Top 5
November 7, 2008Devo ter uma área no meu cérebro destinada a filmes e livros especificamente, e essa área também é a escolhida para a agressão do álcool.
Acredito que toda vez que eu bebo um pouco além do recomendado, essa área é bombardeada e os neurônios daquela região sejam massacrados por uma bomba atômica gigante e tudo o que eu possa vir a lembrar sobre essas informações evapora. Some da minha mente. Batem em retirada, sei lá. Eu simplesmente esqueço de praticamente todos os filmes que assisto, isso é deprimente. Memória FAIL.
Gosto de filmes de terror, catástrofes e afins e gosto em menor escala bebidas destiladas. Bebo apenas em ocasiões de festas, baladas e coisas do gênero, mas é o suficiente para o álcool vencer a briga a formatar meu HD mental de filmes. Cachaça WINS!
Mesmo assim eu vou tentar falar sobre alguns filmes que eu considero bons, em detrimento do que temos como "terror" hoje. Não digo no estilo de Jogos Mortais, O Albergue e afins, isso não é terror, é teste psicológico para os expectadores. Digo terror estilo Stephen King, um estilo mais terror psicológico do que litros de sangue pela tela. Mas como dizem, gosto é que nem braço: tem gente que não tem.
Vamos ao Top 5 by Fail:
O Nevoeiro
Filme foda! Nota 10. É um filme que resgata aquele conceito de Cthulhu, aquele terror que causa loucura nas pessoas, com criaturas bizarras e misteriosas. O melhor ponto do filme não é exatamente o ataque de criaturas em si, mas o questionamento sobre a reação das pessoas. Enquanto uns mantém a razão e tentam criar estratégias para fugir dali, outros religiosos acham que é castigo divino, algo como o apocalipse. O medo traz a loucura para as pessoas, e o filme explora o terror nesse sentido. Muito bom, uma pena eu não ter conseguido ver no cinema.
e… ah! O filme não tem final feliz.
Cloverfield
É um filme tecnicamente simples. Aparentemente não tem motivos para um monstro ter invadido a cidade e ter destruído geral. Talvez uma enxaqueca ou uma dor no joelho, quem sabe. Mas o fato é que o roteiro não explora muito esse lado dos porquês, ele explora o momento. Sim, o momento. O momento das pessoas, as atitudes, o que elas fariam, as motivações, etc. Gostei do filme pela catástrofe em geral e por mostrar como as pessoas agiriam numa situação absurda como a do filme. Nota 8.
30 Dias de Noite
O filme que tem muito sangue. Sangue pra caralho, pra todo lado. Mas não é gratuito e não voa sangue da mais mínima veia como em outros filmes que exploram o lado sanguinário da coisa.
O filme se passa no Alaska, na época em que o local passa por um fenômeno natural e a cidade fica 30 dias sem ver a luz do Sol. As pessoas ficam ilhadas no lugar, sem condições de sair por causa da intensidade do frio e misteriosamente perdem a comunicação com o resto do mundo. Aí que um grupo de vampiros invade a cidade e faz a festa.
É um filme violento, tem uma fotografia invejável - que eu particularmente adorei - e tem cenas brutais de morte, agressão física, terror psicológico e pessoas implorando pela vida, fugindo de vampiros carniceiros. Terror como há muito tempo eu não via. Nota 8!
A Bruxa de Blair
Eu gostei do filme, pau no cu do mundo! É um filme que não mostra nada. Não mostra bruxa nenhuma, não mostra monstro nenhum, não mostra absolutamente porra nenhuma. Mas ainda assim os protagonistas ficam aterrorizados, desesperados, atormentados e perdidos numa floresta tosca e tendo possíveis - ou não - alucinações. Gostei mais pelo conceito de não ter que mostrar personagem algum e mesmo assim transmitir a sensação de impotência perante ao desconhecido, a lenda que "vira" verdade. E gostei do Bruxa de Blair 2 também, mas acho que só eu entendi o lance de loucura generalizada e truques da bruxa que o filme quer passar, porque de todos que conheço, só eu gosto do filme. Nota 6,5.
O Sexto Sentido
É um filme sensacional e tem um roteiro impecável, com detalhes que só dá para reparar assistindo o filme duas vezes. Lembro-me de tê-lo visto pela primeira vez no cinema, com o pessoal da 6ª série em 99. Desde então, eu que na época frequentava centros espíritas e olelês do gênero, assisti esse filme 4324234 vezes, a ponto de decorar boa parte das falas.
Esse lance de buscar o medo no invisível, nas coisas em que só alguns podem ver e aquela brincadeira toda com "as pessoas só vêem o que querem ver" é demais. E explorar a prisão temporal dos fantasmas, que vivem eternamente a mesma cena e vêem no coitado do menino provavelmente a última coisa que viram em vida é de por medo em marmanjo. O terror está em ser totalmente vulnerável a essas bizarrices e não ter controle algum sobre isso. Ver gente morta deve ser pior que fugir de Cthulhu. Nota 10.


então o seu negócio tá mais pro suspense, e não o terror em si?
também não gosto muito desses filmes cheios de sangue. como se sangue desse medo. é só assistir pulp fiction pra ver que, na real, é o contrário.
Comment by Felipe Barros — November 8, 2008 @ 3:42 am
Muito mulherzinha você. hauhau
Comment by Diogo Mendonça — November 11, 2008 @ 3:49 pm