosos e culpados.Não preciso dizer que isso chuta para o infinito anos e anos de estudos e conceitos baseados na web. b) A lei transforma todo provedor de acesso num "Big Brother" que terá direito de monitorar seu acesso e determinar se você acessa sites adequados. Punheteiros ficariam na mão, e não digo no sentido literal neste caso.c) Redes P2P seriam desativadas direto na fonte. Lembram o lance do YouTube e Cicarelli? Então…d) Conexões Wi-Fi seriam ilegais também.
Este é o imbecil idealizador da merda toda.
Se o virem na rua, joguem o que tiverem a mão na cabeça desse palhaço
São 22 milhões de brasileiros on-line no topo do ranking mundial de acesso. São anos de luta para que todos tenham uma adequada alfabetização digital e um acesso a informática, mesmo que em telecentros e afins. Quando finalmente estamos caminhando para o lado bom da coisa, quando até os miseráveis tem um orkut para colocar fotos com dinheiro roubado em suas camas de madeirite, surge um velho maluco, completamente ignorante e impõe uma lei escrota que nada contra a maré da informação digital. A China seria o paraíso perto daqui se essa lei ridícula entrar em vigor.
É óbvio que um cara desse não consegue escrever 3 linhas sobre o que é a internet ou sobre o conceito da web. Se pedirem uma comparação de como era e como ficou então, acho que ele se demite do cargo. Eu sinceramente não acredito que esse tipo de lei entre em vigor, por inúmeros motivos, mas antes é preciso pautar que o motivo da revolta é o pensamento restrito desses que tem influência sobre a população. É o famoso "influente bêbado", do tipo que acorda com uma idéia "brilhante" de fazer merda e consegue colocá-la em prática, porque tem mais uma porção de ignorantes para apoiá-lo.
Como um filho da puta desses consegue afrontar todos os conceitos de troca de informações, apropriação, modificação e replicação de conteúdo e todas as possibilidades de geração de conteúdo que a internet proporciona? O imbecil vai se preocupar com "violação do direito autoral" na internet, quando se os próprios autores geralmente fazem os conteúdos para que eles se espalhem mesmo. Em geral não há uma visão inicial de lucro na criação de um texto ou uma imagem na web. As pessoas criam o que criam porque é legal, porque elas aprendem e se divertem com isso. E conseguem entreter outras pessoas com seu conteúdo. O lucro da dos tais conteúdos pode vir depois, com a visitação, etc. E é claro que os influentes bêbados sequer sonham com essa visão.
Usando um racicínio um pouco lógico, é de se pensar que uma vez que os usuários não tenham muito o que fazer na internet, já que serão todos criminosos em potencial, os cancelamentos de banda larga cairiam vertiginosamente. Além de infernizar os usuários, o mensaleiro ladrão vai cutucar as megacorporações de telecomunicações de tabela. E as empresas de comunicação, publicidade e afins, idem. E os funcionários dessas empresas, e os cliente, e… enfim, eu sou descrente quanto a possibilidade de isso virar uma lei real, apesar de ainda assim me sentir ofendida com tamanha ignorância.
Entretanto, podemos assinar a petição contra o projeto Substitutivo do Senador Eduardo Azeredo ao projeto de Lei da Câmara 89/2003, e Projetos de Lei do Senado n. 137/2000, e n. 76/2000 feita por André Lemos, Sérgio Amadeu da Silveira e João Carlos Caribé no link: http://www.petitiononline.com/veto2008/petition.html , chutar a bunda desses ignorantes e dizer não a censura e ao vigilantismo.

Filme foda! Nota 10. É um filme que resgata aquele conceito de Cthulhu, aquele terror que causa loucura nas pessoas, com criaturas bizarras e misteriosas. O melhor ponto do filme não é exatamente o ataque de criaturas em si, mas o questionamento sobre a reação das pessoas. Enquanto uns mantém a razão e tentam criar estratégias para fugir dali, outros religiosos acham que é castigo divino, algo como o apocalipse. O medo traz a loucura para as pessoas, e o filme explora o terror nesse sentido. Muito bom, uma pena eu não ter conseguido ver no cinema.
É um filme tecnicamente simples. Aparentemente não tem motivos para um monstro ter invadido a cidade e ter destruído geral. Talvez uma enxaqueca ou uma dor no joelho, quem sabe. Mas o fato é que o roteiro não explora muito esse lado dos porquês, ele explora o momento. Sim, o momento. O momento das pessoas, as atitudes, o que elas fariam, as motivações, etc. Gostei do filme pela catástrofe em geral e por mostrar como as pessoas agiriam numa situação absurda como a do filme. Nota 8.
O filme que tem muito sangue. Sangue pra caralho, pra todo lado. Mas não é gratuito e não voa sangue da mais mínima veia como em outros filmes que exploram o lado sanguinário da coisa.







