Natal

December 24, 2008

Incrível como esse ano o Natal caiu para mim como uma data em que eu ficarei dias absolutamente sem dinheiro e onde eu posso dormir até meio dia, apenas. De outras coisas, só fico intrigada com a quantidade de pessoas que passam em casa pedindo "caixinha". Caixinha?


Várias caixinhas

Fazendo as contas aqui de cabeça, eu teria gasto uns 50 contos de caixinhas se tivesse colaborado com todos os que me pediram. Com isso eu comprava um auto-presente ou um presente para alguém da família. Meh, a insistências desses caras é tanta que juro que pensei em realmente dar uma caixa pequena para um dos putos que vieram aqui em casa pedir caixinha de natal. Além do que, que injustiça, designers não ganham caixinhas de Natal dos clientes? Muy triste.

Como Papai Noel é um porco capitalista e não ajuda os pobres, este ano provavelmente eu ganharei um presente só. E se reclamar da quantidade, capaz de passar um caminhão lança chamas e queimar ele. Pobre sofre!

Por falar em infernizar…

December 19, 2008

Tava vendo no G1 dia desses a notícia sobre placas alteradas na marginal Pinheiros.

Muito engraçado, parabéns pra quem fez isso, ficou hilário.

Só senti falta de um modelo de placa, que é aquela que faz alusão ao Morumbicha:

E se depender da empolgação da galera referente a minha idéia brilhante do último post vai dar pra fazer um Flash Mob de alopração pelas ruas de SP no ano novo e teremos o início de ano mais engraçado da história.


2009. Total ownage!

Infernizando

December 17, 2008

Sempre fui fã de programas onde as pessoas infernizam os outros gratuitamente. Mr. Manson é de longe meu ídolo depois de tanta alopração como o boato do Sexkut, o lance do Sílvio Santos, ou a notícia sobre filmes pornôs iraquianos e afins. Programas como o Annoying Devil e o Momento Amy Winehouse são meus inspiradores diários a infernizar os outros sem motivo aparente.

Não me venham com falso moralismo e mimimis do tipo "ahh coitadinhas das pessoas" porque não faz sentido. Lembrem-se sempre do lema adaptado "um dia do ownado, um dia do ownador!"

Vou destinar esse post então a alguns causos de aloprações de vítimas inocentes na rua, começando pela primeira vez que me sacanearam gratuitamente:

Q?
Eu estava voltando de uma festa de halloween na empresa em que eu era monitora escrava trabalhava de graça. Nesse dia o pessoal ia fantasiado para a festa e passava o dia com aquela fantasia, fazendo miquisse, zoando com os alunos (era uma escola de informática) e afins.
Eu que nunca gostei de festas a fantasia e o escambau, arrumei uma fantasia de bruxa das mais simples e uma maquiagem igualmente simples. No final da festa corri para tirar o tal pancake do rosto e zarpei.
Eu, esperta pra caramba, esqueci que estava com a tal fantasia (o vestido cabia por cima da roupa que eu estava por baixo) perambulando pela rua, e me deparei com um carro cheio de gente gritando coisas aleatórias em minha direção.

Parei por alguns instante para tentar definir em meio a tantos palavrões do tipo "aeee filhadaputa, vai se foder, bla bla bla" se alguém dizia meu nome, vai ver eram conhecidos. Mas não. A única coisa que ouvi nitidamente foi algo tipo "Bruuuuxa". Achei estranho, o carro sumiu e eu continuei andando em direção ao ônibus. Só fui lembrar que estava fantasiada quando sentei no ônibus e concluí o óbvio: Os infelizes que me zoaram não eram conhecidos, só fizeram isso de graça mesmo. Legal, uma ótima idéia!


Owned
Malandro é malandro, mané é mané
No último emprego que trabalhei, havia indicado um amigo que estudou comigo na faculdade e a gente sempre voltava junto de carro. O carro dele, um Kadett véio que vivia parando no meio de cruzamentos e avenidas por motivos místicos, o que nos fazia pensar que o carro era um Transformer emotivo que só funcionava quando a gente tratava ele bem, era nosso companheiro de aventuras nas aloprações gratuitas.

Certa vez, voltando do trabalho (que ficava na Zona Leste) passamos por uma rua residencial lotada de pivetes e malandros, daqueles típicos que com 25 anos nas costas ainda andam de bicicletinha na rua e roubam pipa da molecada.

Aparentemente tava rolando um evento bacana para os maus encarados locais, a rua estava cheia de molequinhos e um maior, aparentando uns 18 anos, andava de bicicleta fazendo truques, pulando, empinando a bike, etc. As crianças viam tudo atentamente, sempre em volta dele como mosquitos na lâmpada.

O carro foi se aproximando e o mala empinando a bicicleta bem no meio da rua. Como não era seguro acelerar no meio de muitas crianças, fomos andando devagar e o malabarista da bicicleta empinou a bicicleta até não poder mais, caíndo de costas no chão, num momento sublime.

Sabem quando você cai e até quica? O cara fez isso. Caiu de bunda da bike e quicou, tipo filme de comédia. Eu ria que não conseguia nem respirar e para alegria geral da nação, paramos o carro ao lado do recém caído. As crianças se afastaram assustadas, eu desci o vidro e comecei a alopração:

 - Aeeee troxaaaaaa! Caaiuuu! Toma, filho da puta! Caiu e quicou no asfalto, cu de mola!!!

As crianças começaram a chorar de rir, apontando o malandrão lá, caído no chão e o cara muito puto xingava elas em tom ameaçador.
Saímos xingando o cara, que depois de perder a moral, foi alvo de dezenas de criancinhas que rachavam de rir junto com o resto da rua que havia assistido a cena. Uma pena eu não ter filmado.


Owned!
Estadão, ão
No último emprego que trabalhei, o setor de marketing, que era o qual eu trabalhava, recebia uns 3 jornais diferentes por dia. Como os clippings raramente eram feitos, sobrava muito jornal e eu comecei a dar um destino glorioso para eles: servir de porrete para bater em inocentes na rua!

Era um trabalho bem artesanal, os jornais geralmente eram unidos em três fileiras e outros cadernos cheios de folhas (classificados, geralmente) eram unidos ao bando e colados com silver tape, formando quase uma espada de jornal, que seria usada posteriormente na batalha nas ruas da zona leste.

Feito isso, saíamos do trabalho a caça de vítimas, geralmente em ruas residenciais, para não correr o risco de parar no trânsito e virar alvo de linchamento.

Coisas tipo jogar o jornal em forma de bumerangue na bunda de infelizes que lavavam a calçada com a bunda virada pra rua, encuralar pessoas no canto do muro com o carro e jogar jornal na cabeça, acertar um bumerangue de jornal na cabeça de um skinhead entre outras maldades eram rotina. Porém nunca haviamos zoado pessoas em avenidas (não com o jornal, pelo menos).

Então, certa vez num dia ensolarado e cheio de putos andando fora da calçada - numa avenida bem movimentada, que fique claro - avistei uma gorda com cara de funkeira que andava longe da calçada, pisando na avenida. Os carros passavam dando fininhas milimétricas nela, mas ela e o resto da numerosa família que estava na calçada não ligavam.

Aquilo era o alvo perfeito. Abri a janela do carro, coloquei o jornal-porrete para fora, o carro estava a uns 40Km/h e a gorducha foi acertada em cheio na bunda. O estalo foi absurdo e o jornal partiu ao meio. A gorda deu um pulo e foi para a calçada, coçando a bunda recém alvejada que com certeza estampava um flamenjante "Estadão" na cor vermelho-pancada.

Novamente uma pena eu não ter filmado.


Idéias para o futuro

Como já é comum eu xingar são paulino de Bambi na rua e os caras responderem pulando com os braços para o alto,  e isso não é brincadeira, os caras realmente fazem isso (certamente gostam de serem chamados de viado no meio da rua. Natural, vindo da torcidinha arco-íris) e já que eu não vou viajar no fim do ano, decidi comemorar o ano novo premiando bambis que eu ver rebolando na rua na madrugada do dia 31 tacando tinta rosa neles. Se tudo der certo vou filmar e jogar no YouTube, para ajudar a bicharada a começar 2009 bem cor-de-rosa.


Sijoga no rosa, bee!

Faixa Amarela!

December 16, 2008

\o/

Comecei no Ju Jitsu em 2006 e só fui pegar a faixa amarela agora. Tudo bem que parei em dezembro/2006 e só fui voltar em setembro/2008 graças a meu joelho estragado. Mas desgraças a parte, vou narrar minha saga para conseguir a tal faixa amarela.

Treinei intensamente o último mês e fui fazer o exame no sábado, num ginásio na Vila Maria. Como sempre, cheguei atrasada, mas como todo evento, eles também se atrasaram e eu tive que esperar uns 40 minutos perambulando descalça pelo lugar. Terrível.

Na hora do exame, juntaram todos os faixas brancas em filas arbirtrárias e nos obrigaram a cantar o hino nacional. Eu que já não canto o hino desde 1910, fiquei sem cantar, mas fui alvo de olhares dardejantes do Shihan (mestre do barato) e comecei a cantar por livre e espontânea pressão.

Depois rolou uma apresentação de instrutores quebrando telhas, placas de madeira com a testa e por fim chamaram um menino gordinho para quebrar uma tábua de madeira para a "categoria infantil". O pobre diabo acertou um soco na madeira bem na parte que tinha o tijolo apoiando embaixo e gritou um sonoro "AIII". Para disfarçar a vergonha, disseram que era "falta de treino" mas a verdade é que o gorducho era mais burro que uma porta. Depois colocaram uma telha pro infeliz quebrar, e ele já com medo de não conseguir novamente, acertou um soco torto na telha que se espatifou. Poucos notaram porém, que o coitado saiu com a mão tremendo e completamente mole. Aposto que depois de sábado ele passou de destro para canhoto.

Novamente aglomeraram os faixas brancas todos num tatame e dividiram em grupos de adultos/adolescentes/crianças e eu vi adultos correndo para o tatame de adolescentes e adolescentes permanecendo no tatame de adultos, vai entender…

O Sensei organizou todos em uma fila por ordem de altura e eu comecei a sentir um cheiro terrível de esgoto/azedo vindo de alguém. Como minha cisma com gordos é de longa data, já imaginei que fosse o gordão do meu lado que estivesse fedendo como um porco no cio e me afastei dele. E o cheiro não passou.

No Top 5 de coisas que me irritam muito, cheiros figuram em segundo lugar só perdendo para músicas ruins. Eu já estava com aquele famoso frio no estômago, com medo de fazer alguma merda e me foder no exame e aquele cheiro ainda empestiando o lugar só me fazia ficar mais irritada.

Como zica pouca é bobagem, fui notar que o cheiro vinha da outra mina que estava na fila, ao meu lado, que estava com um creme sem enxague daqueles que cheiram azedo e notei o cheiro de esgoto daqueles típicos de gente que tem problemas graves no estômago quando ela falou o nome dela para o Sensei.
A zica era que ela é que seria a minha dupla para aplicar os golpes no exame. Praguejei contra a décima geração daquele esgoto humano.

Tive que fazer uma concentração absurda para não morrer no meio da luta, ainda mais no final, quando eu só precisava dar um golpe pra infeliz fedorenta cair, mas no processo o cabelo dela soltou da grande massa de cabelos unidos pelo creme azedo, ela passou a mão na cabeça para arrumá-lo e depois voltou a mão - cheia de creme do cabelo - no meu kimono, para concluir o golpe. Morri. Vou lavar o kimono com água benta, sal grosso e ácido.

Por fim, passei no exame e peguei a tão almejada faixa amarela. Poderia concluir esse post dizendo que foi menos terrível do que eu imaginei, mas não. Eu tive que lutar contra um mutante que exalava cheiros do abismo, pelo esforço que fiz merecia passar direto para outra faixa e com medalhas de honra.

Falando mal!

December 15, 2008

Faz um tempo que não falo mal do trabalho. Isso se deve ao fato de eu ter trocado de emprego e estar há pouco tempo no novo emprego, onde eu achava que eram tudo flores, uma maravilha, uma beleza sem fim. Eis que agora, quase 3 meses depois, começo a notar os erros e se não faltassem 4 dias para minhas férias de 15 dias no fim do ano (INVEJEM SEUS POBRES! uhahuahua) eu já estaria surtando.

Então, para evitar um possível surto, vou descer a lenha!

Começando pelo primeiro lugar no ranking de reclamações: Chefes que pensam que são designers.
Por que todo chefe acha que é designer? O fato de um cara liderar uma empresa, não o torna um polivalente de milhares de profissões. O cara no máximo é um administrador bom, só. Administrador, não designer.

Então precisamos deixar bem claro quem é e quem não é designer. Segundo André Villas-Boas designer é o profissional que tem controle das variáveis do processo, tenha conhecimento da metodologia envolvida, que consiga produzir com base na problematização/concepção/especificação, além do conhecimento teórico/prático previamente testado por ele. Ou seja, é um profissional que estudou aquilo que se propõe a fazer e sabe como e os porquês de ter feito uma peça de um jeito X e não do jeito Y.

Aí que vem um infeliz e fala que sua arte não está boa simplesmente porque ele não "gosta de vermelho" ou porque ele "não gosta de faixas". Porra, como assim? Você é obrigado a alterar sua arte e mudar todo o conceito/explicação só porque um "manjador" do assunto não gosta da cor X? Eu não gosto de verde, logo, todas minhas artes serão feitas em PB? Ridículo!

Por essas e outras que eu sou a favor da hostilidade e da teimosia. Se o viado não gostou da tua arte por gostos pessoais e questionáveis, insista como se fosse argumentar pela sua vida. Pelo menos veremos artes menos toscas por aí.

OWNED!

December 8, 2008

Talvez por ser a maior puxa-saco da porcada, a torcida tosca do Vasco tenha tentado sacanear o Corinthians ano passado, num momento de tristeza para a nação alvinegra.

Claro que rir da desgraça alheia sempre é bacana, ainda mais quando é um rival. Mas visto que o Vasco não é rival direto do Corinthians e ao menos para o Timão, o Vasco é apenas uma merdinha, ver esses putos rindo do meu time foi bem irritante.

Mas apelando a chavões, o futebol é uma caixinha de surpresas. E para mim, desde o começo do ano tinha como certo que o vasCÚ ia rodar e cair para a segundona. Dito e feito, agora posso apelar para outro chavão e afirmar: Quem ri por último, ri melhor!

CHUPA ESSA MANGA, BACALHAU! huahuahua


Arerê, o Vasco vai morrer na série B!

Uma alegria sem festa

December 1, 2008

O jogo do acesso teve mais festa do que o jogo da comemoração, que foi o de sábado (22/11). Corinthians x Avaí em um jogo que era pra ser um amistoso, afinal ambos já estavam garantidos na série A, vai ficar gravado pra sempre na minha memória como um dos jogos mais hilários que já vi. Não pela atuação, mas pelas situações em campo, e fora dele.

Cheguei no estádio com uma chuva infernal no lombo. Teria sido pior se não fosse pelo namorado bonzinho ter me levado até a porta do estádio, assim pelo menos só fiquei com o pé molhado, e não o corpo todo. No desespero para conseguir um lugar decente na arquibancada lotada, peguei a câmera comprada especialmente para essa ocasião e joguei no baú da moto já que tava chovendo e provavelmente estragaria a coitada. Como de costume, falhei gravemente na decisão: Pisei na arquibancada e parou de chover. Bom, foda-se, tudo que eu preciso lembrar estará gravado na minha mente, muito mais bonito e emocionante do que estaria numa foto.

A graça está nos detalhes extra-jogo. O jogo foi legal, gols bonitos, 233423 gols perdidos e um frango do Felipe no final. Ganhamos e festejamos, é o que importa.

Pela primeira vez eu vi uma torcida adversária ajudar na Ola feita no estádio. E para provar que não fizeram por impulso, fizeram mais de uma vez, umas quatro pelo menos. Muito engraçado. Torcida do Avaí tosca, me deram até vergonha alheia.

Durante o quebra pau no campo, a torcida para de cantar "O Coringão voltou" para cantar um hit um pouco… alterado: "OoOo a Violência voltoooou". Nunca ri tanto assistindo um jogo, o estádio inteiro estava pilhado.

Depois da briga e dos hits hilários, rolou uma festa muito foda - como sempre é de se esperar do Corinthians - e o estádio todo cantando as mesmas músicas no fim do jogo, arrepia só de lembrar.

Como era de se esperar, não rolou festa no final, já fora do estádio. Há quem diga que "título é título" e deve ser comemorado, mas eu ainda sou da opinião do "Obrigação" que cantaram no estádio. Obrigação mesmo de um time gigante como o Corinthians de subir e subir quebrando recordes, como fez bem.

Voltar pra casa depois de um jogo como esse, com o gostinho de missão cumprida é uma sensação inexplicável. Apesar dos pesares, valeu Corinthians!