Infernizando
December 17, 2008Sempre fui fã de programas onde as pessoas infernizam os outros gratuitamente. Mr. Manson é de longe meu ídolo depois de tanta alopração como o boato do Sexkut, o lance do Sílvio Santos, ou a notícia sobre filmes pornôs iraquianos e afins. Programas como o Annoying Devil e o Momento Amy Winehouse são meus inspiradores diários a infernizar os outros sem motivo aparente.
Não me venham com falso moralismo e mimimis do tipo "ahh coitadinhas das pessoas" porque não faz sentido. Lembrem-se sempre do lema adaptado "um dia do ownado, um dia do ownador!"
Vou destinar esse post então a alguns causos de aloprações de vítimas inocentes na rua, começando pela primeira vez que me sacanearam gratuitamente:
Q?
Eu estava voltando de uma festa de halloween na empresa em que eu era monitora escrava trabalhava de graça. Nesse dia o pessoal ia fantasiado para a festa e passava o dia com aquela fantasia, fazendo miquisse, zoando com os alunos (era uma escola de informática) e afins.
Eu que nunca gostei de festas a fantasia e o escambau, arrumei uma fantasia de bruxa das mais simples e uma maquiagem igualmente simples. No final da festa corri para tirar o tal pancake do rosto e zarpei.
Eu, esperta pra caramba, esqueci que estava com a tal fantasia (o vestido cabia por cima da roupa que eu estava por baixo) perambulando pela rua, e me deparei com um carro cheio de gente gritando coisas aleatórias em minha direção.
Parei por alguns instante para tentar definir em meio a tantos palavrões do tipo "aeee filhadaputa, vai se foder, bla bla bla" se alguém dizia meu nome, vai ver eram conhecidos. Mas não. A única coisa que ouvi nitidamente foi algo tipo "Bruuuuxa". Achei estranho, o carro sumiu e eu continuei andando em direção ao ônibus. Só fui lembrar que estava fantasiada quando sentei no ônibus e concluí o óbvio: Os infelizes que me zoaram não eram conhecidos, só fizeram isso de graça mesmo. Legal, uma ótima idéia!

Owned
No último emprego que trabalhei, havia indicado um amigo que estudou comigo na faculdade e a gente sempre voltava junto de carro. O carro dele, um Kadett véio que vivia parando no meio de cruzamentos e avenidas por motivos místicos, o que nos fazia pensar que o carro era um Transformer emotivo que só funcionava quando a gente tratava ele bem, era nosso companheiro de aventuras nas aloprações gratuitas.
Certa vez, voltando do trabalho (que ficava na Zona Leste) passamos por uma rua residencial lotada de pivetes e malandros, daqueles típicos que com 25 anos nas costas ainda andam de bicicletinha na rua e roubam pipa da molecada.
Aparentemente tava rolando um evento bacana para os maus encarados locais, a rua estava cheia de molequinhos e um maior, aparentando uns 18 anos, andava de bicicleta fazendo truques, pulando, empinando a bike, etc. As crianças viam tudo atentamente, sempre em volta dele como mosquitos na lâmpada.
O carro foi se aproximando e o mala empinando a bicicleta bem no meio da rua. Como não era seguro acelerar no meio de muitas crianças, fomos andando devagar e o malabarista da bicicleta empinou a bicicleta até não poder mais, caíndo de costas no chão, num momento sublime.
Sabem quando você cai e até quica? O cara fez isso. Caiu de bunda da bike e quicou, tipo filme de comédia. Eu ria que não conseguia nem respirar e para alegria geral da nação, paramos o carro ao lado do recém caído. As crianças se afastaram assustadas, eu desci o vidro e comecei a alopração:
- Aeeee troxaaaaaa! Caaiuuu! Toma, filho da puta! Caiu e quicou no asfalto, cu de mola!!!
As crianças começaram a chorar de rir, apontando o malandrão lá, caído no chão e o cara muito puto xingava elas em tom ameaçador.
Saímos xingando o cara, que depois de perder a moral, foi alvo de dezenas de criancinhas que rachavam de rir junto com o resto da rua que havia assistido a cena. Uma pena eu não ter filmado.

Owned!
No último emprego que trabalhei, o setor de marketing, que era o qual eu trabalhava, recebia uns 3 jornais diferentes por dia. Como os clippings raramente eram feitos, sobrava muito jornal e eu comecei a dar um destino glorioso para eles: servir de porrete para bater em inocentes na rua!
Era um trabalho bem artesanal, os jornais geralmente eram unidos em três fileiras e outros cadernos cheios de folhas (classificados, geralmente) eram unidos ao bando e colados com silver tape, formando quase uma espada de jornal, que seria usada posteriormente na batalha nas ruas da zona leste.
Feito isso, saíamos do trabalho a caça de vítimas, geralmente em ruas residenciais, para não correr o risco de parar no trânsito e virar alvo de linchamento.
Coisas tipo jogar o jornal em forma de bumerangue na bunda de infelizes que lavavam a calçada com a bunda virada pra rua, encuralar pessoas no canto do muro com o carro e jogar jornal na cabeça, acertar um bumerangue de jornal na cabeça de um skinhead entre outras maldades eram rotina. Porém nunca haviamos zoado pessoas em avenidas (não com o jornal, pelo menos).
Então, certa vez num dia ensolarado e cheio de putos andando fora da calçada - numa avenida bem movimentada, que fique claro - avistei uma gorda com cara de funkeira que andava longe da calçada, pisando na avenida. Os carros passavam dando fininhas milimétricas nela, mas ela e o resto da numerosa família que estava na calçada não ligavam.
Aquilo era o alvo perfeito. Abri a janela do carro, coloquei o jornal-porrete para fora, o carro estava a uns 40Km/h e a gorducha foi acertada em cheio na bunda. O estalo foi absurdo e o jornal partiu ao meio. A gorda deu um pulo e foi para a calçada, coçando a bunda recém alvejada que com certeza estampava um flamenjante "Estadão" na cor vermelho-pancada.
Novamente uma pena eu não ter filmado.

Idéias para o futuro
Como já é comum eu xingar são paulino de Bambi na rua e os caras responderem pulando com os braços para o alto, e isso não é brincadeira, os caras realmente fazem isso (certamente gostam de serem chamados de viado no meio da rua. Natural, vindo da torcidinha arco-íris) e já que eu não vou viajar no fim do ano, decidi comemorar o ano novo premiando bambis que eu ver rebolando na rua na madrugada do dia 31 tacando tinta rosa neles. Se tudo der certo vou filmar e jogar no YouTube, para ajudar a bicharada a começar 2009 bem cor-de-rosa.

Sijoga no rosa, bee!

