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August 27, 2009Finalmente registrei uma URL e fiz o blog num sistema Worpdress. Raros leitores, agora vocês poderão continuar lendo o blog em:
com os RSS: http://feeds.feedburner.com/BlogFailBr
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Fui assistir ao filme por se tratar de remake de um clássico. Não tive a mesma coragem para assistir Guerra dos Mundos no cinema, que também era um remake, mas me arrependi. Achei Guerra dos Mundos muito mais emocionante, apesar do mesmo enredo "OMFG tamo fudido a Terra vai acabar!!!".

Nota 7 porque não chega a empolgar muito em nenhuma parte do filme, tudo o que acontece é meio previsível (apesar de se tratar de um remake) e enfim, você tem que fazer esforço para se empolgar com as "habilidades" do extra terrestre salvador da Terra. Além de ter um moleque infeliz e filhodaputa, revoltadinho, que é a caricatura da humanidade perdida: Egoísta, egocêntrico, destrutivo. Se eu fosse o alien, quebraria o roteiro e mataria o moleque de verdade. Aí sim teríamos um novo final surpreendente e emocionante para esse filme.
De pensar que o mesmo molequinho mala (filho do Will Smith) vai ser o ator escolhido para o remake de Karatê Kid… começo a repensar meus planos da adolescência de jogar papel molhado na tela do cinema. Em protesto, claro. Tudo pelo protesto!
Enfim, era melhor ter visto o filme em DVD ou na sessão da tarde do que ter visto no cinema. Fato.
Eu estava numa sala branca, sentada num sofá e o lugar era muito claro. A luz era meio… difusa, confundia e desfocava o resto do ambiente. Era algo parecido com um teste, suponho. O lance era simples: Alguém vinha, tocava um instrumento com várias pecinhas estranhas de metal e este produzia um som agudo e engraçado. Um trim-lim-tim-tim muito engraçado. Então, me entregavam o tal instrumento e eu teria que tocar, repetindo a sequência. Fácil.
Toquei os tri-lim-tim-tins inúmeras vezes, e cada vez a sequência ficava mais complicada. A cada acerto, eu ganhava uma generosa quantia em dinheiro. Fiquei quase horas tocando o instrumento bizarro, achando engraçados os sons agudos, enquanto meu bolso e o sofá transbordavam dinheiro. Podia até sentir o sorriso no meu rosto. Muita grana para fazer porra nenhuma, já estava pensando sériamente em viver só tocando aqueles sons bizarros.
Notei uma coisa estranha: Eu estava sentido um sorriso em meu rosto. Mas como assim? Teria eu perdido a noção corporal a ponto de ter que raciocinar e compreender que estava sorrindo? Muito estranho.
Os barulhos começaram a ficar difusos assim como a luz, tudo começou a ficar extremamente distorcido e eu notei que estava flutuando acima do sofá. Mas… peraí: FLUTUANDO? Porra, eu to sonhando!
Se tem algo que me irrita mais que esses sonhos bizarros, é acordar e notar que ao invés de ter configurado o despertador, na verdade eu havia configurado o cronômetro. E se tem algo que me irrita mais que isso, é ver que eu estava absolutamente atrasada e que, segundo o cronômetro, eu havia dormido 5 horas e 17 minutos.
Incrível.
Ano passado fiquei sabendo de um simpósio de comunicação que teria a ilustre visita de Pierre Lévy. Os que não são da área de comunicação e mais especificamente ligados a cibercultura perguntariam de bate pronto: QUEM?

Ok, vou dar uma breve explicação sobre o tal homem e o motivo da empolgação para ir ao Simpósio, by wikipédia: "Pierre Lévy (Tunísia, 1956) é um filósofo da informação que se ocupa em estudar as interações entre a Internet e a sociedade." Pronto, está explicado! O cara é um filósofo da informação, "SÓ" criou o conceito da web como temos hoje e mais: é o maior estudioso da web semântica, e não digo de programação semântica e sim de busca e inteligência interpretativa de palavras na web.
Estudamos ele na faculdade e liamos os livros dele de bom grado, não por obrigação, o que torna a admiração pelo cara ainda maior.
Pois bem, fomos ao tal Simpósio cujo tema era Web 2.0, assunto que estávamos carecas de saber, mas o lance era ir para juntar os amigos da faculdade mais do que para aprender algo. Aprendemos coisas interessantes dentre as milhares que já conhecíamos e foi bastante produtivo.
Mas a idéia não é mostrar o lado bom do simpósio e sim o lado tosco, porque aquilo foi hilário. Vamos aos detalhes que realmente interessam:
1º dia de Simpósio - Tema: Second Life e algo que eu esqueci.
No final de cada palestra era permitido fazer algumas perguntas e como o tema era Second Life e eu tenho uma opinião formada sobre esse maldito jogo/rede social/etc, fui lá fazer uma pergunta simpática.
O que me irritava deveras é que os outros faziam perguntas boazinhas do tipo "gostaria de saber como o Second Life pode ajudar nos estudos", essas perguntas neutras e sem graça, mas eu já tinha a pergunta from hell na ponta da língua.
Chegou minha vez, eu já lasquei o chicote: "Gostaria questionar se essa tal ‘revolução’ feita pelo Second Life se deve a extrema massificação da mídia em cima desse tema, já que é o único ‘jogo’ que permite réplicas de empresas e propagandas por todo o ambiente gráfico de graça ou se você acredita que isso realmente vai revolucionar algo. Porque se tratando de passeatas online e coisas do tipo, outros jogos (MMORPG) que não são redes sociais por natureza já o fizeram e acredito que esse exagero de ações publicitárias no jogo mais afasta do que aproxima usuários…"
O palestrante fez um silêncio peculiar com uma cara de que concordaria, mas não soube o que dizer. Acho que ele pensou se admitiria que o lance era fazer geral usar o tal software para empurrar spams na cabeça das pessoas ou se ele diria algo contrário e contraditório. Por fim, ele decidiu que todos deveriam fazer perguntas e depois ele responderia todas de uma vez. A situação de desconforto foi visível e por fim ele respondeu só as perguntas neutras, as mais embaraçosas ele "esqueceu". Depois se despediu do público com cara de político que acabou de mentir e foi embora.
Até tentei protestar mas foi em vão, me censuraram na cara dura.

2º dia de Simpósio - Tema: TV interativa, HDTV e algo que eu também esqueci
Legal, era um tema que eu realmente não conhecia a fundo e foi o dia em que menos zoamos, acredito. Mas esse dia vai ficar marcado para sempre em nossas memórias, pois foi o dia do HOMEM DA FÍSICA!
Era um tiozinho de cabelos brancos aparentemente inofensivo. Na hora das perguntas ele levantou humildemente e perguntou se poderia adicionar algumas observações, a palestrante aceitou empolgada, e aí começou o inferno.
O cara ficou maluco. Levantou e declarou em alto e bom tom que era doutor em física, que dava aula na faculdade e que adicionaria e questionaria coisas que ele concluiu que não faziam sentido. Ele começou a explicar conceitos e a citar Marshal McLuhan, mas a coisa ficou pior quando ele começou a citar Darwin, Newton e estudiosos aleatórios, teorias de átomos e afins. Tudo isso em tom ameaçador e provocativo. A moça palestrante, coitada, ficou boquiaberta boa parte do tempo e mal tinha tempo de responder, pois ele já retrucava alegando que ele sabia mais do que ela. Insano. Foi a pergunta mais longa que eu já vi e foram 40 minutos de espanto e tédio ao mesmo tempo.
3º dia de Simpósio - Tema: Web 2.0 blá blá blá
Já sabíamos o que o cara estava falando e passamos boa parte da palestra falando sem parar e sendo odiados pelos que estavam em volta, que estavam putos com o falatório.
Na hora das perguntas o HOMEM DA FÍSICA atacou novamente. Levantou e correu para ser o primeiro da fila, os outros que estavam atrás dele já fizeram aquela cara de desânimo, porque obviamente ficariam plantados ali uma meia hora ouvindo o velho surtar.
Mas dessa vezes os palestrantes foram mais sagazes. Quando o homem começou a falar foi cortado e recebeu o aviso de que as perguntas só poderiam durar 10 minutos. Ainda assim ele falou sem parar, ultrapassando os 10 minutos e foi brutalmente interrompido e teve sua pergunta respondida parcialmente. OWNED.

Último dia de Simpósio - O grande dia!
Era o dia da palestra do Pierre Lévy, mas a Lei de Murphy aparentemente estava ao nosso lado.
Na ida pegamos um trânsito infernal, nos atrasamos absurdamente. Para melhorar ao chegar no ponto de encontro havia uma banda estilo fanfarra tocando no metrô (?!) e não conseguiamos contatar um amigo que também iria. Achamos ele e seguimos caminho.
Não bastasse o atraso, eu novamente zoei alguém na rua. E o farol fechou. E esse alguém era um negão 4x4 com cara de bravo. MEDO! Esse, porém, não seguiu o carro, só ficou olhando com cara de cu.
Chegamos no lugar e vimos que o auditório da palestra estava mais lotado que metrô no horário de pico. Ficamos desesperados porque até o lado de fora que tinha cadeiras e um telão estava cheio, e a última coisa que a gente queria era ver a palestra por um telão.
Entramos na fila de identificação e ganhamos uma pulseirinha de RFID no braço. Fiquei o tempo todo pensando que poderiam nos seguir rastreando aquela maldita etiquetinha RFID, paranóia absurda.
Fomos rapidamente para o auditório e começamos a procurar lugar, mas era praticamente impossível. Estava tudo absurdamente cheio, todas as cadeiras ocupadas com exceção das duas primeiras fileiras, provavelmente reservadas a pessoas mais importantes do que meros estudantes curiosos.
Já estava me conformando com a idéia de sentar na escadaria do corredor quando veio uma moça, nos perguntou se estávamos sem lugar e disse que logo arrumaria lugar para nós. Vi que ela desceu e tirou o cordão de isolamento da primeira fileira, depois voltou e falou: "Tão vendo aquelas cadeiras ali na frente? Podem sentar nelas, ninguém liga…"
A alegria era geral. Chegamos atrasadíssimos e ainda sentamos na primeira fileira da palestra mais esperada, sorte +50. A Lei de Murphy recaiu sobre todos do lugar, menos sobre nós.
Começou a palestra e a gente se achando importante por estar na primeira fileira. Sabem como é, pobre não pode levar vantagem em nada que já começa a pensar que é gente. Entra o Pierre Lévy no palco e o povo entusiasmado, esperando sair de lá com o melhor do conhecimento em web, sair já dando palestras e citando o Lévy como amigo.
Não fosse por um "pequeno" problema a palestra seria perfeita: Pierre Lévy não fala português, obvious. A língua natal dele é francês e ele palestrou em inglês. Nada de ruim nisso se o tradutor dele não fosse analfabeto. A palestra demorou o dobro do tempo e ele provavelmente não conseguiu falar metade do que gostaria porque o tradutor não conseguia traduzir tudo o que ele falava. Ele falava pausadamente para que o tradutor não se atrapalhasse, mas por vezes o cara repetia a palavra em inglês ao invés de traduzir para o português, horrível.
Em meio a tudo isso o terrível HOMEM DA FÍSICA levantou na platéia e gritou: "- ANARQUIIIIIAAA!!!"
Ninguém entendeu o que ele quis dizer gritando isso aleatóriamente e a palestra seguiu.
No fim da palestra, o tradutor desesperado interrompeu a frase do palestrante e soltou seu protesto: "po gente, eu to nervoso, eu sei inglês mas to nervoso, dão um tempo aí po…". Risada generalizada, o remendo saiu pior que o rasgo e a palestra acabou em tom de comédia.
Na hora das perguntas o homem da física foi vetado por algum motivo desconhecido. Talvez ele fosse algum subversivo que quisesse fazer um levante anarquista por lá e não pôde fazer suas perguntas enfadonhas. Os alunos perguntavam em inglês direto para o palestrante e o tradutor ficava incrivelmente emputecido a cada pergunta que faziam. Acho que estava com inveja de ser menos competente que um aluno qualquer.
Fim da palestra e fim do Simpósio. Só não narro o desse ano porque até agora foi uma bosta, só serviu para eu dormir ouvindo nego fazendo propaganda de operadora de celular.
Outro sonho bizarro: Eu jogava um RPG em que as pessoas morriam de verdade, matava geral na facada, depois fazíamos um ritual para invocar jesus (Q?) que era um morto-vivo (imaginável…). Então jesus, o morto-vivo, trabalhava para nós matando meliantes que queriam nos agredir.
Mais um desses e eu me interno num hospital psiquiátrico.
Ahhh é hoje que eu invoco a tia do Bátima!
Muahahaha
Sonhei durante quase 5 anos consecutivos que matava pessoas. Passei minha adolescência matando gente em sonhos e as mortes eram as mais variadas possíveis: nego morria na facada, tesourada, porrada, tiro, paulada, espancamendo, esfolado no chão, atropelado… em todos os sonhos era eu que executava a ação de matar os inocentes (pessoas aleatórias, as vezes conhecidas, as vezes não) e via a cena de sangue Kill Bill style sempre. Por bastante tempo eu fui the best serial killer em meus sonhos. Felizmente (ou não) isso parou há 1 ano e pouco e depois disso quase não sonhava coisas decentes. Sempre eram sonhos aleatórios com partes sem sentido. Até dia desses.
Eis que atualmente virei xiita na arte de torrar a religião alheia. Tenho lido diversos livros para torrar crentes em meus momentos de ócio. E nesse meio tempo tive um sonho deveras peculiar que segue adiante:

Antes de sonhar que matava geral, morria de medo de lobisomens na infância. E geralmente sonho que estou fugindo de lobisomens e bestas mágicas do gênero. Aí que dessa vez eu fugia de um lobisomem naqueles terríveis sonhos nos quais você não consegue correr. Odeio quando corro em slow motion nos sonhos. Corria, corria, corria e sempre saía na frente da minha casa, estava presa na Matrix. OH SHIT!
Mas eu sou persistente e corri de novo. O lobisomem malvadão adentrou a casa e mordeu geral, os parentes correram para a rua e fugiram, mas eu estava presa na matrix. Corria e sempre voltava para a mesma cena. Algo meio "A hora do pesadelo".
Então que eu tive a brilhante idéia de correr para um bar próximo e atear fogo (WHAT?) no lobisomem. O metamorfo invadiu o lugar e me mordeu. E eu num momento de fúria disse: "Porra, você é um lobisomem?"
E o lobisomem me respondeu: Sim, saí de um portal dimensional (juro que não tinha fumado maconha antes de dormir).
E eu então retruquei: Mas… peraí, não existem portais dimensionais. Então você não existe porra! E abri a boca dele até que ela quebrasse e o monstro sumiu. Incrível. Nunca pensei que o ceticismo me salvaria de pesadelos! Pesadelo FAIL.