Novo blog!

August 27, 2009

Finalmente registrei uma URL e fiz o blog num sistema Worpdress. Raros leitores, agora vocês poderão continuar lendo o blog em:

 http://fail.blog.br

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Bye, vejo vocês lá no fail.blog.br!

OWNED!

December 8, 2008

Talvez por ser a maior puxa-saco da porcada, a torcida tosca do Vasco tenha tentado sacanear o Corinthians ano passado, num momento de tristeza para a nação alvinegra.

Claro que rir da desgraça alheia sempre é bacana, ainda mais quando é um rival. Mas visto que o Vasco não é rival direto do Corinthians e ao menos para o Timão, o Vasco é apenas uma merdinha, ver esses putos rindo do meu time foi bem irritante.

Mas apelando a chavões, o futebol é uma caixinha de surpresas. E para mim, desde o começo do ano tinha como certo que o vasCÚ ia rodar e cair para a segundona. Dito e feito, agora posso apelar para outro chavão e afirmar: Quem ri por último, ri melhor!

CHUPA ESSA MANGA, BACALHAU! huahuahua


Arerê, o Vasco vai morrer na série B!

Uma alegria sem festa

December 1, 2008

O jogo do acesso teve mais festa do que o jogo da comemoração, que foi o de sábado (22/11). Corinthians x Avaí em um jogo que era pra ser um amistoso, afinal ambos já estavam garantidos na série A, vai ficar gravado pra sempre na minha memória como um dos jogos mais hilários que já vi. Não pela atuação, mas pelas situações em campo, e fora dele.

Cheguei no estádio com uma chuva infernal no lombo. Teria sido pior se não fosse pelo namorado bonzinho ter me levado até a porta do estádio, assim pelo menos só fiquei com o pé molhado, e não o corpo todo. No desespero para conseguir um lugar decente na arquibancada lotada, peguei a câmera comprada especialmente para essa ocasião e joguei no baú da moto já que tava chovendo e provavelmente estragaria a coitada. Como de costume, falhei gravemente na decisão: Pisei na arquibancada e parou de chover. Bom, foda-se, tudo que eu preciso lembrar estará gravado na minha mente, muito mais bonito e emocionante do que estaria numa foto.

A graça está nos detalhes extra-jogo. O jogo foi legal, gols bonitos, 233423 gols perdidos e um frango do Felipe no final. Ganhamos e festejamos, é o que importa.

Pela primeira vez eu vi uma torcida adversária ajudar na Ola feita no estádio. E para provar que não fizeram por impulso, fizeram mais de uma vez, umas quatro pelo menos. Muito engraçado. Torcida do Avaí tosca, me deram até vergonha alheia.

Durante o quebra pau no campo, a torcida para de cantar "O Coringão voltou" para cantar um hit um pouco… alterado: "OoOo a Violência voltoooou". Nunca ri tanto assistindo um jogo, o estádio inteiro estava pilhado.

Depois da briga e dos hits hilários, rolou uma festa muito foda - como sempre é de se esperar do Corinthians - e o estádio todo cantando as mesmas músicas no fim do jogo, arrepia só de lembrar.

Como era de se esperar, não rolou festa no final, já fora do estádio. Há quem diga que "título é título" e deve ser comemorado, mas eu ainda sou da opinião do "Obrigação" que cantaram no estádio. Obrigação mesmo de um time gigante como o Corinthians de subir e subir quebrando recordes, como fez bem.

Voltar pra casa depois de um jogo como esse, com o gostinho de missão cumprida é uma sensação inexplicável. Apesar dos pesares, valeu Corinthians!

Sorte +3

November 4, 2008
Tá, eu sei que já passaram muitos dias, mas foda-se, Tô atrasada mesmo!

Fiz inferno pra conseguir os ingressos. Fui num sábado, mancando a rua São Jorge inteira e levei uma chuva memorável no lombo. Maldito joelho, maldita chuva. Cheguei lá e não tinha ingresso, não vendiam de sábado. Putaria. Briguei, quebrei o pau, consegui amassar os nós dos dedos dando soco na parede de raiva. Fiz uma jogada de dados e tirei sorte +1. Meu namorado bonzinho, coitado, estava de folga e conseguiu comprar os ingressos pra mim.

Arrisquei um dos 4 jogos que poderia comprar ingresso, escolhi o primeiro e o último.

Dia do jogo, cheguei atrasada como sempre. Corri a avenida Pacaembu inteira, cheguei no estádio suando em bicas. Ao chegar lá, a arquibancada amarela estava livre. Perfeito, ia poder passar o jogo todo cantando com as organizadas e não ia ter que aturar o bando de malas que ficam falando merda na arquibancada comum. Sorte +2.

Para subir definitivamente para a série A, o Corinthians precisava de um resultado de outro jogo. E para alegria geral da nação (nação, pq o resto é resto mesmo) o placar mostra o Barueri perdendo. Vitória bacana do Coringão, 2x0 e a torcida entoando por 90 minutos o melhor grito do ano "Ôôô o Coringão Voltou!". Voltou não, sempre foi de elite. Escolher ir no jogo que garantiu o acesso, dentre os outros seguintes que poderiam ser, realmente não tem preço. Sorte +3!


Tá, tá, eu sei que é atrasado!

September 2, 2008

Já é dia 2 de setembro, e daí? Foda-se. Tô com uma insônia dos infernos e essas malditas convenções de que depois da meia noite já é amanhã estragam tudo. Pra mim ainda é dia 1 e pronto!

Bom, sabendo que hoje é dia 1 de setembro, tem algo a comemorar! Hoje é aniversário do Todo Poderoso Timão! São 98 anos de história e tradição, 98 anos de glórias, 98 anos de emoções.

Emoção é algo que designa bem o que quero dizer. O Corinthians é um fenômeno social, já dizem os estudiosos e não tem corneta, torcedor lavanderia (torce e seca) e filhosdaputa afins que possam contrariar a realidade: a torcida do Corinthians é a mais fiel e ponto final.

É inexplicável o sentimento de fanatismo que invade a mente. Eu encaro como uma religião e não consigo traçar um paralelo com qualquer outra coisa que possa causar um sentimento equivalente em força e devoção. É inexplicável também a mobilização social que se consegue. A invasão do Maracanã em 76 que o diga. O recorde de público de 77 também.

 Maior mobilização humana para algo não bélico. Rala isso, troxa!

Contar as melhores emoções é fácil. Nada é melhor do que estar em meio a milhares de torcedores comemorando um título na Av. Paulista. Nada como, uma semana depois, estar novamente comemorando outro título na avenida (dessa vez não na Paulista) mesmo com gesso na perna, só para não perder a festa. Nada como ir a primeira vez ao estádio, num frio de rachar e ainda comemorar a ida as quartas de final. Nada como estar ao lado do rádio, já de joelhos, e aos 47 do segundo tempo ouvir o gol salvador que levou o time as finais. Nada como, depois de chorar, bater nas pernas até quase perder as forças e praguejar contra o ídolo de seu time, ver o rival desperdiçar o último pênalti e comemorar como nunca o título Mundial.


Brasileiro 98/99

O sofrimento é a questão de tudo. O maior barato de ser torcedor é torcer, e nada melhor do que torcer quando quase sempre a situação é adversa. Dá mais emoção, dá uma sensação de conquista real, suada, conseguida na raça como a fiel torcida gosta.

E de situação adversa o ano de 2007 nos deixou escolados. Graças a uma má administração feita por um ditador ladrão e imbecil, que além de vender o que tinha de melhor, afundou o clube em dívidas, acabamos ficando na pior.

Foi um ano para testar a fidelidade do torcedor. Um ano no qual eu acordava as 6 da manhã para ir assistir aos treinos no sábado incentivar o time. Eu e mais 1000, 2000 e até 5000 torcedores. O time precisava de motivação, então a torcida comparecia em peso. Bater palmas até a mão ficar queimada, gritar até perder a voz. Valia de tudo.


E vaaai Corinthians!

Era difícil conseguir qualquer ingresso. Todos esgotavam em pouco tempo e restava ouvir o jogo pelo rádio. Aquele gol do Finazzi, num dos últimos jogos do campeonato, contra o Atlético PR me fez chorar. A vontade do goleiro Felipe era a esperança. A fé da torcida era absurda.

Ao ouvir o apito do juíz no final do jogo contra o Grêmio, senti como se o mundo tivesse acabado e só eu tivesse restado ali. Passei aqueles 90 minutos ali, torcendo e rezando para quem? Para alguém que não acredita em deus e nem em nada, me restava rezar pelo Corinthians, para o Corinthians.

Fim de jogo, Corinthians rebaixado. Na hora, senti aquele misto de tristeza e raiva. Raiva por passar todo aquele sofrimento e acontecer o pior, por ter acreditado como tantos outros milhões de torcedores. Tive um ímpeto de jogar a camisa da sorte no chão, estava usando a camisa mais recente e segurava a camisa "da sorte" comigo. Dei azar? Enfim. Recolhi a camisa e tive a pior noite da minha vida. Passei a noite ouvindo sons de torcida e lembrando do maldito jogo. A primeira em que tive insônia. No dia seguinte, vesti o manto sagrado alvinegro e a vida continuou. O amor ao time só aumentou.

E isso tudo serviu para mostrar que pode acontecer o que for, a torcida nunca vai abandonar o time.  Serviu para que o time se reestruturasse, investisse em marketing, em administração coerente, em corte de gastos. Serviu, acima de tudo, para acordar o gigante adormecido e para que finalmente pudessem explorar todo o potencial da torcida que tem um time pode oferecer.

Daqui a alguns jogos estaremos de volta ao lugar de onde nunca deveríamos ter saído.

Parabéns Corinthians pelos 98 anos! E valeu pelos 21 anos que me proporcionou de alegrias e emoções até hoje. E vaaaai Corinthians! Não pára de lutar!


Corinthians do Meu Coração - Toquinho
"Corinthians do meu coração,
Tu és religião de janeiro a janeiro.
Ser corinthiano é ir além
De ser ou não ser o primeiro…"

Trava Brasil!

August 21, 2008

Eu estava realmente confiante na vitória da seleção feminina de futebol hoje. Da seleção masculina já não esperava nada, Dunga como técnico já explica o meu pessimismo. E eu em meu desespero para conseguir ver o jogo durante o trabalho, abri o Terra logo cedo e já fiquei de olho na chamada para o jogo ao vivo. Tudo certo, o tempo passou, a chamadinha apareceu e eu corri para botar para carregar logo o vídeo, porque o link do Terra não consegue dar conta de todos os expectadores e o vídeo nem chega a carregar se você tentar assistir depois do início do jogo, tamanha a demanda.

OK, vídeo rolando, expectativa e… começa o jogo!

Não sei porque sempre tenho uma adrenalinazinha mínima, um friozinho no estômago, quando começo a assistir um jogo. E nesse caso eu estava realmente torcendo para que viesse um mísero ouro para esse país de merda. Jogo rolando, transmissão perfeita. Aos 6 minutos de jogo a transmissão começa a falhar, terrível. Voltava ao normal por alguns minutos e depois falhava, estava tosco mas não chegava a incomodar. Aí que quando o jogo começou a ficar bom, começou o caos da transmissão. Por alguns instantes fiquei com um profundo ódio, uma vontade de atear fogo no servidor do Terra, mas a situação estava tão patética que ficou engraçada.

A transmissão ocorria da seguinte forma:

Bola no meio de campo do Brasil… jogadora X cruza, jogadora Y cabeceia e… *trava*
*volta*…bola no ataque Americano, jogadora chuta, goleira pula e… *trava*
*volta*…jogadora do Brasil driblando meio mundo e perdendo a bola grosseiramente. *trava*

Era como se a transmissão travasse exatamente nos pontos cruciais do jogo, naquele momento em que você torcedor conhece muito bem, no qual chegamos até a pressionar os pés no chão e apertar as mãos - evitando gritar gol antes porque dá zica, caralho! - quando o jogador chuta a bola na  cara do gol e… gol? Defesa? Porra! Como assistir um maldito jogo assim? Imaginei que havia um funcionário subersivo que sacaneava a transmissão, só para se divertir imaginando o ódio de 43223432 imbecis que assistiam ao jogo on-line assim como eu.

 


Burn!

Depois de muito resmungar e praguejar mentalmente contra o Terra, alguém me indicou um site gringo com narração em espanhol (melhor que a do Galvão, convenhamos) e eu pude assistir ao que restava do jogo. Incrívelmente minimizei a janela justamente na hora do gol dos EUA, o que me deixou levemente emputecida, já que até o maldito replay eu havia perdido, só pode ser macumba. Enfim, ócios do ofício, porque eu estava trabalhando e assistindo ao mesmo tempo.

Fim de jogo e eu com raiva pela derrota, fiquei abismada com as notícias que vi. É incrível ver o discurso dos brasileiros depois da sova nas competições olímpicas. Sempre é algo como: "A prata está de bom tamanho", "Lutamos pelo ouro mas ficaremos com o bronze mesmo" e coisas do naipe. Povinho acomodado mesmo, sempre naquelas de que é melhor competir do que ganhar. É até explicável isso sabendo que o governo não investe uma palha nos atletas, chegar entre os 5 primeiros já é lucro pra alguém que lutou sozinho boa parte da vida. De qualquer maneira, dá raiva. Perder uma final sempre é mais triste.

 

 
Vamos gritar em alto e bom tom: FAIL!