Subjetividade? Meh!
January 20, 2009Não tem para mim algo pior que gente subjetiva. Talvez seja porque me sobre objetividade, a ponto de eu só enxergar o que está a minha frente, quando muito. O que não é de tudo ruim, pois não conheço outra pessoa tão cabeça dura persistente nos objetivos quanto eu.
Sinto falta também do disfarce, do lado subversivo. Prova disso é entrar a gerente comercial mala e pirivéia (misto de véia com piriguete) na minha sala do trabalho, dizer "Oi" e eu responder de bate pronto com um "Tchau" e patinar para tentar disfarçar a gafe.
Já perdi as contas de quantas vezes me fodi épicamente por não entender a subjetividade alheia. Por hora penso que todas as relações sociais seriam melhores se as pessoas fossem menos subjetivas e mais claras em suas palavras. E é fato, afinal, ter de ler nas entrelinhas em todas as mensagens jogadas na cabeça durante o cotidiano é um exercício terrível, sujeito a falhas de comunicação.
Para mim, como profissional de comunicação, avalio a subjetividade como um ruído. Um ruído alto e subversivo, capaz de te vencer sem ao menos te dar a chance de ser compreendido conscientemente.
Começo a questionar até quando vou levar nabos astronômicos e ainda ouvirei ecos das falhas do passado graças a essa minha falta de habilidade. Só me restam duas saídas, ou eu faço um curso rápido de leitura de mentes e começo a ler a mente de chefes, amigos, etc. ou eu arranjo um óculos místico para conseguir ler nas entrelinhas de todas as frases.
Se ainda assim nada der certo e eu continuar me fodendo, apelo para um método subjetivo de mandar o mundo inteiro tomar no cu:

Leia nas entrelinhas!

