Novo blog!
August 27, 2009Finalmente registrei uma URL e fiz o blog num sistema Worpdress. Raros leitores, agora vocês poderão continuar lendo o blog em:
com os RSS: http://feeds.feedburner.com/BlogFailBr
Finalmente registrei uma URL e fiz o blog num sistema Worpdress. Raros leitores, agora vocês poderão continuar lendo o blog em:
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Estou com um bloqueio mental terrível. Se me pedissem pra criar um desenho de palitinhos eu certamente não conseguiria. Nem escrever posts eu estou conseguindo. Preciso de uma semana de ócio numa ilha deserta.
Aceito passagens para Ilhas Pitcairn.
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Estou aprendendo Action Script. Seria perfeito se o curso ensinasse ao menos um pouco do AS 2.0, já que 90% dos sistemas que tenho aqui são programados em AS 2.0. O lado bom é que vou manjar absurdamente de AS 3.0, coisa que atualmente poucos sabem. Ótimo.
Agora, para alimentar a minha onda de sorte e azar, tive um bônus +5 com sorte, tirei um crítico com certeza. Achei um site que dá curso de Action Script 2.0 grátis. Fiz uma parte do curso e achei bem legal. Segue o link: http://www.aprendofacil.com.br/index.php
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Aparentemente o Marlin Azul virou referência nas comunidades de Engenharia Social. Estou recebendo muitas visitas vindas delas. Isso é engraçado porque reforça minha teoria (e me inclui nela) de que qualquer idiota que escreve merda na internet vira referência.
Se continuar assim, daqui uns meses vou dar palestras e falar sobre o assunto como se fosse algo realmente muito sério. No segundo convite para algum evento que reúne blogueiros que escrevem merda eu vou escrever um livro - num papel higiênico - e ainda vou vender, porque o mundo ainda é recheado de pessoas que não estão no controle de suas faculdades mentais.
Agradeço a todas elas! Obrigada, obrigada!
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Acho que na faculdade a gente deveria ter matérias de como matar clientes de forma eficiente e prática. Imaginem uma reunião com 48 pessoas. Todas aprovam o layout do site, mas apenas uma - a doença infecciosa - decide que o site está "muito frio, que tal umas cores mais… quentes?".
E graças a isso uma legião de smiles sorridentes concorda com o filhodaputa que teve essa maldita idéia sem sentido algum, apenas por querer um site "colorido" e o designer em questão, no caso EU, leva um nabo de uma semana tentando fazer o site ficar mais "alegre" para o cliente imbecil.
Por que todo maldito cliente acha que os sites devem ser alegres? A internet na visão deles é um circo. E o designer é o palhaço.

Acabei de ler essa notícia sobre a lei seca ter sido suspensa no dia das eleições. Vejam, segundo a notícia "Na eleição de 2006, a SSP proibiu a venda e o consumo de bebidas alcoólicas no dia da votação das 8h às 17h". Das 8 as 17, apenas. E ainda assim, a associação de bares e restaurantes conseguiu tirar a proibição, alegando que isso não interfere no voto. Para ser bem sincera, não me importo se isso interfere ou não no voto, quero que se foda, já que tem nego que vota no Clodovil, Maluf e afins estando consciente mesmo.
O que me irrita de fato é essa loucura contra lei seca. Não consigo sequer imaginar como um infeliz pode ficar incomodado se só puder beber depois das 17. Ou melhor, o cara pode beber em casa mesmo, se for o jeito, mas isso pra mim é dependência química grave.
Os donos de bar querem mais é que se foda, o lance é lucrar no vício alheio, claro. Não há inocência.
Aí que nego fica emputecido com a "outra" lei seca, a de não poder dirigir bêbado. Acham que é um absurdo não poder tomar "só 3 latinhas" e sair por aí dirigindo. Queria que cada idiota desses tivesse o parente mais próximo e mais querido vítima de um motorista bêbado, com falta de reflexo e que ainda fugisse do local, sem prestar socorro. Acho que só assim pra essa nação de cachaceiros notar que é realmente grave a situação.
O pior é que é praticamente a mesma situação da época da lei do cinto de segurança, foi preciso que milhares e milhares morressem grosseiramente para que o povo notasse que era realmente necessário.
E a luta dos bares contra a lei seca continua, não duvido que a lei mais cedo ou mais tarde caia em esquecimento pelo simples fato de que o egoísmo de uns, fode a vida de outros, e ninguém liga pra isso. Aliás, ninguém liga desde que isso não afete diretamente os bêbados em questão ou os descoladinhos que falam mal da lei aleatóriamente, já que ainda não tiveram nenhum parente/amigo/afins afetado por um ébrio filho da puta.
Que uma latinha de cerveja atrapalhe o reflexo de um motorista, e que este atropele sei lá, o cachorro de cada um que reclama da lei. As pessoas só aprendem as coisas na base da porrada mesmo, imbecis.
Desejo para cada maldito desses uma cirrose fudida. Uma cirrose mutada, uma cirrose dolorosa e uma morte lenta, sem uma gota de álcool. Sofreriam sóbrios e cientes das merdas que fizeram.
Reclamam das leis boas, ignoram as ruins. Desde que não tirem a dose diária de álcool na veia, tudo bem, não é mesmo? País de cachaceiros.

Filmes do Mês de Setembro:
O Procurado: Nota 7.
Dormi no cinema vendo o filme. Tenho certeza que se fosse realmente bom, eu não teria dormido. E tenho dito.

A parte realmente legal do filme é ver como a protagonista (que enxerga) deixa o marido surtado (e cego) falando sozinho toda vez que ele decide encher o saco dela. É um sonho de toda humanidade fazer isso, certamente.

Não morri. Apenas estou me adaptando ao novo emprego, juro por Google que logo volto a postar diariamente.
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Ah sim, mudei de emprego. Saí de uma empresa para ir para uma empresa de verdade. Vejamos os comparativos:
- Empresa Antiga: Paternalista, regida por filhos do dono. O dono é um velho senil, e seus filhos são marmanjos mimados metidos a saber de todas as áreas, atrapalhando o próprio serviço dos funcionários. Regime militar: horários rídigos até para funcionários sem registro. Chefes diretos eram toscos: uma gorda estúpida com grave falta de rola e um chefe metido a porra loca, mas no fundo era um workholic. A empresa não dava nenhum incentivo aos funcionários.
Entrei lá e passei quase 3 anos sem registro e sem perspectivas profissionais algumas. Péssimo.
- Empresa Nova: Profissionais bem qualificados. A empresa fornece horários flexíveis, tudo é resolvido pacificamente nas reuniões. As pessoas se preocupam com horário de almoço e de descanço. O funcionário tem cursos dentro da empresa e é incentivado a fazer novos cursos. Há grande possibilidade de crescimento profissional.
Ótimo. Aliás, seria bom mesmo se eu manjasse muito de flash. Como não manjo muito, começo a pensar seriamente sobre uma meta para saber em quanto tempo levarei um pé da nova empresa. Ainda que isso aconteça, fico feliz em ter chutado a empresa antiga pro inferno.
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Acredito que a nova frase que mais ouvirei no trabalho, e que certamente quebrará o recorde da antiga: "muda mais pra esquerda" e "troca essa cor para vermelho" será "deixa a animação mais lenta".
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Encerrando o post de hoje, lembrei de algo ocorrido hoje a tarde. Vi meu vô sossegado no quarto, enquanto eu trabalhava no fim de semana. Ele lá, dormindo enquanto a TV passava um programa aleatório, e eu aqui ralando numa maldita animação em flash. Confesso que senti uma certa inveja dele lá morgando sossegado e eu me matando e perdendo meu fim de semana. Assim, será que rola me aposentar antes dos 30? Será que dá pra viver trabalhando uma vez por semana? Se tudo der absurdamente errado, eu me mudo para Pitcairn!
Certeza que foi um pobre que inventou essa coisa de que "trabalho enobrece". Se fosse nobre mesmo, rico não passava o ano inteiro de férias!

Tá rolando o maior desespero em relação ao tal LHC, geral dizendo que o mundo vai acabar e que a ciência finalmente conseguiu destruir a humanidade e blá blá blá. Frescura! Os que estão causando alvoroço só estão fazendo isso porque, caso consigam descobrir algo sobre a criação do universo, isso será definitivamente um chute de bico na bunda das religiões. Ótimo! Ciência WINS.

- Já sei! - silêncio na sala, todos ficam apreensivos e curiosos
- Vamos nomear essa máquina, esse Colisor de Hádrons de… Colisor de Hádrons! - todos aplaudem, afinal, é um belo nome.
- Mas… espera! - Alguém interrompe. Novamente um silêncio sepulcral toma conta do recinto - Colisor de Hádrons é tão… óbvio. Vamos pensar melhor vai…
- Ok! Ele é grande, não é? Imenso, não? Então vamos chamá-lo de… Grande Colisor de Hádrons! - todos se levantam, aplaudem de pé o nome original e objetivo que acabaram de criar. A reunião encerra e pronto, a máquina está batizada! Large Hadron Collider! Simples assim.
Mas se o mundo acabar mesmo, que acabe em barranco pra eu morrer encostada deveriam dar o aviso um dia antes, só para a população poder sentir o gostinho de sair pilhando lojas - de eletrônicos de preferência - e ter um dia de rico antes de serem sugados para dentro de um cu espacial que puxará geral pra si.
Há coisas que eu nunca vou compreender. E digo isso não por falta de capacidade mental minha, mas porque eu nunca poderei mudar a capacidade mental alheia e mudar o mundo para que essas dúvidas sejam sanadas. Vamos as dúvidas cruéis do dia:
- Vamos supor que você tem que refazer um arquivo já antigo, modernizá-lo. A pessoa te manda o modelo antigo e você constrói o layout novo, fica bacanão e tal. Aí depois de tudo feito, a pessoa nota que os textos também estão antigos (óbvio) e que isso deverá ser mudado.
Dúvida cruel: Mas por que raios as pessoas não vêem isso antes? Porra! Quero meu lança chamas now!

- Agora uma nova situação: Imaginem que você tem um espaço mínimo para construir um anúncio. Chutando um espaço aleatório, 8x8 cm. Pequeno, certo? Muito pequeno, concordam? OK. Nele devem ir as informações principais dos produtos que serão vendidos, as coisas básicas e um logotipo para identificar a empresa.
Mas eu gostaria muito de saber o porquê, o porquê de todo dono/chefe/superior imbecil de empresa achar que deve transformar todo mísero anúncio, por menor que seja, em um carnaval de informações institucionais e sem sentido algum para a oferta do produto em questão. O que era claro e objetivo vira um atropelo de informações sem fim, um inferno. E os donos ignoram as opiniões do designer, afinal qualquer macaco formado em qualquer profissão sabe tanto quanto um formado ESPECIFICAMENTE NA PORRA DA ÁREA PRA CRIAR E PLANEJAR ANÚNCIOS OMG!11111
Vou atear fogo no meu diploma. Ou enfiar no cu do próximo mala que estragar um anúncio.
Pressa pra que?
Já se questionaram isso hoje? Sério, porque de uns tempos pra cá, se nenhuma lei se aplicasse a mim caso eu esfolasse uma pessoa viva no asfalto, eu faria isso com cada apressado que me torrasse os poucos fios de tolerância que ainda me restam.
Acredito que os ansiosos (no sentido dos desesperados e apressados que cito) - e isso pode até ser hipocrisia de minha parte, já que eu sou considerávelmente ansiosa - deveriam ser isolados da sociedade. Isolados mesmo saca? Isso deveria ser tratado como um distúrbio mental grave, daqueles que a gente fica meio cabreiro de chegar perto de pessoas que os têm, como se fosse uma psicose ou sei lá, uma esquizofrenia.
Acho que deveriam prender cada ansioso, apressado maldito, num cubo de vidro para observação, porque convenhamos: é uma doença contagiosa.
Os apressados em geral não se cabem em seu próprio desespero e começam a espalhar a desgraça. Parece que não basta ser um imbecil que cultiva uma gastrite e um stress absurdo por desespero e síndrome do "pra ontem", o lance mesmo é passar para todos ao seu redor e ver o mundo girando em velocidade máxima. Trocando em miúdos: o cara não se contenta em ser deseperado, ele quer que você também seja. E mais ainda, quer que você apresse os outros também.
Querem que as máquinas trabalhem mais rápido do que é possível. Querem que as pessoas virem noites para entregar tudo no prazo. Querem tudo aqui e agora. Se possível, desejariam que a realidade se desdobrasse a favor da pressa rídicula deles. Propotentes, presunçosos e detestáveis.
O que me irrita mais nisso tudo é que quase sempre a pressa exagerada resulta em algo imbecil, como deixar todo o resultado de lado, parado, para depois de muitos dias dar continuidade a obra que aparentemente era "pra ontem".
Façam um favor a si mesmos e a humanidade: matem um apressado por dia!

Fica aí a divulgação. Já que, embora eu esteja morrendo de vontade de ir e ouvir todos os spoilers e teorias malucas sobre Lost, provavelmente não vou conseguir chegar antes da lotação máxima de 100 pessoas, então vou espalhar a notícia para que lote mais ainda e muito mais gente fique sem ir também. Assim fico menos chateada.
De uns tempos pra cá venho notando padrões em entrevistas. Já cheguei em lugares onde nego nem olha o currículo, já vai logo perguntando o que é "realmente" importante. Assim, não sou formada em RH, não conheço muita gente que manja do assunto, mas ao meu ver o importante para um candidato é o seu conhecimento na área, sua experiência e depois suas aspirações de carreira, certo?
Enfim… as perguntas feitas em entrevistas são das mais variadas na escala de tosquice. A última em que eu fui estava na escala 10 de tosquice, pois o cara me perguntou umas 4 vezes: "O que você espera dessa vaga?". Assim, é uma pergunta meio subjetiva. Subjetiva até demais, afinal eu não sabia do que se trata exatamente, sabia apenas que era uma vaga para designer e imaginei que eu faria ofícios de designer. Mas para ele era realmente importante saber. Então respondi o que esperava e o que achava sobre o tipo de vaga. Aparentemente acertei.
Depois vem a pergunta fatal, que eles sempre fazem com cara de triste: "Mas… por que você está saíndo do emprego?".
Ohhh, que terrível!
Os contratadores em geral acham que emprego é uma dádiva divina que você deve amar e respeitar acima de todas as coisas. Algo meio religioso até. Largar o emprego ou desejar outros enquanto está num emprego fixo é equivalente a desejar outra pessoa enquanto se está acompanhado. Enfim, esses caras são mesmo é malucos, workholics e não trepam há pelo menos 6 meses.
Mas aí eu explico, tenho paciência em dizer que quero novas áreas, que estou procurando algo que me dê mais benefícios, etc. Essas coisas neutras que dizemos para não assustar os infelizes. Mas eles não se contentam com isso. Eles querem MAIS.
Querem motivos altruístas, querem motivos belos, que emocionem. Durante a entrevista comecei a me imaginar respondendo:
- Mas… porque você quer sair do emprego?
- Salve a líder de torcida. Salve o mundo.
- Q?
- Estou saíndo para salvar o mundo, eu tenho super poderes! Porque mais eu saíria? Eu adoro aquele lugar!
- Sério?
- Claro. Só não vou usar meu raio laser em você porque gostaria de atuar nessa vaga.
- Po… mas… se você vai salvar o mundo… hmm… aí não dá. Não gostei do motivo. Continue em sua jornada!
- *explode em raios lasers*
Na boa, cansei.

Então domingo estava eu lá no ponto de ônibus envelhecendo. Ônibus e domingo não combinam, mas o assunto de transporte público deixarei para o post seguinte. Aí que nos domingos os crentes saem das tocas e enchem o saco de todos, para arrebatar mais pagadores de impostos divinos. Ok. A raiva que tenho dessa gente é absurda, só não supera a raiva por torcedores de times rivais em dia de jogo.
Aí veio o alemãozinho mórmon viado com uma centena de folhetinhos olhando com aquele olhar voraz de "mais uma vítima" que os crentes fazem ao verem as pessoas de longe, chegou nas pessoas que estavam no ponto e começou a semear a chatice. Começou pelos que estavam sentados nos bancos do ponto, provavelmente para que não tivessem tempo de fugir:
- Oi, eu estou entregando folhetinhos do senhor Jesus…
Folhetinhos do senhor Jesus? Como assim? O magrão mandou uma ordem divina pra ele confeccionar esses folhetos? Enfim. Continuei ouvindo a abordagem:
- …são folhetos feitos do senhor Jesus para você. Nele tem um telefone e você pode ligar, pagar uma pequena taxa, e enviar uma mensagem bíblica para sua família via telefone…
As pessoas pegaram o folheto com educação e o cara insistia:
- Não deixa de ligar viu? O senhor Jesus vai ficar muito contente com você!
A essa hora eu já estava mastigando os dentes de raiva, ativando minha gastrite para ver se conseguia cuspir fogo nele. Tamanha filhadaputagem dessas malditas instituições religiosas em usar argumentos como esse para ganhar grana nas costas dos coitados. Ainda ensinam os macacos voadores a falarem que uma entidade aleatória ficará feliz se eles gastarem essa "graninha". Putos. Esperei com ansiedade o momento em que ele viria me torrar com as "palavras divinas" pra ownar ele. Tipo, já esperava uma discussão, um live flamewar, algo do naipe. E aí veio o mórmon adestrado falar comigo:
Mórmon: - Oi, eu estou entregando folhetinhos do senhor Jesus…
Eu: *olha com raiva*
Mórmon: - E esses folhetos tem um telef…
Eu: NÃO QUERO. Não vou dar grana pra crente.
Mórmon: *assustado* errr… tá…
E foi embora sem discutir e sem entregar folhetos pra mais ninguém. Como assim? Esperava discutir com o infeliz. Essa gente consegue ser chata até na hora de brochar a raiva alheia. Discussão Fail.

- Por que raios toda empresa (leia-se cliente) acha que seu público é cego?
Assim, esse lance de pedir para aumentar o logo parece piada, jargão, mas é fato! Todos querem que seu logo tenha mais destaque que o conteúdo.
- Por que cismam que se a chamada principal da peça gráfica/web em questão não estiver num splash horrível vermelho cintilante, não chamará atenção?
Assim, eu, como público alvo, costumo ler tudo que está num cartaz, folheto, enfim. O destaque principal (preços, promoções por exemplo) pode estar até na mesma cor do resto da peça, eu lerei.
COMPRE!!!1111
E as fotos? Já cheguei ao absurdo de ouvir para não usar uma foto de pessoas felizes na praia porque se alguém do interior visse, não iria entender. Usei o poder do silêncio como protesto. Afinal, qualquer imbecil é capaz de entender que as pessoas numa foto estão felizes, seja na praia, no campo, no inferno que seja.
- E por fim: Por que diabos as lojas pensam que se enfeitarem tudo com algo que soe festivo, atraírão mais clientes?
Sério. Antes uma decoração condizente com os produtos vendidos pela loja do que aquele zilhão de bexigas, laços, fitas, confetes e afins. Acredito que devem pensar que o cliente vai se sentir motivado e atraído pela "armadilha" festiva. Sinto como se um dia passasse na frente de uma loja, visse aquele monte de palhaços falando com um carro de som barulhento, aquele monte de bexiga e aquelas músicas notáveis pela tosquice e pensasse: WOW, uma festa! Só pode ser para mim! E entrasse na loja.
Das duas uma: Ou as empresas pensam que o público é cego ou pensam que o público é retardado.

Acho que todo dono de empresa faz um curso livre de como ser filho da puta. Ou algo como "Dissimulação Avançada".
Eis que ontem me ligam oferecendo uma vaga aleatória e perguntam minha pretensão salarial. Eu obviamente não aceito ganhar um salário de imbecil, afinal estudei pra caralho e não estou a beira da maior crise de stress de minha vida em plenos 21 anos a toa. Mereço o mínimo de recompensa pelo esforço. E rolou a conversa:
- Oi, sou a fulana da empresa Escravinhos S/A. Qual sua pretensão salarial?
- R$ X.XXX + benefícios.
- Sério?
- Isso…
- …
- Alô?
- Ok, ok. Agendei a entrevista para as 15:00 ok?
- Certo.
Achei estranha a atitude da secretina que me ligou, mas tudo bem, todas as agências de design costumam abrigar loucos.
Mais tarde, outra ligação:
- Oi, sou a escrava do Escravinhos S/A
- Oi!
- Então, te liguei hoje cedo, mas achei sua pretensão salarial muito alta, a maioria está pedindo menos.
- É o salário que se paga para um profissional da área, verifique a faixa salarial se puder.
- Mas… há propostas menores. Terei que cancelar sua entrevista.
- Ótimo. Não trabalho para ganhar salário de peão. Agradeço o contato.
Aí que me veio a cabeça algumas obviedades que passam despercibidas no dia-a-dia: Trabalhamos 40 horas semanais para encher o cu do dono de grana. Não contentes com a grana decidem pagar absurdamente menos para os profissionais da área, chutando o piso salarial pra casa do caralho. Há 2 anos atrás o salário que exigi era o mínimo. Hoje, se bobear, é o máximo que se pode ganhar.
Atualmente penso que nunca deveria ter vindo para essa área, afinal, cada macaco que aprende a dizer "ah, queria um layout clean" se julga tão instruído quanto o profissional experiente, dando pitacos aleatórios. Os salários oferecidos atualmente não cobrem nem a parcela de uma faculdade boa. A área está saturada e os desesperados aceitam trabalhar 12/14 horas diárias, virar noites nas agências por qualquer salário.
Se eu tivesse pago a faculdade estaria chorando lágrimas de sangue hoje. A opção que me resta é mudar de profissão: tráfico, aí vou eu!
