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August 27, 2009Finalmente registrei uma URL e fiz o blog num sistema Worpdress. Raros leitores, agora vocês poderão continuar lendo o blog em:
com os RSS: http://feeds.feedburner.com/BlogFailBr
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Estive sem inspiração ácida suficiente para iniciar outra leva de posts da série "No dos outros é refresco" e decidi contar algo sobre mim. Afinal, aposto que deve ser mais legal ler zicas sobre mim do que sobre os outros que foram sacaneados por mim.
Enfim, hoje contarei algo sobre um lugar que fui há uns 2 anos atrás que tinha um nome não muito convidativo: a DANGER.

Ao ter ouvido o nome pela primeira vez eu já deveria ter me ligado que não se tratava de um bom lugar. Mas como não saía de balada há muito tempo com o pessoal da época de escola, achei que não deveria ligar muito pro nome da balada.
Aconteceu tudo muito rápido. Meu amigo sem noção me ligou durante a tarde e disse algo amistoso:
- Meu, tem uma balada muito legal que eu fui semana passada, vamo aí! Chama seu namorado também! A música é boa, o pessoal da balada é gente boa e pra você ter idéia semana passada o gordão conseguiu pegar uma mina. Tudo bem que era uma véia, mas ainda assim ele desencalhou. Temos que ir pra zoar ele.
Pausa aqui para explicar que o gordão é o amigo virgem do grupo. E ele tinha 20 anos na época. Virgem e encalhado. E de fato, se o gordão ficasse com uma velha na balada, eu não poderia perder a oportunidade de presenciar a cena e zoá-lo até a morte.
Prosseguindo:
Chegou a noite, marcamos de nos encontrar próximo ao metrô porque lá conseguiríamos uma carona. E eis que chega um Fiat Tipo bizarro com 4 pessoas dentro. Estavamos em 3 esperando a carona, então seriam 7 pessoas que tentariam entrar no Fiat. Terminou que tivemos que ir amontoados e ouvindo os protestos bizarros do meu amigo:
- "Oh meu deus, o que é isso na minha bunda???"
- "É a carteira que tá no meu bolso!!!"
- "E agora, o que é isso?"
- "Sei lá, já tirei a carteira…"
Chegamos no Centro, próximo a Anhangabaú/República. Vale lembrar que não é o lugar mais convidativo de se passear durante a noite, visto a quantidade de nóias, putas e travecos que perambulam por ali. O cara que dirigia parou numa das esquinas e um dos que estavam no carro (e até o momento eu não conhecia), o Orelha, abriu o vidro, colocou a cabeça pra fora e chamou uma espécie de traveco-alien para pedir uma informação: "Ae linda (!!!) você tem Flyer pra Danger?" e o traveco apontou bichosamente um outro cara mais a frente. Naquele momento eu tive medo. Pavor. Terror. Putaquepariu estavamos pedindo flyers para TRAVECOS? Já vi que ia dar merda…
Comecei a reclamar e disseram pra eu não me preocupar, que era uma boate GLS mas ninguém mexia com ninguém. Ok, pensei, me fodi. Isso foi seguido de minutos infinitos de alopração ao Gordão e ao meu outro amigo, que eu acusava de terem ficado com travecos na balada.
O próximo cara que o traveco tinha apontado nos deu 423432 flyers e seguimos para o local.
A frente da balada era uma portinha com um luminoso escrito "Danger", passamos de carro rapidamente e vi que tinha uma fila imensa para entrar. Descemos quase em frente e fomos para a fila. Aí que eu comecei a notar: o lugar era lotado de travecos. Muitos travecos. Travecos e gays, apenas.
Nada contra os gays, por mim cada um faz o que quer com a vida, mas de fato uma balada gay não é algo que eu gostaria de frequentar. Como já estava lá, não tinha como fugir e comecei a resmungar. O tal Orelha começou a xavecar os travecos na fila e depois virava para nós e dizia que "era zoeira". Não contente em "zoar" os travecos, ele chamou um outro cara que tava no carro e que até o momento eu também não conhecia, para zoar junto. O tal Claudião ficou meio irritado com o fato de xavecar travecos, e mudou de assunto dizendo que era macho, que era da Mancha Verde, de uma facção da torcida organizada chamada "Hamas". Apesar de hoje o Hamas ser famoso, há uns 2 anos atrás não era tanto. Essa informação será valiosa algumas linhas a frente, no texto.
Entramos no lugar e a música era um tecno padrão com uma quantidade infinita de bizarrices. Realmente tinha velhas por lá, só restava saber se eram travecos. Se fossem, pobre gordão, acho que ele deu seu primeiro beijo num travesti.
Meus amigos começaram a dançar e eu me limitei a dançar com meu namorado enquanto reclamávamos e conversavamos. A galera começou a zoar, o amigo que me convidou sempre reclamando que ia ficar sozinho e que "tinha muito bicha" na casa aquela noite. Não contente em reclamar, eventualmente ele gritava coros pedindo mulher na casa. Imaginei que ele levaria uma surra dos viados e fingi que não o conhecia.
O tempo lá era interminável, eu não via a hora de ir embora e estava ficando abismada com o fato de meus amigos estarem dançando e se divertindo muito até aquele momento. Parecia uma grande pegadinha onde todos de uma hora pra outra decidem fingir que são viados. Assustador.
Para piorar minha situação, um tempo depois surgiram 43432 Gogo boys dançando pra todo lado, as bichas tiraram a camisa e meus amigos, incrívelmente, sumiram na pista e nos deixaram no canto. Eu não podia olhar para nenhum lugar, afinal, se olhasse, certamente ia ter que ouvir uma crise de ciúmes abrupta. Logo, eu me resumi a dançar e olhar para o chão, porque quanto mais eu fugia, mais nego semi nú aparecia.
Ainda não tinha chegado nem duas da matina (balada chata passa em slow motion) quando avistei os dois caras bizarros que estavam no carro - e o tal "macho" da Mancha Verde hahaha - dançando como bichas loucas no meio da viadagem, pareciam funkeiras no cio.
Quando finalmente encontrei meus amigos, implorei humildemente para ir embora daquele INFERNO mas eles me avisaram que teria um "show" no final, que ia começar logo, pra eu esperar. Pronto, agora além de tudo, ia ter que ver um "show" pra piorar.
Como já tive uma péssima experiência envolvendo sair da balada de madrugada, usar camisa de bandas de rock e skinheads irritados com gostos musicais alheios, decidi que era menos pior ficar naquele lugar do que sair e correr o risco de levar uma surra por gostar de The Smiths.
Antes de começar o tal "show" eu me concentrei em notar as bizarrices. Vi por exemplo, um negão mano, estilo 50 cent, que se eu visse na rua atravessava com medo de assalto passando com duas mãos surgindo de trás de seu ombro. Atrás, fazendo trenzinho, vinha um velho estilo baiano risca-faca, encoxando o gangsta. OMFG. Outra bizarrice foi ver um velho de seus 70 anos de idade dançando loucamente, cantando hits da Xuxa com um colar de plumas no pescoço. Além do não menos bizarro trio de viados que andava de coleiras interligadas por correntes.

Para minha felicidade - ou não - o show começou e logo depois eu iria embora, FINALMENTE. Para meu desespero, era um show de desfile de travestis no palco, onde eles andavam como modelos até o meio da platéia no palco e voltavam, mostrando seus modelitos e perucas estranhas. O Traveco Fashion Week rolava e as pessoas aplaudiam e gritavam empolgadas, quando aconteceu algo bom naquela noite horrível:

Infelizmente o resto da platéia não tinha senso de humor e eu recebi centenas de olhares dardejantes e reclamações sobre meu comportamento desrespeitoso com a queda do traveco.
Como tudo que está ruim pode piorar, na hora de ir embora sentei na escadaria da saída para esperar a carona e senti algo… molhado no chão. Vi que era um amontoado de vômitos que quase receberam mais um para coleção. Desgraça pouca é bobagem.
Com isso tudo aprendi 3 coisas: a) Nunca ir para baladas com nomes toscos. b) Se for, sempre tenha dinheiro para voltar de táxi ou de helicóptero e c) Travecos não tem senso de humor.
Sempre fui fã de programas onde as pessoas infernizam os outros gratuitamente. Mr. Manson é de longe meu ídolo depois de tanta alopração como o boato do Sexkut, o lance do Sílvio Santos, ou a notícia sobre filmes pornôs iraquianos e afins. Programas como o Annoying Devil e o Momento Amy Winehouse são meus inspiradores diários a infernizar os outros sem motivo aparente.
Não me venham com falso moralismo e mimimis do tipo "ahh coitadinhas das pessoas" porque não faz sentido. Lembrem-se sempre do lema adaptado "um dia do ownado, um dia do ownador!"
Vou destinar esse post então a alguns causos de aloprações de vítimas inocentes na rua, começando pela primeira vez que me sacanearam gratuitamente:
Q?
Eu estava voltando de uma festa de halloween na empresa em que eu era monitora escrava trabalhava de graça. Nesse dia o pessoal ia fantasiado para a festa e passava o dia com aquela fantasia, fazendo miquisse, zoando com os alunos (era uma escola de informática) e afins.
Eu que nunca gostei de festas a fantasia e o escambau, arrumei uma fantasia de bruxa das mais simples e uma maquiagem igualmente simples. No final da festa corri para tirar o tal pancake do rosto e zarpei.
Eu, esperta pra caramba, esqueci que estava com a tal fantasia (o vestido cabia por cima da roupa que eu estava por baixo) perambulando pela rua, e me deparei com um carro cheio de gente gritando coisas aleatórias em minha direção.
Parei por alguns instante para tentar definir em meio a tantos palavrões do tipo "aeee filhadaputa, vai se foder, bla bla bla" se alguém dizia meu nome, vai ver eram conhecidos. Mas não. A única coisa que ouvi nitidamente foi algo tipo "Bruuuuxa". Achei estranho, o carro sumiu e eu continuei andando em direção ao ônibus. Só fui lembrar que estava fantasiada quando sentei no ônibus e concluí o óbvio: Os infelizes que me zoaram não eram conhecidos, só fizeram isso de graça mesmo. Legal, uma ótima idéia!

Certa vez, voltando do trabalho (que ficava na Zona Leste) passamos por uma rua residencial lotada de pivetes e malandros, daqueles típicos que com 25 anos nas costas ainda andam de bicicletinha na rua e roubam pipa da molecada.
Aparentemente tava rolando um evento bacana para os maus encarados locais, a rua estava cheia de molequinhos e um maior, aparentando uns 18 anos, andava de bicicleta fazendo truques, pulando, empinando a bike, etc. As crianças viam tudo atentamente, sempre em volta dele como mosquitos na lâmpada.
O carro foi se aproximando e o mala empinando a bicicleta bem no meio da rua. Como não era seguro acelerar no meio de muitas crianças, fomos andando devagar e o malabarista da bicicleta empinou a bicicleta até não poder mais, caíndo de costas no chão, num momento sublime.
Sabem quando você cai e até quica? O cara fez isso. Caiu de bunda da bike e quicou, tipo filme de comédia. Eu ria que não conseguia nem respirar e para alegria geral da nação, paramos o carro ao lado do recém caído. As crianças se afastaram assustadas, eu desci o vidro e comecei a alopração:
- Aeeee troxaaaaaa! Caaiuuu! Toma, filho da puta! Caiu e quicou no asfalto, cu de mola!!!
As crianças começaram a chorar de rir, apontando o malandrão lá, caído no chão e o cara muito puto xingava elas em tom ameaçador.
Saímos xingando o cara, que depois de perder a moral, foi alvo de dezenas de criancinhas que rachavam de rir junto com o resto da rua que havia assistido a cena. Uma pena eu não ter filmado.

Era um trabalho bem artesanal, os jornais geralmente eram unidos em três fileiras e outros cadernos cheios de folhas (classificados, geralmente) eram unidos ao bando e colados com silver tape, formando quase uma espada de jornal, que seria usada posteriormente na batalha nas ruas da zona leste.
Feito isso, saíamos do trabalho a caça de vítimas, geralmente em ruas residenciais, para não correr o risco de parar no trânsito e virar alvo de linchamento.
Coisas tipo jogar o jornal em forma de bumerangue na bunda de infelizes que lavavam a calçada com a bunda virada pra rua, encuralar pessoas no canto do muro com o carro e jogar jornal na cabeça, acertar um bumerangue de jornal na cabeça de um skinhead entre outras maldades eram rotina. Porém nunca haviamos zoado pessoas em avenidas (não com o jornal, pelo menos).
Então, certa vez num dia ensolarado e cheio de putos andando fora da calçada - numa avenida bem movimentada, que fique claro - avistei uma gorda com cara de funkeira que andava longe da calçada, pisando na avenida. Os carros passavam dando fininhas milimétricas nela, mas ela e o resto da numerosa família que estava na calçada não ligavam.
Aquilo era o alvo perfeito. Abri a janela do carro, coloquei o jornal-porrete para fora, o carro estava a uns 40Km/h e a gorducha foi acertada em cheio na bunda. O estalo foi absurdo e o jornal partiu ao meio. A gorda deu um pulo e foi para a calçada, coçando a bunda recém alvejada que com certeza estampava um flamenjante "Estadão" na cor vermelho-pancada.
Novamente uma pena eu não ter filmado.


\o/
Treinei intensamente o último mês e fui fazer o exame no sábado, num ginásio na Vila Maria. Como sempre, cheguei atrasada, mas como todo evento, eles também se atrasaram e eu tive que esperar uns 40 minutos perambulando descalça pelo lugar. Terrível.
Na hora do exame, juntaram todos os faixas brancas em filas arbirtrárias e nos obrigaram a cantar o hino nacional. Eu que já não canto o hino desde 1910, fiquei sem cantar, mas fui alvo de olhares dardejantes do Shihan (mestre do barato) e comecei a cantar por livre e espontânea pressão.
Depois rolou uma apresentação de instrutores quebrando telhas, placas de madeira com a testa e por fim chamaram um menino gordinho para quebrar uma tábua de madeira para a "categoria infantil". O pobre diabo acertou um soco na madeira bem na parte que tinha o tijolo apoiando embaixo e gritou um sonoro "AIII". Para disfarçar a vergonha, disseram que era "falta de treino" mas a verdade é que o gorducho era mais burro que uma porta. Depois colocaram uma telha pro infeliz quebrar, e ele já com medo de não conseguir novamente, acertou um soco torto na telha que se espatifou. Poucos notaram porém, que o coitado saiu com a mão tremendo e completamente mole. Aposto que depois de sábado ele passou de destro para canhoto.
Novamente aglomeraram os faixas brancas todos num tatame e dividiram em grupos de adultos/adolescentes/crianças e eu vi adultos correndo para o tatame de adolescentes e adolescentes permanecendo no tatame de adultos, vai entender…
O Sensei organizou todos em uma fila por ordem de altura e eu comecei a sentir um cheiro terrível de esgoto/azedo vindo de alguém. Como minha cisma com gordos é de longa data, já imaginei que fosse o gordão do meu lado que estivesse fedendo como um porco no cio e me afastei dele. E o cheiro não passou.
No Top 5 de coisas que me irritam muito, cheiros figuram em segundo lugar só perdendo para músicas ruins. Eu já estava com aquele famoso frio no estômago, com medo de fazer alguma merda e me foder no exame e aquele cheiro ainda empestiando o lugar só me fazia ficar mais irritada.
Como zica pouca é bobagem, fui notar que o cheiro vinha da outra mina que estava na fila, ao meu lado, que estava com um creme sem enxague daqueles que cheiram azedo e notei o cheiro de esgoto daqueles típicos de gente que tem problemas graves no estômago quando ela falou o nome dela para o Sensei.
A zica era que ela é que seria a minha dupla para aplicar os golpes no exame. Praguejei contra a décima geração daquele esgoto humano.
Tive que fazer uma concentração absurda para não morrer no meio da luta, ainda mais no final, quando eu só precisava dar um golpe pra infeliz fedorenta cair, mas no processo o cabelo dela soltou da grande massa de cabelos unidos pelo creme azedo, ela passou a mão na cabeça para arrumá-lo e depois voltou a mão - cheia de creme do cabelo - no meu kimono, para concluir o golpe. Morri. Vou lavar o kimono com água benta, sal grosso e ácido.
Por fim, passei no exame e peguei a tão almejada faixa amarela. Poderia concluir esse post dizendo que foi menos terrível do que eu imaginei, mas não. Eu tive que lutar contra um mutante que exalava cheiros do abismo, pelo esforço que fiz merecia passar direto para outra faixa e com medalhas de honra.

Gosto tanto do transporte público, mas TANTO que fiz uma categoria especialmente para narrar minhas aventuras no inferno que chamamos de transporte.
Como já falei aqui, mudei de emprego, e agora não tenho (ainda) tanto mau humor para falar mal de chefes, porque eles são bacanas comigo, os outros funcionários também e naquela agência dourada especificamente as pessoas evitam ao máximo pedir refações de trabalhos, costumam organizar-se para que o designer possa fazer o trabalho com todas informações possíveis. Perfeito. Mas não é esse o assunto do post, e sim COMO eu chego no trabalho.
Pois bem, hoje contarei uma história bem peculiar sobre minhas aventuras no Metrô.
Trabalho na Zona Oeste agora, e para tanto, preciso pegar o metrô linha vermelha sentido Barra Funda. Aos que não conhecem, essa linha leva para as estações do centro (Anhangabaú, República, Sé) e isso já é motivo para que ela fique duas vezes mais cheia que o lado contrário.
Incrívelmente eu estou chegando exatamente no horário todos os dias, e naquele dia especificamente eu havia chegado até 10 minutos mais cedo que o de costume no metrô e estava muito feliz porque tinha conseguido um lugar para sentar, o que é um milagre para quem pega o metrô de manhã no horário de pico.
Como é de costume, nas estações mais cheias SEMPRE um viado vai colocar o seu cu largo na porta, e naquele dia não foi diferente. Na estação Luz, conhecida por trazer a cambada que vem de trem para o metrô, lotada como sempre, um viado colocou seu orifício anal largo na porta, e a porta travou. O operador do metrô avisou para que as pessoas não segurassem a porta, mas ainda assim as portas continuavam abrindo e fechando. E o operador avisando. E as portas abrindo e fechando. E enfim, isso durou 10 minutos. DEZ minutos. Foram minutos infernais, pois cada vez mais gente entrava no vagão, e as portas apitavam sem parar, abriam e fechavam, foi infinito enquanto durou.
Provavelmente aconteceu algum tipo de bug, e as portas continuavam reconhecendo alguém preso na porta mesmo quando não havia ninguém ali. Então, decidiram que seria mais viável pedir para que o trem fosse evacuado, e que um novo trem chegaria. E foi aí que começou meu martírio.
Imaginem que havia duas vezes mais gente dentro do vagão, devido ao tempo de demora e as pessoas que foram entrando. E que haviam duas vezes mais pessoas do outro lado da plataforma, que pretendiam entrar no vagão, que já estava duplamente cheio. Então, pelas contas, eu diria que tinha 4 vezes mais gente que o de costume. CAOS.

Chegou um novo trem vazio, e as pessoas entraram nos vagões como se o próprio diabo estivesse espetando elas para entrarem, e quem ficasse na plataforma seria levado ao inferno. Eu não conseguia pisar com os dois pés no chão, fiquei presa entre 423423 pessoas com um dos pés que tocava o chão apenas em situações de milagre. Era impossível se mover, para respirar, tinha que virar o rosto pra cima, senão teria de respirar o ar quente de suor fétido alheio, péssimo.
Na estação seguinte, mais gente entrou, e provavelmente duas vezes mais do que o padrão, já que o atraso gerou acúmulo de pobres em todas as estações. E na tão almejada estação Sé, conhecida pelo acúmulo de pessoas, foi que eu pude tentar desafiar a física. Eu precisava dar mais ou menos cinco passos até a porta e sair. Mas isso era inviável. Absolutamente inviável, as pessoas mal conseguiam se mexer. Eu, com um esforço herculeo, consegui dar no máximo três passos, antes de minha mochila ficar presa na cabeça de uma mulher tosca. Eu mal conseguia puxar a mochila de volta, e a velha, não sei como, conseguia enroscar mais sua cabeça de jaca nas alças da minha mochila. Puxei a mochila na intenção de arrancar a cabeça da infeliz, mas infelizmente isso não deu certo. Quando finalmente desprendi a mochila da diaba, a porta fechou. Sim, eu havia perdido a estação que teria de descer. Isso me deixou deveras raivosa.
Então, que para eu descer na próxima estação, eu teria de ir até a outra porta, do lado contrário da que eu - quase - havia conseguido chegar. E para tanto, eu precisaria fazer outro esforço herculeo. Aí que eu tive a idéia de fazer um motim. Gritei: AE, NA PRÓXIMA ESTAÇÃO, GERAL SEGURANDO AS PORTAS!!!!!1
Os outros que não haviam conseguido descer também entraram em frenesi. Geral gritando: SEGURA A PORTA! SEGURA A PORTA! e um deles ainda deu uma idéia mais genial: "…Na próxima estação, vamo descer igual show de rock, bate cabeça PORRA!!!". Excelente.
Consegui, num método de alavanca, me puxar para perto da outra porta, segurando nos canos e passando pelas pessoas, que já estavam deveras emputecidas. Quando chegou na estação seguinte, começou o bate cabeça definitivo. Desci como se estivesse lutando contra uma horda de bárbaros, literalmente espancando todos que eu via na frente. Logo atrás, os outros faziam o mesmo. Pareciam que tentavam fugir de raios lasers que vinham de dentro do vagão.
As pessoas que entravam no vagão ficaram loucas e começaram a gritar "CAAALMA, CAAAAAAAALMA!" e ao mesmo tempo que gritavam isso, me espancavam de volta. Enquanto elas entrava, empurravam quem queria sair de volta para dentro. Elas realmente não queriam que eu saísse. Cheguei a pensar que ficaria presa num vortex de tempo ali, para sempre, no metrô. E acho que nem nas aulas de Ju Jitsu eu fui tão espancada quanto aquele dia.

Corri para pegar o trem de volta para a Sé, e no processo, adentrei um vagão qualquer com brutalidade extrema. Quase derrubei um imbecil que estava com o cu na porta e dessa vez, não havia motivo para eu ter feito isso. Mas a adrenalina deve ter consumido parte da minha razão, e discuti com o infeliz também, que estava na porta obviamente para ser encoxado.
Por fim, cheguei na estação para ir sentido Barra Funda. Mas provavelmente estava com tanto rancor nos olhos que as pessoas fugiam. Entrei empurrando geral, dando mochilada na cabeça dos inocentes e consegui descer com maestria, na frente de todos. As pessoas abriam caminho para mim, era perfeito!
Depois desse episódio, decidi que vou fazer uma série de posts entitulados "Manual de Sobrevivência no Transporte Público". Começando com a primeira lição básica: Quanto mais hostil você for, mais rápido você consegue entrar e sair dos coletivos.

Como o servidor do E! não está funcionando direito decidi copiar um post simpático que me fez ganhar dois livros numa promoção. A promoção era do Grande Abóbora e ganhei o novo livro de tirinhas dos Malvados e um outro livro muito bom, que tem um dos primeiros textos que tivemos que estudar na faculdade, chamado Ficções. Recomendo.
Vamos ao post simpático. Nele eu deveria narrar o maior mico que já paguei, e acreditem, mico maior que esse é impossível. Bem, vamos ao post.
Splash!Publicado originalmente em 19/05/08:
É um daqueles que você deseja apagar do seu cérebro, formatar sua memória e esquecer a cena. Mas foi tão engraçado que até eu, que sou a vítima da história, choro de rir ao lembrar. Vamos ao relato:
Certa vez fomos a um sítio numa espécie de excursão. Na época eu tinha uns 14 anos e era tipo um dia no sítio, com um guia, almoço e afins, um lugar bacana para se passar o dia com os parentes. Pois bem, esse sítio tinha um guia e esse guia era um cara de língua presa. E sempre fui uma pessoa muito compreensiva com as dificuldades alheias e comecei a reparar como o cara falava. Então, enquanto ele mostrava para nós os animais do lugar, onde tinham vacas anãs, ele soltou a seguinte frase: "Gente, essa vaca é anã, mas ela também dá leitssssi…"
Acho que o tal guia de língua presa me odiou tanto naquela hora que me rogou a maior das pragas que ele havia pensado no momento. Bastou eu reclamar do lago que havia no lugar (que era deveras sujo) pra ele me dizer, com voz rancorosa: "Vocssssê vai cair aí ainda".
Então partimos para o outro lado do local, onde havia um lago maior (e mais sujo, proporcionalmente ao anterior), um teleférico que percorria a extensão do lago e uns pedalinhos para a galera passear e apreciar a "beleza" local. Eu, tentando ser esperta, decidi que seria melhor ir no pedalinho primeiro e deixar os trouxas ali se matando na fila para passear de teleférico. Foi aí que a desgraça começou.
Aí pisei com o outro pé, que estava na margem, dentro da água, na tentativa desesperada de não cair. Imaginem agora a cena de alguém quase abrindo um espacate na beirada do lago com um pé dentro de um pedalinho. Ridículo. Enfim… como tentativa final e já entrando em colapso, pensei que poderia me jogar dentro do pedalinho. Aí eu caíria dentro dele e ficaria apenas com um pé molhado. UAU! Genial. Tentei fazer isso. Pulei e… o pedalinho foi pra frente e eu caí maravilhosamente dentro da água. Se fosse um filme eu entraria para as mais belas cenas do cinema nacional.
Para não dizer que foi de tudo ruim, pelo menos consegui roupas emprestadas e ainda lavaram as minhas.
Segue o segundo capítulo da grande saga "No dos outros é refresco" na qual eu narro as alegrias de sacanear os outros. Divirtam-se!
Bom este não está no top das maiores sacanagens, mas conta como uma sacanagem também, porque a moral dos sacaneados em questão foi abalada. É baseado em uma simples lição de vida, da qual devemos lembrar sempre, guardá-la em nossos corações: Nunca deixe seu e-mail aberto em locais públicos!
Abaixo, a lista dos 2 ownings gerados pela besteira de esquecer o e-mail aberto ou a senha salva em um PC público.
1 - A pressa, esta inimiga da perfeição…
Acontece que minha sala na faculdade tinha um bando de malucos. Aparentemente o curso era um imã de estranhos e loucos, com parafusos a menos ou atrasos mentais graves. Eu me incluo na lista. Obviamente a maioria desses mais perturbados eram meus amigos.
Então que num belo dia numa aula no laboratório de informática estavamos desesperados para ir embora. Mas só poderiamos fazer isso após enviar um e-mail com as artes do exercício em questão para a professora. Bom, algo aparentemente simples, se não fosse pela internet horrível do lugar. Sempre achei que eles dividiam uma conexão discada para 500 computadores, tamanha a lentidão da coisa.
Enfim, começamos a enviar o tal e-mail e um de meus amigos (que não citarei o nome para evitar constrangimentos), foi o primeiro a sair da sala para encontrar a tão sonhada liberdade. Chamemos-o de X.
Para desespero - e depois alegria - geral da nação, nosso e-mail era mais lerdo e demorava mais para enviar a maldita arte. Mas aí veio uma surpresa divina, um estalo de sorte: o computador de X ainda estava ligado. Estranho não? O coitado havia esquecido de desligar e… seu e-mail ainda estava aberto!
Na hora um aglomerado de curiosos tumultuaram em volta do computador, todos queriam fuçar. Aparentemente não havia nada de interessante, afinal era o e-mail do hotmail e ele não o usava para nada. Melhor mesmo seria se ele não usasse para nada, mas alguém lembrou algo muito valioso para o momento: somente o hotmail abria lá e era somente pelo hotmail que conseguíamos enviar os arquivos para os professores.
Festa momentânea. Todos confabularam para decidir o que fariam para sacanear o pobre diabo, uma vez que, apesar de muito amigo nosso, ele não era muito simpático. Por fim, a sacanagem foi decidida: Mudaram o nome de exibição do e-mail dele para "Viadinho Emo".
Seria algo meio bobinho se não fosse o fato de esse nome de exibição ter durado por um semestre e ninguém ter avisado ele. Aliás, juro que tentei avisar para ele olhar o nome de exibição ou enviar um e-mail a si mesmo, mas ele sempre achava que era uma cilada nossa.
E o melhor era ver o sorriso malicioso na cara dos professores quando ele questionava se tinham mesmo recebido os arquivos. Olhavam com aquela cara de "hmm… viadinho hein!".

2- A burrice, esta amiga dos desocupados
Este aconteceu num lugar que trabalhei há um tempo atrás. Havia uma certa rixa entre eu e o professor de manutenção de computadores, porque eu dava aula de informática E manutenção, além de fazer a manutenção dos computadores e ele só dava aula de manutenção e ficava puto com o fato de ele ter quase 30 e eu ter apenas 17/18 na época.
Pela quantidade de aulas mais a manutenção, eu obviamente ganhava mais que ele e o infeliz tentava a todo custo tirar meus ganhos extras pela manutenção dos computadores. Tentava isso de todas as formas, deixando placas ligadas ao contrário, soltando cabos internos, formatando os computadores que eram usados em aulas de informática geral como exercícios na aula dele e esquecendo convenientemente de instalar as coisas novamente e enfim, era um filho da puta mesmo.
Eu conseguia driblar esses incovenientes durante as aulas e fazia um verdadeiro "se vira nos 30" para deixar os computadores em ordem antes de as aulas começarem. Para piorar a briguinha, os alunos gostavam mais das minhas aulas e criticavam as dele. O cara tentava de todo jeito minar os computadores, criar e resolver problemas inexistentes para mostrar serviço, mas não resultava em nada. Otário.
Eis que num dia em que eu fazia o check-up nos computadores, parei para ler meu e-mail. Automaticamente sou redirecionada para a caixa de entrada do gmail do infeliz. O trouxa havia salvo a senha no computador. Muita sorte, não? Precisava ser rápida, alguém poderia entrar na sala e ver o e-mail aberto.
Dei uma lida rápida nos e-mails da caixa de entrada e nos e-mails enviados, vi que ele usava para enviar arquivos e materiais para os alunos do curso, para os alunos de uma escola estadual (ele também dava aula de matemática) e para algumas empresas clientes dele.
Ótimo! Corri e mudei o nome de exibição dele para "GORDO GAY", fechei o e-mail e limpei o histórico. Aquela máquina iria para a formatação mesmo e ninguém desconfiaria.
Na semana seguinte colhi os louros da vitória ao ver que os alunos alopravam ele a todo instante. E pelo visto o gordo imbecil demorou a se tocar sobre o e-mail, porque era chacoteado até por alunos novos. Imagino qual foi o resultado disso com os alunos da escola estadual… Vingança, muahaha!

Farei uma série entitulada "No dos outros é refresco" para contar as alegrias de sacanear os outros. Hoje contarei um causo da época da escola e que foi sem dúvida uma das melhores aloprações que já fizemos.
Ocorre que eu e meus amigos em geral tinhamos um hobbie bem… peculiar. O lance era xingar a mãe um do outro até a exaustão - ou até alguém se irritar e tentar matar o coleguinha - e rir muito com as idéias ridículas de situações em que sua mãe poderia estar envolvida.
Coisas como "sua mãe chupa bife", "sua mãe tem um pinto na testa", "sua mãe senta no extintor" eram engraçadas, mas foram se tornando comuns e nós decidimos nos aprofundar na arte de infernizar. Para tanto, era necessário que nós conhecessemos as mães uns dos outros para que a alopração fosse bem feita.
Aí que nós descobrimos as profissões de cada mãe e isso virou enredo para as aloprações. Tinha a mãe policial, que passava o dia pegando na metranca. Tinha a mãe mecânica que passava o dia pegando na chave de fenda. A mãe dançarina que assaltava bancos levantando a saia e libertando morcegos, a mãe jardineira que criava trepadeiras, a mãe caipira, a mãe bêbada… enfim, tinha até a clássica mãe gorda que… bem… só era gorda mesmo.
De todas as mães havia uma especial, a mãe do gordinho bobo da sala e que por uma incrível traquinagem do destino veio trabalhar de merendeira na escola. Perfeito! O cara já não era bem quisto entre os amigos por ser um tremendo mala sem alça e ainda tinha a mamãe pegando na colher de pau o dia todo servindo os amiguinhos no intervalo.
Pois bem, o tal gordo bobo era trazido pela mamãe na porta da escola até o 1º colegial. O cara era um tremendo mala sem alça, xingava os outros aleatóriamente e ainda tentava colar sem permissão. Não bastasse tudo isso, eventualmente ele tentava roubar nosso material e achava que podia nos enganar escondendo canetas, lápis e outras coisas nas meias. Enfim, era um gordo detestável e folgado, merecia ser ownado. Ainda mais porque tinha roubado um dos meus tazos raros.
No terceiro colegial nossa sala infelizmente foi separada e o gorducho foi parar na sala da frente. Isso de certa forma foi bom pois além de fazermos amizade com as outras duas salas, podíamos espalhar os podres dos outros para muito mais gente, além de padronizar o esquema de infernizar professores por todas as salas.
Obviamente as salas tinham aulas diferentes no mesmo horário e naquele dia tínhamos uma aula de educação física, enquanto a sala da frente (a do gordão) tinha aula de português com uma das professoras mais chatas da escola. Já devo ter dito aqui que eu cabulava todas as aulas de educação física, nesse dia estava frio e decidimos ficar na sala fazendo porra nenhuma.
Ficamos eu, um amigo e uma amiga na sala. Bom, 3 adolescentes sozinhos na sala de aula e entediados, já dá para concluir que fariamos merda. Primeiro meu amigo sugeriu que a gente escondesse o material de alguém, mas seria muito fácil de achar e não teria graça. Depois decidimos que seria legal pular de carteira em carteira, só pra deixar a marca de tênis na mesa alheia. Foi sem graça também. Então sugeri que a gente passasse trote para alguém, mas eles ficaram com medinho de ligar para números aleatórios e alguém ver o número no bina.
Então tivemos uma idéia brilhante: Que tal ligar para a casa do gordão?
Ótimo! Ele estava em aula, poderia não ter bina e a mãe dele era paranóica e superprotetora. Vítima perfeita.

Inventamos uma briga, ligamos lá e a velha atendeu. Nossa amiga gritava ao telefone dizendo que ele estava apanhando de um maloqueiro e eu e meu amigo faziamos o som de fundo com cadeiras caíndo e gritos de incentivo a brigas. A mãe do gorducho ficou desesperada como já era de se esperar e pediu pra gente tentar apartar a briga, pediu pra gente chamar a diretoria e enfim, depois de muito tumulto forjado ao telefone a velha falou que já estava vindo para a escola para salvar seu filho da surra.
Poucas vezes na vida eu ri tanto. Choramos de rir imaginando a situação ridícula pela qual ele passaria e depois tivemos um lapso de arrependimento: "Porra, que mancada! Coitada da mãe dele, ficou preocupada de verdade…". Fudeu!
A merda já estava feita e nos restava remoer o arrependimento e evitar rir sem parar, para não dar bandeira. Saímos de fininho para o corredor e nos misturamos as pessoas que vadiavam no pátio. Logo vimos a velha batendo na porta da diretoria desesperada, entrou correndo e foi direto procurar pelo filho. As tias da limpeza indicaram que ele deveria estar na sala de aula e ela correu pra lá e abriu a porta com tudo, gritou o nome dele, puxou ele pelo braço, tirou ele da aula, abraçou ele e ficou sabendo que não tinha acontecido nada.
Não preciso nem dizer que a sala inteira riu da situação e um tumulto foi acontecendo ao redor da sala do gordo mala. Nós nos aproximamos como curiosos e vimos a mulher emputecida, xingando geral, chamando o filho por um apelidinho carinhoso altamente zoável e falando que ia denunciar quem passou o trote, que era um absurdo, uma injustiça, blá blá blá.
Por fim o gordão humilhado veio nos perguntar se a gente sabia quem tinha feito aquilo, obviamente negamos e ainda demos uma zoada de leve nele, como quem está alheio a situação. As pessoas passavam zoando ele a todo instante e infelizmente nunca souberam que fomos nós os heróis anônimos responsáveis pela vingança contra o gorducho. Agora, pelo visto, vão saber hehe.